Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis
Segunda-feira, Junho 08, 2009
Domingo, Junho 07, 2009
Tempo
E eis que surge um momento em que tudo pára.
As certezas tornam-se incertezas, a razão dissipa-se.
Tudo o que era estático agora move-se.
Um significado já não significa nada significante.
Não existe transmutação porque nada há para transmutar.
Ao redor tudo continua a girar.
Apenas nós parámos. Quem diz nós, diz eu.
Eu que sou um nós de corpo e alma.
Nós parámos, e o resto continua...
Quedo aqui. Fico, e fico...
Agora, tudo foi...
As certezas tornam-se incertezas, a razão dissipa-se.
Tudo o que era estático agora move-se.
Um significado já não significa nada significante.
Não existe transmutação porque nada há para transmutar.
Ao redor tudo continua a girar.
Apenas nós parámos. Quem diz nós, diz eu.
Eu que sou um nós de corpo e alma.
Nós parámos, e o resto continua...
Quedo aqui. Fico, e fico...
Agora, tudo foi...
Sexta-feira, Junho 05, 2009
“A música não deve ser praticada por um único tipo de benefício que dela possa resultar, mas para usos múltiplos, pois pode servir para a educação, para a catarse e, em terceiro lugar, para o repouso, o alívio da alma (...). Disso resulta que é preciso fazer uso de todas as harmonias, mas não de todas no mesmo modo (...).”
Aristóteles, Política (VIII, 7, 1341 b)
Aristóteles, Política (VIII, 7, 1341 b)
Quarta-feira, Julho 16, 2008
Quinta-feira, Novembro 15, 2007
O Lado Negro Da Mente

Mais uma ideia, mais uma vontade, mais uma batalha. Uma conquista?
Como se diz no Myspace, 'Estamos aqui, não sabemos porquê, nem para quê, mas o nosso lado negro nunca mais vai ser o mesmo'. E não vai mesmo. Mais que não seja porque criámos, aprendemos, lutámos, lutámos por algo em que acreditamos e de que gostamos: a criação, a música, o fazer a diferença. Queremos conseguir transmitir uma pequena parte do que são para nós os Blackmindside, deixando a outra parte à mercê de interpretações pessoais; do que esperamos poder vir a ser, pelo gosto, pela retribuição sob variadas formas que nos enchem de diferentes outras formas.
Se algo surgir, agradecidos. Se não surgir, as salas de ensaio sempre existirão, a vontade não vai esmorecer. Os Blackmindside são vontade e querer, mas sobretudo paixão.
No Myspace: http://www.myspace.com/blackmindside
Terça-feira, Janeiro 16, 2007
Terça-feira, Janeiro 02, 2007
Começar lembrando o passado: Iron Maiden, Earls Court, 23 de Dezembro
Lisboa, 23 de Dezembro, 4 da manhã - O acordar para a realidade de um sonho antigo:
Era finalmente verdade. Eu ía ver os Iron Maiden na sua terra natal. Tudo estava organizado desde final de Agosto, início de Setembro. Os bilhetes do concerto, a viagem, os itinerários na magnífica cidade de Londres, as finanças revistas e as contabilidades feitas.
Finalmente, e felizmente, acordámos dia 23, às 4 da matina, para o que iria ser uma das mais memoráveis aventuras em nome do metal e dos Iron Maiden, pela parte que tocava à 'trupe'.
O vôo era só às oito horas e vinte minutos, mas às cinco da manhã já rondávamos o aeroporto de Lisboa.
Check-in feito, espera interminável.
A viagem até Londres decorreu com toda a normalidade, habitual nas viagens de avião...
Aterrados em Londres que estávamos foi a vez de fazer tempo até às 18 horas, hora a que as portas dos nossos sonhos se abririam.

Londres, 23 de Dezembro, 18 horas, Earls Court - Os arrepios na 'espinha':
As portas abriram-se...
A fila, certo é que mais organizada que na nossa humilde 'terrinha' mas não deixando de ser uma fila, lá entrou aos meios empurrões.
O Earls Court é sem dúvida um monumento! Enorme história, grandiosas bandas que já pisaram lá o palco, edifício imponente, com grande classe no seu interior. Nem pareceria lugar para um concerto de metal.
É um espaço antigo, as bancadas revestidas a madeira, cadeiras de madeira e antigas, no entanto tudo estimado à boa maneira inglesa.
Enorme, dois ecrãs gigantes de cada lado do também grande palco, civilização que predominava.
18.30, Lauren Harris - Histerismo em forma humana:
É verdade, a filha de Mr. Steve Harris (Baixista dos Iron Maiden) lá arranjou um 'tacho'.
Inicialmente era para fazer as primeiras partes de Maiden em algumas datas onde os Trivium, banda escolhida inicialmente pelos Maiden para fazer as primeiras partes, não poderiam actuar.
A meio da tour as coisas mudaram um pouco e a 'menina' Harris começou a fazer as primeiras partes de Trivium, ou seja, começou a actuar cerca de meia hora antes da banda americana.
A rapariga esforça-se, até pode gostar muito de música e ter uma grande cunha, mas presença em palco e calma são coisas que lhe faltam.
Tudo bem que está no início, mas abrir para Maiden não é uma festa de Universidade, não é um baile de finalistas e também não foi o primeiro concerto da menina Harris.
A musiquinha é um pop-rock agradável, bons músicos, no entanto a vocalização (ou gritaria!?) deixa algo a desejar.
Em primeiro a voz de Lauren Harris não é nada de especial, mas depois esta menina também não parece saber interpretar, ou será que o objectivo é vender?
Mais uma Britney Spears, meio inserida no meio metálico graças ao pai que tem.
Em segundo lugar, nas poucas interacções que teve com o público destaco... nada! Lauren Harris decidiu testar os tímpanos de todos os presentes gritando incansavelmente sempre que falava, o que impediu que se percebesse também o que pretendia transmitir.
Agradeceu, aqui humanamente e calmamente, aos Iron Maiden e ao público.
Serviu para entreter mas se a primeira parte fosse apenas a cargo dela saberia a muito pouco.
19.15, Trivium - Sim, em Londres os horários são cumpridos:
Os Trivium entraram a horas, certinhos como um relógio, não estivéssemos nós em Londres.
Esta banda, com uma linha musical algo deambulante entre o death metal e o trash metal, surpreendeu.
Não é, para mim, uma grande surpresa mas sim uma boa surpresa. Música agradável, 'sempre a abrir', não deixando ninguém adormecido e a puxar o headbanging, muito boa presença em palco. Matt Heafy, vocalista e guitarrista da banda, além de muita garra mostrou ter uma boa interacção com o público, mantendo-o sempre agarrado ora pela música, ora pela conversa.
Agradeceu também aos Iron Maiden pela oportunidade que lhes estavam a dar, deu os parabéns ao aniversariante Dave Murray (guirarrista dos Iron Maiden), disse que queria ver mais headbanging, mais moshe e mais gente a cantar. Incentivou a criação de circle pits, 'rasgou' mais dois temas e foram-se embora os Trivium, um bom aquecimento para Iron Maiden e o grande momento estava perto.
20.45, Doctor Doctor dos UFO; Mars, the Bringer of War de Gustav Holst; Different World - Iron Maiden, A Matter of life:
Os Iron Maiden, mais uma vez, a horas.
Depois da muito boa Doctor Doctor dos UFO já todo o público no Earls Court estava de pé, meio extasiado. Todos sabiam o que se seguiria.
A cortina abre-se, num fundo vermelho e iluminado por um projector amarelo Nicko grita, e entramos num Different World.
Acústica impecável, os Iron Maiden com uma sonoridade impecável. O público completamente contagiado, nas mãos da Dama de Ferro.
Different World acaba e segue-se, tal como em toda a restante tournée, These Colours Don't Run, precedida por uma pequena introdução onde Bruce Dickinson disse "We're Iron Maiden and these colhours don't run".
Mais uma música passada e a certeza de que aquelas cores não fogem mesmo: os Maiden estavam em palco aos 50 anos, frescos que nem alfaces e com quase 30 anos de carreira.
Brighter than a thousand suns, The pilgrim, The longest day, todas sublimes. A única confirmação de que não estávamos perante A matter of life and death em CD era o facto da banda estar perante nós, da sonoridade ser mais real, da energia partilhada ser bem mais intensa, pois em termos técnicos este albúm, apesar de complexo, foi interpretado sem qualquer falha. E a maior surpresa surgiu de onde se esperava a maior falha: Bruce Dickinson.
48 anos e muitas tournées em cima, o apresentador de rádio, piloto de aviões, praticante de esgrima, vocalista e letrista surpreendeu muito pela positiva. A sua voz em albúm era fascinante, as interpretaçõe sperfeitas, mas ao vivo este senhor mostrou que está aí para as curvas e para outros tantos 49 anos de muito mais artimanhas.
Ele canta, ele salta, ele comunica com o público, ele tem o público na mão, ele discursa seriamente ou em tom de brincadeira.
É fantástico... simplesmente! Notas altas, notas baixas, variações de ritmo e de tom perfeitas, sem uma única quebra ou desafinação.
Chega Out of the Shadows e como era habitual o primeiro discurso mais sério com o público. Alguém decide atirar uma boneca e Bruce pergunta se alguém se recorda da música da série onde a boneca entrava.
O público não responde e Bruce começa a puxar, em jeito de brincadeira.
Voltamos à música e ao alinhamento de A matter of life and death.
The reincarnation of benjamin breeg, for the greater good of god... até ao legado continuamos bem sem saber se estamos perante uma questão de vida ou de morte, sabemos apenas que estamos perante os Iron Maiden e que aquelas quase duas horas são preciosas e valem bem o dinheiro.
Chegado ao fim o alinhamento do novo albúm outro discurso: "Senhoras e senhoras, pela última vez na história mundial, A matter of life and death na sua íntegra".
Fear of the Dark, e a loucura invadiu a sala.
Como que de repente o público presente no Earls Court mostrou-se vivo e eufórico, isto depois de um pequeno adormecimento logo após The longest day/Out of the Shadows (que se deveu, possivelmente, ao facto do novo albúm ser interpretado na íntegra; uns reclamaram outros se deliciaram!).
Depois do novo material regressavam os clássicos bem conhecidos de qualquer fã ou simples apreciador de Iron Maiden.
Seguiu-se o hino: Iron Maiden. Pela primeira vez aparece Eddie. Por trás do estrado da bateria surge um tanque, abre-se a escotilha e aparece a mascote.
Os Maiden vão embora mas hão-de regressar para o encore.
Regressados Bruce incentiva os presentes a cantar os parabéns a Dave Murray.
Um momento de boa disposição onde Dave se mostrou contente e também muito bem humorado.
"Que horas são?"
2 minutes to midnight abre o encore. Outro clássico pelo qual os fãs anseavam há algum tempo.
The evil that men do e Hallowed be thy name e a única forma de descrever estes momentos é loucura total pela parte do público e perfeição pela parte dos Iron Maiden.
Chegámos ao final com a certeza de que estão bem vivos.
Mostraram enorme energia em palco e que não é só o vinho do porto que se quer bem envelhecido.
É impossível transmitir o que se sente num concerto, é possível contar a sua história, que muitas vezes durante as tours sao contadas.
Aqui está a minha... que sentida foi, certamente.
Cá os esperamos, pelo menos, em 2008.
A matter of... band!
Era finalmente verdade. Eu ía ver os Iron Maiden na sua terra natal. Tudo estava organizado desde final de Agosto, início de Setembro. Os bilhetes do concerto, a viagem, os itinerários na magnífica cidade de Londres, as finanças revistas e as contabilidades feitas.
Finalmente, e felizmente, acordámos dia 23, às 4 da matina, para o que iria ser uma das mais memoráveis aventuras em nome do metal e dos Iron Maiden, pela parte que tocava à 'trupe'.
O vôo era só às oito horas e vinte minutos, mas às cinco da manhã já rondávamos o aeroporto de Lisboa.
Check-in feito, espera interminável.
A viagem até Londres decorreu com toda a normalidade, habitual nas viagens de avião...
Aterrados em Londres que estávamos foi a vez de fazer tempo até às 18 horas, hora a que as portas dos nossos sonhos se abririam.
Londres, 23 de Dezembro, 18 horas, Earls Court - Os arrepios na 'espinha':
As portas abriram-se...
A fila, certo é que mais organizada que na nossa humilde 'terrinha' mas não deixando de ser uma fila, lá entrou aos meios empurrões.
O Earls Court é sem dúvida um monumento! Enorme história, grandiosas bandas que já pisaram lá o palco, edifício imponente, com grande classe no seu interior. Nem pareceria lugar para um concerto de metal.
É um espaço antigo, as bancadas revestidas a madeira, cadeiras de madeira e antigas, no entanto tudo estimado à boa maneira inglesa.
Enorme, dois ecrãs gigantes de cada lado do também grande palco, civilização que predominava.
18.30, Lauren Harris - Histerismo em forma humana:
É verdade, a filha de Mr. Steve Harris (Baixista dos Iron Maiden) lá arranjou um 'tacho'.
Inicialmente era para fazer as primeiras partes de Maiden em algumas datas onde os Trivium, banda escolhida inicialmente pelos Maiden para fazer as primeiras partes, não poderiam actuar.
A meio da tour as coisas mudaram um pouco e a 'menina' Harris começou a fazer as primeiras partes de Trivium, ou seja, começou a actuar cerca de meia hora antes da banda americana.
A rapariga esforça-se, até pode gostar muito de música e ter uma grande cunha, mas presença em palco e calma são coisas que lhe faltam.
Tudo bem que está no início, mas abrir para Maiden não é uma festa de Universidade, não é um baile de finalistas e também não foi o primeiro concerto da menina Harris.
A musiquinha é um pop-rock agradável, bons músicos, no entanto a vocalização (ou gritaria!?) deixa algo a desejar.
Em primeiro a voz de Lauren Harris não é nada de especial, mas depois esta menina também não parece saber interpretar, ou será que o objectivo é vender?
Mais uma Britney Spears, meio inserida no meio metálico graças ao pai que tem.
Em segundo lugar, nas poucas interacções que teve com o público destaco... nada! Lauren Harris decidiu testar os tímpanos de todos os presentes gritando incansavelmente sempre que falava, o que impediu que se percebesse também o que pretendia transmitir.
Agradeceu, aqui humanamente e calmamente, aos Iron Maiden e ao público.
Serviu para entreter mas se a primeira parte fosse apenas a cargo dela saberia a muito pouco.
19.15, Trivium - Sim, em Londres os horários são cumpridos:
Os Trivium entraram a horas, certinhos como um relógio, não estivéssemos nós em Londres.
Esta banda, com uma linha musical algo deambulante entre o death metal e o trash metal, surpreendeu.
Não é, para mim, uma grande surpresa mas sim uma boa surpresa. Música agradável, 'sempre a abrir', não deixando ninguém adormecido e a puxar o headbanging, muito boa presença em palco. Matt Heafy, vocalista e guitarrista da banda, além de muita garra mostrou ter uma boa interacção com o público, mantendo-o sempre agarrado ora pela música, ora pela conversa.
Agradeceu também aos Iron Maiden pela oportunidade que lhes estavam a dar, deu os parabéns ao aniversariante Dave Murray (guirarrista dos Iron Maiden), disse que queria ver mais headbanging, mais moshe e mais gente a cantar. Incentivou a criação de circle pits, 'rasgou' mais dois temas e foram-se embora os Trivium, um bom aquecimento para Iron Maiden e o grande momento estava perto.
20.45, Doctor Doctor dos UFO; Mars, the Bringer of War de Gustav Holst; Different World - Iron Maiden, A Matter of life:
Os Iron Maiden, mais uma vez, a horas.
Depois da muito boa Doctor Doctor dos UFO já todo o público no Earls Court estava de pé, meio extasiado. Todos sabiam o que se seguiria.
A cortina abre-se, num fundo vermelho e iluminado por um projector amarelo Nicko grita, e entramos num Different World.
Acústica impecável, os Iron Maiden com uma sonoridade impecável. O público completamente contagiado, nas mãos da Dama de Ferro.
Different World acaba e segue-se, tal como em toda a restante tournée, These Colours Don't Run, precedida por uma pequena introdução onde Bruce Dickinson disse "We're Iron Maiden and these colhours don't run".
Mais uma música passada e a certeza de que aquelas cores não fogem mesmo: os Maiden estavam em palco aos 50 anos, frescos que nem alfaces e com quase 30 anos de carreira.
Brighter than a thousand suns, The pilgrim, The longest day, todas sublimes. A única confirmação de que não estávamos perante A matter of life and death em CD era o facto da banda estar perante nós, da sonoridade ser mais real, da energia partilhada ser bem mais intensa, pois em termos técnicos este albúm, apesar de complexo, foi interpretado sem qualquer falha. E a maior surpresa surgiu de onde se esperava a maior falha: Bruce Dickinson.
48 anos e muitas tournées em cima, o apresentador de rádio, piloto de aviões, praticante de esgrima, vocalista e letrista surpreendeu muito pela positiva. A sua voz em albúm era fascinante, as interpretaçõe sperfeitas, mas ao vivo este senhor mostrou que está aí para as curvas e para outros tantos 49 anos de muito mais artimanhas.
Ele canta, ele salta, ele comunica com o público, ele tem o público na mão, ele discursa seriamente ou em tom de brincadeira.
É fantástico... simplesmente! Notas altas, notas baixas, variações de ritmo e de tom perfeitas, sem uma única quebra ou desafinação.
Chega Out of the Shadows e como era habitual o primeiro discurso mais sério com o público. Alguém decide atirar uma boneca e Bruce pergunta se alguém se recorda da música da série onde a boneca entrava.
O público não responde e Bruce começa a puxar, em jeito de brincadeira.
Voltamos à música e ao alinhamento de A matter of life and death.
The reincarnation of benjamin breeg, for the greater good of god... até ao legado continuamos bem sem saber se estamos perante uma questão de vida ou de morte, sabemos apenas que estamos perante os Iron Maiden e que aquelas quase duas horas são preciosas e valem bem o dinheiro.
Chegado ao fim o alinhamento do novo albúm outro discurso: "Senhoras e senhoras, pela última vez na história mundial, A matter of life and death na sua íntegra".
Fear of the Dark, e a loucura invadiu a sala.
Como que de repente o público presente no Earls Court mostrou-se vivo e eufórico, isto depois de um pequeno adormecimento logo após The longest day/Out of the Shadows (que se deveu, possivelmente, ao facto do novo albúm ser interpretado na íntegra; uns reclamaram outros se deliciaram!).
Depois do novo material regressavam os clássicos bem conhecidos de qualquer fã ou simples apreciador de Iron Maiden.
Seguiu-se o hino: Iron Maiden. Pela primeira vez aparece Eddie. Por trás do estrado da bateria surge um tanque, abre-se a escotilha e aparece a mascote.
Os Maiden vão embora mas hão-de regressar para o encore.
Regressados Bruce incentiva os presentes a cantar os parabéns a Dave Murray.
Um momento de boa disposição onde Dave se mostrou contente e também muito bem humorado.
"Que horas são?"
2 minutes to midnight abre o encore. Outro clássico pelo qual os fãs anseavam há algum tempo.
The evil that men do e Hallowed be thy name e a única forma de descrever estes momentos é loucura total pela parte do público e perfeição pela parte dos Iron Maiden.
Chegámos ao final com a certeza de que estão bem vivos.
Mostraram enorme energia em palco e que não é só o vinho do porto que se quer bem envelhecido.
É impossível transmitir o que se sente num concerto, é possível contar a sua história, que muitas vezes durante as tours sao contadas.
Aqui está a minha... que sentida foi, certamente.
Cá os esperamos, pelo menos, em 2008.
A matter of... band!
Domingo, Dezembro 31, 2006
Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Novo assalto ao Top Nacional

Dia 4 de Dezembro será relançado "Memorial", último albúm dos Moonsell (editado em Abril), desta vez em edição especialíssima!
Para além do CD com o alinhamento completo do albúm, e com a bonus track "Atlantic", será também lançado um DVD cheio de deliciosos extras.
O conjunto far-se-á acompanhar por um poster da banda e também por novo artwork .
Fica o alinhamento do DVD:
.DVD
Live at CC Estúdio 2
Memento Mori
Blood Tells
Sanguine
Best Forgotten
Live at Vilar de Mouros
In Memoriam
Finisterra
Memento Mori
Blood Tells
Proliferation
Upon the Blood of Men
Videos
Luna
Finisterra
Making of Finisterra
Hard Club 13min Slideshow (Paulo Moreira Photos)
Como é feia a inveja...
(...)
Não é correcto, eu sou mais poeta que vocês
Todos voz do rock prop hip hop escrita em inglês
Uma desculpa que foi a musica que ouviram ao crescer
Eu nunca precisei de ouvir hip hop tuga pro fazer
Isso é que dá mais prazer o meu idioma exploração
Vocês tentam outra lingua pra tentar exportação
Querem ser os Moonspell querem novos altos sons
Mas aqui o Samuel é Madredeus ou Dulce Pontes
Porque há uma identidade que vocês são todos identicos
São autenticos mendigos vendidos por cêntimos
(...)
A citação acima encontra-se numa das músicas, penso que a última, do rapper, ou o que seja, português Sam The Kid.
Pois bem, ao ver este 'rapaz' em alguns programas televisivos fiquei com alguma curiosidade e decidi prestar atenção ao que dizia. Pareceu-me uma pessoa culta, pela qual comecei a ter alguma simpatia.
No entanto, e como acima descrito, parece que a inveja soou mais alto.
Também já tive a minha revolta contra os portugueses que cantavam/escreviam em inglês.
Hoje acho que um bom conteúdo, para ser ouvido no mundo, necessita de projecção, essa é dada primeiramente por uma forma de expressão acessível a todos.
Não é por ser inglês ou português a escrita que a pátria e o seu amor por ela muda. Não é por escrever sobre história, D. Sebastião ou algo mais que se é mais ou menos patriota.
Sou um cidadão do mundo e a minha pátria é Portugal.
"Não sou apátrida", Durão Barroso.
Para os mesquinhos...
"Voa Serpente do orgulho,
Mãe da terra, nossa Mãe
Lei daqueles que clamam
P'lo Homo Natura, p'la flama,
Voa erotico Pentagramma
E destroi, e destroi quem te ama."
[Langsuyar T. Rex]
[Fall 1993]
"Masturbar-me-ia sobre a tua divindade,
Enrabar-te-ia se a tua fraca existência
Oferecesse um cu à minha incontinência;
Meu braço o coraçâo te arrancar
Para com o meu fundo horror melhor te penetrar."
[Marquis de Sade (1740-1814)]
Não é correcto, eu sou mais poeta que vocês
Todos voz do rock prop hip hop escrita em inglês
Uma desculpa que foi a musica que ouviram ao crescer
Eu nunca precisei de ouvir hip hop tuga pro fazer
Isso é que dá mais prazer o meu idioma exploração
Vocês tentam outra lingua pra tentar exportação
Querem ser os Moonspell querem novos altos sons
Mas aqui o Samuel é Madredeus ou Dulce Pontes
Porque há uma identidade que vocês são todos identicos
São autenticos mendigos vendidos por cêntimos
(...)
A citação acima encontra-se numa das músicas, penso que a última, do rapper, ou o que seja, português Sam The Kid.
Pois bem, ao ver este 'rapaz' em alguns programas televisivos fiquei com alguma curiosidade e decidi prestar atenção ao que dizia. Pareceu-me uma pessoa culta, pela qual comecei a ter alguma simpatia.
No entanto, e como acima descrito, parece que a inveja soou mais alto.
Também já tive a minha revolta contra os portugueses que cantavam/escreviam em inglês.
Hoje acho que um bom conteúdo, para ser ouvido no mundo, necessita de projecção, essa é dada primeiramente por uma forma de expressão acessível a todos.
Não é por ser inglês ou português a escrita que a pátria e o seu amor por ela muda. Não é por escrever sobre história, D. Sebastião ou algo mais que se é mais ou menos patriota.
Sou um cidadão do mundo e a minha pátria é Portugal.
"Não sou apátrida", Durão Barroso.
Para os mesquinhos...
"Voa Serpente do orgulho,
Mãe da terra, nossa Mãe
Lei daqueles que clamam
P'lo Homo Natura, p'la flama,
Voa erotico Pentagramma
E destroi, e destroi quem te ama."
[Langsuyar T. Rex]
[Fall 1993]
"Masturbar-me-ia sobre a tua divindade,
Enrabar-te-ia se a tua fraca existência
Oferecesse um cu à minha incontinência;
Meu braço o coraçâo te arrancar
Para com o meu fundo horror melhor te penetrar."
[Marquis de Sade (1740-1814)]
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