Mais uma vez, cá estou.
E desta vez venho falar (mais uma, talvez) de opiniões...
Por exemplo, comecemos pela polémica lei que proibe os fumadores de fumar em locais fechados. Ora bem, concordo e discordo.
Se por um lado nós, os não fumadores, temos o direito de não sermos importunados com o fumo libertado por vícios alheios, também os fumadores têm todo o direito de escolher a sua longevidade nesta vida. (Há até casos em que os fumadores duram mais que os não fumadores, portanto consideremos este vício apenas como mais um, mas não totalmente mortal!)
Porque não criar um espaço, mas um espaço totalmente isolado, no qual seja possível aos fumadores desfrutar do seu precioso cancerilho, sem importunar outros?
É uma verdade que esta lei poderia bem ser evitada se fosse pedida licença às pessoas em volta antes de se acender o tal cigarro. Mas também é verdade que em espaços públicos seria difícil pedir licença a todas as pessoas que passam... Depois temos ainda os jovens que gostam de curtir a night e que não fumam (são normalmente em minoria no grupo) mas que têm uma vasta legião de companheiros, a quem usualmente chamam amigos, que fumam. Então, estes nem sequer põem a hipótese de existirem salas separadas para fumadores e não fumadores. Meus amigos, se querem sair a cheirar a tabaco porque não se juntam à sala de não fumadores mesmo não fumando? Compreendo que para um viciado seja difícil estar num bar sem "enfardar" um maço, mas também compreendo que para algumas pessoas o fumo seja incomodativo. Portanto, porque não sermos um pouco tolerantes e satisfazermos ambas as partes? Não seria assim tão difícil.
Agora, em relação ao assunto da actualidade.
O Natal vem aí. É verdade! Penso que talvez já se tivessem apercebido.
Mais um ano se passou, quase. E volta a grande agitação das prendas, das casas enfeitadas, das luzes a piscar dentro das casas.
O espírito (comercial) do Natal volta. As pessoas, repentinamente, tornam-se boas, aprendem a ajudar o próximo. Parece que agora são os mais crescidos que se tentam portar bem para ver se o Pai Natal se lembra deles. Enfim, quando se anda a dizer todo o ano a uma criança que se tem que portar bem todo o ano... Mas o Pai Natal não existe, e portanto isto é mais um acto de cinismo.
De há uns bons tempos para cá, o Natal tem aumentado, dentro de cada um de nós, o espírito de troca, de comercialismo. Sim, porque a tradição dos reis magos... O que é isso? (Apesar de não ser crente, preferia a definição antiga de "Natal") Agora esta altura do ano é uma altura comercial, em que todos vamos às lojas dos trezentos (agora são lojas de 5€) para comprar prendas para a família. Depois fazem-se grandes propagandas aos objectos comprados, dizendo que "é uma peça de cristal caríssima, custou-me todo o meu ano de trabalho praticamente", quando comprámos uma exactamente igual para dar em troca e sabemos que demos menos de 10€ por ela...
É mais um ano, mais um balde de cinismos!
O governo de Santana Lopes foi hoje dissolvido. Boa!
Assim é que querem que Portugal avance? Muitos portugueses devem estar orgulhosos, o nosso Presidente parece que não tem olhos na cara, e todos iremos passar mais uns tempos a contar trocos e a olhar para as preteleiras de supermercado.
Fábio Barros
Quinta-feira, Novembro 25, 2004
Segunda-feira, Novembro 22, 2004
Veracidade Cinematográfica: Sim ou Não?
(Este post foge um pouco à linha anterior, mas um blog é comandado por opiniões pessoais. Gostaria também, se se sentirem capazes de aceitar o desafio, de pedir aos leitores (que ainda são poucos) que começassem também a participar. Podem escrever sobre o que quiserem, eu prometo publicar. É só enviar por mail para fabio_barros@netcabo.pt. Obrigado mais uma vez, e espero que este espaço continue a crescer, não só em leitores como em participantes também.)
Em primeiro lugar este post era para ser feito ontem. Ainda bem que não o foi, porque assim sendo tenho a minha opinião reforçada.
Assisti entre a noite de ontem, depois de uma inesquecível noite de futebol na luz, e a tarde de hoje a dois filmes sobre montanhismo.
Para os poucos que razoavelmente me conhecem, o montanhismo, além da música (e não só...), é uma paixão para mim. Apenas como apreciador, é certo, visto que não pratico, mas também Miss Elizabeth Hawley é a maior jornalista e uma das maiores conhecedoras de montanhismo e nunca escalou uma montanha.
Assim sendo, e como para um músico é uma paixão ir a um concerto, para mim foi aliciante assistir a dois filmes, um deles "novo" para mim. O outro ("Limite Vertical") já conhecia, mas na altura foi para mim um simples filme. Desta vez para mim foi um pouco diferente. Tal como quando ouvimos um solo fantástico, sem perceber a sua base. Ouve-se a melodia, apreende-se, gosta-se ou não. Quando começamos a perceber algo de música, ou descobrimos que esse tal solo até nem é assim tão fantástico técnicamente, apenas usando uma escala pentatónica, ou que então é fora do vulgar, só ao nível dos melhores. Muito bem, desta vez descobri, além de anteriores opiniões que já tinha formuladas sobre o filme, que é mesmo um verdadeiro "balde de água", só servindo mesmo para entretenimento. Recomendo a quem pretenda ver boas paisagens e dar umas boas gargalhadas.
"Mantém as coisas simples e cativa o público", pois é!
Um filme quando é realizado tem como objectivo, muitas vezes, divertir o público. Poucas são as vezes em que se realiza um filme com outro objectivo, seja ele crítico, ou informativo por exemplo.
No entanto, e não falo de documentários, mas sim de meras películas cinematográficas, falta um pouco de rigor em relação a assuntos abordados.
Como é possível, isto sabendo que acima de 8.000 metros de altitude o ar é tão rarefeito a ponto de não permitir a sobrevivência por longos períodos de tempo, 2 seres humanos, ainda para mais sem utilização de garrafas de oxigénio, manterem uma discussão isto sem sequer se vêr uma respiração acelerada?
Tudo bem, dirão que é um filme, e tudo não passa de uma fantasia. Então porquê realizá-lo numa montanha de 8.650 metros de altitude (K2), por sinal a mais perigosa de todas as 14 montanhas com mais de 8.000 metros situadas nos Himalaias?
Não se percebe!
Há tanto assunto a abordar sobre o montanhismo que não se entende o porquê de gozar, sim isto é nitidamente um gozo, com este desporto. Seria o mesmo que pôr (e eu também já assisti a isto em filme) um jogo de futebol a decorrer à margem das leis da gravidade.
Ora, assim eu pergunto para que servem os desenhos animados...
Não seria suposto os filmes abordarem assuntos mais sérios? Ou pelos menos não tão ridículos.
É claro que aqui não me refiro a filmes das origens de The Lord of the Rings ou mesmo Star Wars que são baseados em histórias fictícias, e por mais que os ache ridículos (no caso de Harry Potter) não os considero falhados.
No entanto quando se aborda um assunto mais real, aí, e penso que não serei só eu, não gosto de dar por mal gasto o meu dinheiro.
Isto não se passa só acerca deste Limite Vertical apenas este, que estive a vêr hoje de tarde, me despertou sentido crítico (que não me falta vontade de críticar, mas nem sempre se pode, ou nem sempre se possuem os argumentos).
Por hoje é tudo. Talvez volte a críticar algo, ou tentando mudar um pouco o género, colocar algo mais online antes do final da semana. Entretanto sintam-se livres de enviar textos, legíveis claro (até pode ser o relato do vosso dia-a-dia, desde que suscite interesse).
Fábio Barros
Em primeiro lugar este post era para ser feito ontem. Ainda bem que não o foi, porque assim sendo tenho a minha opinião reforçada.
Assisti entre a noite de ontem, depois de uma inesquecível noite de futebol na luz, e a tarde de hoje a dois filmes sobre montanhismo.
Para os poucos que razoavelmente me conhecem, o montanhismo, além da música (e não só...), é uma paixão para mim. Apenas como apreciador, é certo, visto que não pratico, mas também Miss Elizabeth Hawley é a maior jornalista e uma das maiores conhecedoras de montanhismo e nunca escalou uma montanha.
Assim sendo, e como para um músico é uma paixão ir a um concerto, para mim foi aliciante assistir a dois filmes, um deles "novo" para mim. O outro ("Limite Vertical") já conhecia, mas na altura foi para mim um simples filme. Desta vez para mim foi um pouco diferente. Tal como quando ouvimos um solo fantástico, sem perceber a sua base. Ouve-se a melodia, apreende-se, gosta-se ou não. Quando começamos a perceber algo de música, ou descobrimos que esse tal solo até nem é assim tão fantástico técnicamente, apenas usando uma escala pentatónica, ou que então é fora do vulgar, só ao nível dos melhores. Muito bem, desta vez descobri, além de anteriores opiniões que já tinha formuladas sobre o filme, que é mesmo um verdadeiro "balde de água", só servindo mesmo para entretenimento. Recomendo a quem pretenda ver boas paisagens e dar umas boas gargalhadas.
"Mantém as coisas simples e cativa o público", pois é!
Um filme quando é realizado tem como objectivo, muitas vezes, divertir o público. Poucas são as vezes em que se realiza um filme com outro objectivo, seja ele crítico, ou informativo por exemplo.
No entanto, e não falo de documentários, mas sim de meras películas cinematográficas, falta um pouco de rigor em relação a assuntos abordados.
Como é possível, isto sabendo que acima de 8.000 metros de altitude o ar é tão rarefeito a ponto de não permitir a sobrevivência por longos períodos de tempo, 2 seres humanos, ainda para mais sem utilização de garrafas de oxigénio, manterem uma discussão isto sem sequer se vêr uma respiração acelerada?
Tudo bem, dirão que é um filme, e tudo não passa de uma fantasia. Então porquê realizá-lo numa montanha de 8.650 metros de altitude (K2), por sinal a mais perigosa de todas as 14 montanhas com mais de 8.000 metros situadas nos Himalaias?
Não se percebe!
Há tanto assunto a abordar sobre o montanhismo que não se entende o porquê de gozar, sim isto é nitidamente um gozo, com este desporto. Seria o mesmo que pôr (e eu também já assisti a isto em filme) um jogo de futebol a decorrer à margem das leis da gravidade.
Ora, assim eu pergunto para que servem os desenhos animados...
Não seria suposto os filmes abordarem assuntos mais sérios? Ou pelos menos não tão ridículos.
É claro que aqui não me refiro a filmes das origens de The Lord of the Rings ou mesmo Star Wars que são baseados em histórias fictícias, e por mais que os ache ridículos (no caso de Harry Potter) não os considero falhados.
No entanto quando se aborda um assunto mais real, aí, e penso que não serei só eu, não gosto de dar por mal gasto o meu dinheiro.
Isto não se passa só acerca deste Limite Vertical apenas este, que estive a vêr hoje de tarde, me despertou sentido crítico (que não me falta vontade de críticar, mas nem sempre se pode, ou nem sempre se possuem os argumentos).
Por hoje é tudo. Talvez volte a críticar algo, ou tentando mudar um pouco o género, colocar algo mais online antes do final da semana. Entretanto sintam-se livres de enviar textos, legíveis claro (até pode ser o relato do vosso dia-a-dia, desde que suscite interesse).
Fábio Barros
Sábado, Novembro 13, 2004
Ídolos. Como os vêmos? - Parte II
Este novo post vem no enfiamento de um anterior (Ídolos. Como os vêmos?). Mas a diferença está em que aqui não farei uma deambulação livre sobre os meus ídolos, a forma como os vejo e uma possivel análise à forma como são apreendidos por outros.
Desta vez baseia-se num texto mais sério, de importância relativa, mas de conteúdo de reflexão algo sério (numa certa perspectiva).
Começo por pôr uma questão: O qué é um ídolo?
Tentando responder, poderia dizer que um ídolo é aquele no qual nos vêmos retratados, mas isto seria muito sintético.
Um ídolo, para além de nos retratar é também alguem que consideramos superior, aquele que nos motiva, que nos inspira, aquele que queremos alcançar mas que consideramos impossivel de alcançar. A sua imperfeição torna-o perfeito a nossos olhos.
Por vezes um ídolo é quase como um parente imaginário. Apoiamo-nos nele, mentalmente. Partilhamos alegrias e tristezas.
Mas será que há definição concreta de ídolo? Se existe, isto tudo basta?
É possível, apesar de complexa e pouco concreta.
Em minha modesta opinião não podemos definir tão linearmente o conceito de "ídolo" baseando-nos apenas em factos simples. Talvez seja uma definição impossível até...
Normalmente baseamo-nos nestas ideias para tentar dar essa definição, mas este conceito implica várias misturas de sentimentos, vários pontos de vista, até mesmo a disposição da pessoa.
Assim sendo, tal como muitos consideram a definição de "amor" extremamente complexa, a definição de "ídolo" é ainda mais complexa.
Muitos dizem que amam os seus ídolos. Mas que amar é este?
Por exemplo, para este texto que completo hoje (porque o comecei a escrever ontem mas não me foi possível finalizar) oiço música, que me inspira a escrever.
Oiço um dos meus ídolos, David Coverdale dos Whitesnake.
E porque é que me inspira?
Não sei, simplesmente quando oiço sinto-me bem e parece que as ideias fluem mais facilmente.
Enfim, são coisas da alma, do pensamento, desta máquina humana que somos nós, tão bem calibrada, tão precisa para esta vida... E uma definição que parecia simples torna-se complexa.
E o que é um ídolo?
Fiquemo-nos pelo ser superior que desejamos um dia ser. Isto talvez baste...
Fábio Barros
Desta vez baseia-se num texto mais sério, de importância relativa, mas de conteúdo de reflexão algo sério (numa certa perspectiva).
Começo por pôr uma questão: O qué é um ídolo?
Tentando responder, poderia dizer que um ídolo é aquele no qual nos vêmos retratados, mas isto seria muito sintético.
Um ídolo, para além de nos retratar é também alguem que consideramos superior, aquele que nos motiva, que nos inspira, aquele que queremos alcançar mas que consideramos impossivel de alcançar. A sua imperfeição torna-o perfeito a nossos olhos.
Por vezes um ídolo é quase como um parente imaginário. Apoiamo-nos nele, mentalmente. Partilhamos alegrias e tristezas.
Mas será que há definição concreta de ídolo? Se existe, isto tudo basta?
É possível, apesar de complexa e pouco concreta.
Em minha modesta opinião não podemos definir tão linearmente o conceito de "ídolo" baseando-nos apenas em factos simples. Talvez seja uma definição impossível até...
Normalmente baseamo-nos nestas ideias para tentar dar essa definição, mas este conceito implica várias misturas de sentimentos, vários pontos de vista, até mesmo a disposição da pessoa.
Assim sendo, tal como muitos consideram a definição de "amor" extremamente complexa, a definição de "ídolo" é ainda mais complexa.
Muitos dizem que amam os seus ídolos. Mas que amar é este?
Por exemplo, para este texto que completo hoje (porque o comecei a escrever ontem mas não me foi possível finalizar) oiço música, que me inspira a escrever.
Oiço um dos meus ídolos, David Coverdale dos Whitesnake.
E porque é que me inspira?
Não sei, simplesmente quando oiço sinto-me bem e parece que as ideias fluem mais facilmente.
Enfim, são coisas da alma, do pensamento, desta máquina humana que somos nós, tão bem calibrada, tão precisa para esta vida... E uma definição que parecia simples torna-se complexa.
E o que é um ídolo?
Fiquemo-nos pelo ser superior que desejamos um dia ser. Isto talvez baste...
Fábio Barros
Domingo, Novembro 07, 2004
O profissionalismo da música em Portugal
Mais uma vez cá me encontro. Outra vez para falar sobre um assunto que me intriga particularmente, acerca da música em Portugal.
Não me considero um crítico, até porque acho que não tenho a competência devida para tal. Gosto apenas de expressar a minha forma de pensar através de uma arte: a escrita.
Hoje falo do não-profissionalismo da música neste nosso Portugal.
É verdade, muitas bandas surgem, nos dias de hoje, por todo o mundo. Por cá acontece o mesmo.
A diferença é que por cá, muitas das bandas que se formam e que pretendem vingar neste mundo, não são profissionais o suficiente...
Veja-se o exemplo: uma banda Americana, por exemplo os Evanescence (goste-se ou não) gravam um albúm em metade do tempo que uma banda portuguesa, com uma produção fantástica, conseguindo mesmo actuar ao vivo soando equivalentemente ao albúm. Aqui, gostando ou não da banda, e não considerando a voz de Amy Lee (mas isto já são devaneios), joga-se com o profissionalismo. A banda é competente, vê a música, paralelamente ao prazer, como uma profissão em que tem que dar o seu melhor.
Por cá (falo por experiências que partilhei com amigos), algumas bandas, e falo apenas das que surgem, olham a música como uma diversão.
Por exemplo, e citando uma experiência do amigo e mestre Marcelo Costa (que para além de músico e professor é também produtor musical), ao produzir uma banda refere o quão convencida é a banda (banda com 6 meses, sem experiência nenhuma, em qualquer área), julgando-se um grupo de bastante qualidade ao qual não se pode fazer um elogio, e passo a citar: "Estávamos em minha casa a gravar. O baixista deles não tinha experiência nenhuma, tocava há poucos meses. Fui gravar as partes de baixo e saiu tudo bem, ele respeitou os meus conselhos e conseguimos gravar bem, num bom tempo. Demorei mais a gravar o resto da banda. E os outros membros tocavam há mais tempo que o baixista. Foi então, que numa pausa para descanso, caí em erros de os elogiar. A partir daí eles faziam o que queriam, não respeitavam os meus conselhos, julgando-se grandes profissionais.".
Este mesmo Marcelo Costa disse, um mês antes, mais coisa menos coisa, que estava a gravar uma banda, formada há seis meses, os quais pretendiam soar como se tivessem 10 anos de experiência.
Enfim... É a minha opinião (em baixo), baseada em factos alheios.
(Sendo a música uma paixão para muitos, que o afirmam convictamente, deveria dar-se o máximo por iniciativa própria, não sendo preciso um produtor exigir isto ao músico.)
Isto deve-se muito à humildade destes músicos, na minha opinião.
Portanto, e note-se que apenas é a minha opinião como tal não julgo ninguém, deixo um conselho a novas bandas que venham a surgir.
Profissionalizem a música, começando por serem profissionais e humildes vocês mesmos. Assim talvez consigamos atingir patamares mais elevados e competir com bandas estrangeiras. Profissinalismo em Portugal, já!
Veja-se as bandas nacionais que têm sucesso no estrangeiro (Moonspell por exemplo). Porquê? Porque, talvez por estarem fora do próprio país, tenham mais respeito, sejam mais humildes.
Não considero aqui todo o mundo musical deste nosso Portugal.
Há muito bons profissionais que dignificam a música, goste-se ou não do trabalho.
Um obrigado a esses da minha parte.
Fábio Barros
Não me considero um crítico, até porque acho que não tenho a competência devida para tal. Gosto apenas de expressar a minha forma de pensar através de uma arte: a escrita.
Hoje falo do não-profissionalismo da música neste nosso Portugal.
É verdade, muitas bandas surgem, nos dias de hoje, por todo o mundo. Por cá acontece o mesmo.
A diferença é que por cá, muitas das bandas que se formam e que pretendem vingar neste mundo, não são profissionais o suficiente...
Veja-se o exemplo: uma banda Americana, por exemplo os Evanescence (goste-se ou não) gravam um albúm em metade do tempo que uma banda portuguesa, com uma produção fantástica, conseguindo mesmo actuar ao vivo soando equivalentemente ao albúm. Aqui, gostando ou não da banda, e não considerando a voz de Amy Lee (mas isto já são devaneios), joga-se com o profissionalismo. A banda é competente, vê a música, paralelamente ao prazer, como uma profissão em que tem que dar o seu melhor.
Por cá (falo por experiências que partilhei com amigos), algumas bandas, e falo apenas das que surgem, olham a música como uma diversão.
Por exemplo, e citando uma experiência do amigo e mestre Marcelo Costa (que para além de músico e professor é também produtor musical), ao produzir uma banda refere o quão convencida é a banda (banda com 6 meses, sem experiência nenhuma, em qualquer área), julgando-se um grupo de bastante qualidade ao qual não se pode fazer um elogio, e passo a citar: "Estávamos em minha casa a gravar. O baixista deles não tinha experiência nenhuma, tocava há poucos meses. Fui gravar as partes de baixo e saiu tudo bem, ele respeitou os meus conselhos e conseguimos gravar bem, num bom tempo. Demorei mais a gravar o resto da banda. E os outros membros tocavam há mais tempo que o baixista. Foi então, que numa pausa para descanso, caí em erros de os elogiar. A partir daí eles faziam o que queriam, não respeitavam os meus conselhos, julgando-se grandes profissionais.".
Este mesmo Marcelo Costa disse, um mês antes, mais coisa menos coisa, que estava a gravar uma banda, formada há seis meses, os quais pretendiam soar como se tivessem 10 anos de experiência.
Enfim... É a minha opinião (em baixo), baseada em factos alheios.
(Sendo a música uma paixão para muitos, que o afirmam convictamente, deveria dar-se o máximo por iniciativa própria, não sendo preciso um produtor exigir isto ao músico.)
Isto deve-se muito à humildade destes músicos, na minha opinião.
Portanto, e note-se que apenas é a minha opinião como tal não julgo ninguém, deixo um conselho a novas bandas que venham a surgir.
Profissionalizem a música, começando por serem profissionais e humildes vocês mesmos. Assim talvez consigamos atingir patamares mais elevados e competir com bandas estrangeiras. Profissinalismo em Portugal, já!
Veja-se as bandas nacionais que têm sucesso no estrangeiro (Moonspell por exemplo). Porquê? Porque, talvez por estarem fora do próprio país, tenham mais respeito, sejam mais humildes.
Não considero aqui todo o mundo musical deste nosso Portugal.
Há muito bons profissionais que dignificam a música, goste-se ou não do trabalho.
Um obrigado a esses da minha parte.
Fábio Barros
Sábado, Novembro 06, 2004
Ídolos. Como os vêmos?
(Tudo o que vem em seguida escrito tem a credibilidade que cada um lhe quiser dar. Convém ter em conta que acabei de almoçar e os efeitos do "dopping alimentício" podem estar a manifestar-se.)
Hoje escrevo sobre algo que para mim faz parte do meu modo de vida: a música. (Não só ela, mas em grande parte.)
O assunto que venho aqui tratar: a forma como os nossos ídolos são vistos pelos outros e por mim. Tentarei ser o mais imparcial possível.
Começo então pelo nacional.
UHF, 25 anos de carreira. Banda rock, originária de Almada, fundada por António Manuel Ribeiro (voz, guitarras e letras), o rockeiro da outra banda que outrora foi considerado o Jim Morrison português, mas isso já é divagação... Não têm a fama que mereciam, pelo menos nos tempos que correm, passando mesmo, por vezes, "ao lado". Talvez, para outros, o auge tenha sido a actuação no "Monumental Adeus" - despedida da Catedral da Luz - no qual estiveram presentes milhares de pessoas para verem actuar uns dos nossos. Para muitos, uma banda que se não estivesse não faria falta, para outros a actuação da noite. Sabemos que são os que, nesse espectáculo musical, mais tinham a ver com o Benfica. Foram a primeira banda rock a tocar no estádio e a última. Para mim, os UHF, são vistos como a banda do albúm "À flor da pele". Não por ser o que contém maior parte dos êxitos, mas sim porque foi o que marcou o início de uma carreira de sucesso, que a juventude de hoje (excepto eu e mais uns quantos, a dedo) não é capaz de retribuir.
Seguindo... Falando de Xutos e Pontapés: a banda que teve como auge a abertura para os Stones e fez 25 anos também à pouco. Nada mais para estes visto serem bem aceites pelo povo e assim não há pontos negativos. São uma referência obrigatória da música portuguesa.
"Fora da garagem, Já" - La Pop End Rock - e vamos para fora de Portugal.
Começando pela minha playlist - aqui no PC.
Alice Cooper, "o horrossauro". Nunca foi músico de primeira linha, mas hoje em dia passa completamente ao lado. Contribuíu, no entanto, bastante para a música (tal como muitos outros), e ainda hoje são grande êxito músicas como "Poison", "Schools Out", "Billion Dollar Babbies", entre muitas outras.
Conhecido como o mestre do "horror rock", é grandioso o seu espectáculo ao vivo. Vive o espectáculo como mais ninguém e, na já famosa cena de guilhotina, tem-se o auge. Grande actuação por sua parte.
Black Sabbath, música para as ciências ocultas. Banda de heavy metal, pesadão mas do bom.
A banda tem muita relação com o paganismo, rituais satânicos, donde provêm o nome e influências. A estrela, Ozzy Osbourne. Grandioso em palco, quando era novo - agora não é muito bom da cabeça.
Deep Purple, (louder than deep). Geniais!
Poderia até dizer-se que o nome é uma ironia, atendendo ao facto do som pesado, para se ouvir bem alto, e não lá por baixo. Mas não.
O nome é originário de uma música que a avó do guitarrista, Ritchie Blackmore, adorava. A música chamava-se exactamente "Deep Purple".Mr. Blackmore, Mr. Lord - os formadores, - eram os principais elementos, as duas rodas motrizes que conferiam a sonoridade característica à banda. Auge: Machine Head, Smoke on the Water. Não é de estranhar. O som é um hino, o riff de grande simplicidade, característica de Blackmore. Mas como uma vez disse Pete Townshend: "Mantém as coisas simples e cativa o público". "um dois três, um dois quatro três, um dois três dois um". Resume-se a isto o riff principal. 4 notas, simples mas eficaz.
Da minha parte o destaque vai para a carreira completa, não fosse eu um grande fã...
Iron Maiden, a dama de ferro. Não muitos destaques da minha parte. Apenas o concerto em Lisboa no ano de 2003, Pav. Atlântico e o guitarrista Dave Murray, (em relação à sua beleza).
Jimi Hendrix. Woodstock, Stars and Stripes. Um dos pontos altos na história da música. Sem o Jimi (ou qualquer outro) não seria a mesma a história desta grande arte. É fascinante o seu trabalho de mãos, dentes, língua... SIm, porque este senhor tocava com o que lhe apetecesse.
Keith Richards, o políticamente incorrecto pirata do século XX. Destaque principal dos Stones, a par de Mick Jagger. Keith possuí um estilo verdadeiramente rockeiro, tanto físico, visual como em termos de som. Destaque: apreensão devido à posse ilegal de cocaína.
Manic Street Preachers, os The Clash dos nossos tempos. Com muitas influências dos The Clash, no início da sua carreia, foram adoptando um som mais suave, em certos aspectos comerciais. Ensinaram-me a gostar de música, mas todos evoluímos. Agradeço-lhes o terem-me despertado para a música.
Destaques: actuação no Millenium Stadium em Cardiff.
Pink Floyd, os lunáticos do LSD. Sonoridade altamente psicadélica no iníco, passando depois a um rock suave, progressivo, mas melodioso. Para os portugueses, possivelmente a maior parte, a actuação no antigo estádio de Alvalade é um destaque.
Para mim os Pink Floyd destacam-se - seja ele qual for, - pelos espectáculos ao vivo. Lasers, jogos de luzes, tudo e mais alguma coisa. Os Floyd ao vivo, certamente, eram um sonho real.
Ritchie Blackmore, agora mais em particular, o mestre da palheta. A sua carreira a solo com Candice Night, esposa, adopta uma sonoridade medieval, a qual o guitarrista já admitiu ser fã. Destaques deste homem da música: o estaladão, ou soco, não sei bem, que deu a Mr. David Coverdale aquando da estadia de ambos nos Deep Purple. Chatearam-se, e Mr. Blackmore descarregou a sua fúria no pobre Coverdale... Coitado!
Por hoje fico por aqui. Mas muitos mais há para falar... Steve Vai, Whitesnake, Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Led Zeppelin. Enfim, a música não para. A chama continua acesa, mal ou bem.
Fábio Barros
Hoje escrevo sobre algo que para mim faz parte do meu modo de vida: a música. (Não só ela, mas em grande parte.)
O assunto que venho aqui tratar: a forma como os nossos ídolos são vistos pelos outros e por mim. Tentarei ser o mais imparcial possível.
Começo então pelo nacional.
UHF, 25 anos de carreira. Banda rock, originária de Almada, fundada por António Manuel Ribeiro (voz, guitarras e letras), o rockeiro da outra banda que outrora foi considerado o Jim Morrison português, mas isso já é divagação... Não têm a fama que mereciam, pelo menos nos tempos que correm, passando mesmo, por vezes, "ao lado". Talvez, para outros, o auge tenha sido a actuação no "Monumental Adeus" - despedida da Catedral da Luz - no qual estiveram presentes milhares de pessoas para verem actuar uns dos nossos. Para muitos, uma banda que se não estivesse não faria falta, para outros a actuação da noite. Sabemos que são os que, nesse espectáculo musical, mais tinham a ver com o Benfica. Foram a primeira banda rock a tocar no estádio e a última. Para mim, os UHF, são vistos como a banda do albúm "À flor da pele". Não por ser o que contém maior parte dos êxitos, mas sim porque foi o que marcou o início de uma carreira de sucesso, que a juventude de hoje (excepto eu e mais uns quantos, a dedo) não é capaz de retribuir.
Seguindo... Falando de Xutos e Pontapés: a banda que teve como auge a abertura para os Stones e fez 25 anos também à pouco. Nada mais para estes visto serem bem aceites pelo povo e assim não há pontos negativos. São uma referência obrigatória da música portuguesa.
"Fora da garagem, Já" - La Pop End Rock - e vamos para fora de Portugal.
Começando pela minha playlist - aqui no PC.
Alice Cooper, "o horrossauro". Nunca foi músico de primeira linha, mas hoje em dia passa completamente ao lado. Contribuíu, no entanto, bastante para a música (tal como muitos outros), e ainda hoje são grande êxito músicas como "Poison", "Schools Out", "Billion Dollar Babbies", entre muitas outras.
Conhecido como o mestre do "horror rock", é grandioso o seu espectáculo ao vivo. Vive o espectáculo como mais ninguém e, na já famosa cena de guilhotina, tem-se o auge. Grande actuação por sua parte.
Black Sabbath, música para as ciências ocultas. Banda de heavy metal, pesadão mas do bom.
A banda tem muita relação com o paganismo, rituais satânicos, donde provêm o nome e influências. A estrela, Ozzy Osbourne. Grandioso em palco, quando era novo - agora não é muito bom da cabeça.
Deep Purple, (louder than deep). Geniais!
Poderia até dizer-se que o nome é uma ironia, atendendo ao facto do som pesado, para se ouvir bem alto, e não lá por baixo. Mas não.
O nome é originário de uma música que a avó do guitarrista, Ritchie Blackmore, adorava. A música chamava-se exactamente "Deep Purple".Mr. Blackmore, Mr. Lord - os formadores, - eram os principais elementos, as duas rodas motrizes que conferiam a sonoridade característica à banda. Auge: Machine Head, Smoke on the Water. Não é de estranhar. O som é um hino, o riff de grande simplicidade, característica de Blackmore. Mas como uma vez disse Pete Townshend: "Mantém as coisas simples e cativa o público". "um dois três, um dois quatro três, um dois três dois um". Resume-se a isto o riff principal. 4 notas, simples mas eficaz.
Da minha parte o destaque vai para a carreira completa, não fosse eu um grande fã...
Iron Maiden, a dama de ferro. Não muitos destaques da minha parte. Apenas o concerto em Lisboa no ano de 2003, Pav. Atlântico e o guitarrista Dave Murray, (em relação à sua beleza).
Jimi Hendrix. Woodstock, Stars and Stripes. Um dos pontos altos na história da música. Sem o Jimi (ou qualquer outro) não seria a mesma a história desta grande arte. É fascinante o seu trabalho de mãos, dentes, língua... SIm, porque este senhor tocava com o que lhe apetecesse.
Keith Richards, o políticamente incorrecto pirata do século XX. Destaque principal dos Stones, a par de Mick Jagger. Keith possuí um estilo verdadeiramente rockeiro, tanto físico, visual como em termos de som. Destaque: apreensão devido à posse ilegal de cocaína.
Manic Street Preachers, os The Clash dos nossos tempos. Com muitas influências dos The Clash, no início da sua carreia, foram adoptando um som mais suave, em certos aspectos comerciais. Ensinaram-me a gostar de música, mas todos evoluímos. Agradeço-lhes o terem-me despertado para a música.
Destaques: actuação no Millenium Stadium em Cardiff.
Pink Floyd, os lunáticos do LSD. Sonoridade altamente psicadélica no iníco, passando depois a um rock suave, progressivo, mas melodioso. Para os portugueses, possivelmente a maior parte, a actuação no antigo estádio de Alvalade é um destaque.
Para mim os Pink Floyd destacam-se - seja ele qual for, - pelos espectáculos ao vivo. Lasers, jogos de luzes, tudo e mais alguma coisa. Os Floyd ao vivo, certamente, eram um sonho real.
Ritchie Blackmore, agora mais em particular, o mestre da palheta. A sua carreira a solo com Candice Night, esposa, adopta uma sonoridade medieval, a qual o guitarrista já admitiu ser fã. Destaques deste homem da música: o estaladão, ou soco, não sei bem, que deu a Mr. David Coverdale aquando da estadia de ambos nos Deep Purple. Chatearam-se, e Mr. Blackmore descarregou a sua fúria no pobre Coverdale... Coitado!
Por hoje fico por aqui. Mas muitos mais há para falar... Steve Vai, Whitesnake, Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Led Zeppelin. Enfim, a música não para. A chama continua acesa, mal ou bem.
Fábio Barros
Segunda-feira, Novembro 01, 2004
Ao fim de dias cá estou de volta, à minha janela para o mundo, o meu canto expressivo.
É que isto de escrever, para quem não o faz por profissão, ou não possui a dita inspiração, não sai assim de um momento para o outro. Um bom texto necessita de uma boa base, se tem como objectivo ser lido por alguém, caso contrário qualquer coisa serve...
(A verdade é que mesmo hoje tento escrever para manter este blog vivo.)
Em fim-de-semana alargado aproveitou-se o dia 31 de Outubro para, mais uma vez, copiar uma tradição. É verdade, o Halloween chegou a Portugal!
E que fraca é a pobre mentalidade do nosso povo, na sua grande maioria. É que nem a tradição é imitada nem feita à nossa maneira. Não! Simplesmente, as pessoas, vestem uns disfarces, saem à rua e, como em qualquer outra altura, desatam a beber, até cair, e a dançar até não dar mais. Ora, para isto não precisamos de Halloween... Basta o povo querer. O Halloween é uma velha tradição Inglesa, levada mais tarde para os EUA com o mesmo objectivo dos seus inventores, na qual as crianças, e não só, vagueiam de noite pelas ruas, tocando às campainhas para pedir doces, com a contrapartida de pregarem um susto se não lhes puserem no saco um doce.
Isto até que é engraçado, mas não é isto que fazemos.
Claro que podem pensar (cada qual é livre de opinar) que isto é um Halloween à nossa maneira. Na minha opinião não é a capacidade do povo de festejar que é mais fraca, pelo contrário, até somos um povo alegre e sempre disposto a festejar, mas sim a capacidade de entreajuda e respeito pelo próximo. Talvez eu esteja enganado, talvez não... (Já agora agradecia que os comentadores deixassem a opinião pessoal, para ter uma ideia se estou errado, ou não.)
Fábio Barros
É que isto de escrever, para quem não o faz por profissão, ou não possui a dita inspiração, não sai assim de um momento para o outro. Um bom texto necessita de uma boa base, se tem como objectivo ser lido por alguém, caso contrário qualquer coisa serve...
(A verdade é que mesmo hoje tento escrever para manter este blog vivo.)
Em fim-de-semana alargado aproveitou-se o dia 31 de Outubro para, mais uma vez, copiar uma tradição. É verdade, o Halloween chegou a Portugal!
E que fraca é a pobre mentalidade do nosso povo, na sua grande maioria. É que nem a tradição é imitada nem feita à nossa maneira. Não! Simplesmente, as pessoas, vestem uns disfarces, saem à rua e, como em qualquer outra altura, desatam a beber, até cair, e a dançar até não dar mais. Ora, para isto não precisamos de Halloween... Basta o povo querer. O Halloween é uma velha tradição Inglesa, levada mais tarde para os EUA com o mesmo objectivo dos seus inventores, na qual as crianças, e não só, vagueiam de noite pelas ruas, tocando às campainhas para pedir doces, com a contrapartida de pregarem um susto se não lhes puserem no saco um doce.
Isto até que é engraçado, mas não é isto que fazemos.
Claro que podem pensar (cada qual é livre de opinar) que isto é um Halloween à nossa maneira. Na minha opinião não é a capacidade do povo de festejar que é mais fraca, pelo contrário, até somos um povo alegre e sempre disposto a festejar, mas sim a capacidade de entreajuda e respeito pelo próximo. Talvez eu esteja enganado, talvez não... (Já agora agradecia que os comentadores deixassem a opinião pessoal, para ter uma ideia se estou errado, ou não.)
Fábio Barros
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