Quando...
Quando soube que os UHF iam estar no Coliseu dos Recreios sempre afirmei a pés juntos que iria estar na primeira fila. Estive!
Quando entrei no Coliseu corri para a frente, esperei, vi-o encher, senti alguma amargura por não vê-lo totalemnte cheio mas, como diria mais tarde António Manuel Ribeiro 'nós somos uma família'. Poucos, mas bons! A família UHF, sempre leal!
Quando...
Quando se aproximava a hora o nervoso miudinho começava. Era a primeira vez (não por falta de vontade em vê-los mas sim por falta de oportunidade, anteriormente, e porque na altura em que os UHF estavam no topo era eu uma criança ou nem nascido ainda).
Quando o dia amanhece... Quando António Manuel Ribeiro nos declamou a primeira de várias poesias. Há uma força, dentro de ti, dentro de mim...
Através de clássicos e mais clássicos, músicas da ópera rock, "La pop end rock", ou do novo albúm, "Há rock no cais", com também um inédito, duas horas e um pouco mais se passaram, parecendo que a cada música estavamos no começo, parecendo que António Manuel Ribeiro é agora um jovem no seu auge, que os UHF sempre foram os três jovens e o veterano.
Vários encores que nos faziam sentir que o não desejado final estava perto.
Uma bandeira portuguesa em fundo. A banda a agradecer.
FOi grande, foi imenso, estão de parabéns e emocionou-me.
Obrigado António, obrigado UHF.
Domingo, Setembro 24, 2006
Quinta-feira, Setembro 21, 2006
Top albuns de 2006 - Parte I
Porque são tantos, há que começar a fazer 'contas à vida'.
Primeiro:

10/10 Iron Maiden - A matter of life and death
Fiz aqui uma review extensa, portanto não me alongarei muito. É o albúm que lidera, e não sairá certamente da liderança até final do ano. É monstruoso, é Maiden de volta à sua grandiosidade, 18 anos depois (altura em que foi lançado o album Seventh son of a seventh son)
Segundo:

9/10 Moonspell - Memorial
Por várias razões este enorme Memorial ocupa o segundo lugar. Primeiro porque é um albúm muito coeso, com uma produção enorme, um albúm que põe (pelo menos apra já) um termo à experiencialidade dos Moonspell. Um albúm maduro, ao grande nível de Wolfheart ou The Antidote, mais pesado. Em segundo lugar pela força, o impacto, o salto que os Moonspell deram (principalmente em terras lusas) para a primeira linha do Metal. Merecido!
Terceiro:

8/10 Motorhead - Kiss of Death
É Motorhead com o seu velho e bom hard-rock. Na onda de Inferno e Hammered surge este Kiss of Death com um cheirinho a nostalgia. Sim, é verdade, o albúm é novo mas nas entrelinhas encontram-se boas referências do passado. A lembrar, nalgumas ocasiões, Ace of Spades, o eterno hino.
Quarto:

8/10 Cradle Of Filth - Thornography
É Cradle of Filth. É, ninguém o pode negar. No entanto, desta vez, Dani, Paul e companhia puseram à nossa disposição um albúm bem mais melódico do que estamos habituados a ter de Cradle. Encontram-se os riffs rasgados, os ambientes calmos e sinistros, mas sobretudo encontramos muita melodia. Como disse Paull Allender (guitarrista) este albúm tem bem presente a maior influência da banda: Iron Maiden.
Quinto:
8/10 Amon Amarth - With Oden on Our Side
Uma pérola para os fãs de Viking Metal. Na onda de Versus the World e Fate of Horns, não se pode dizer que seja uma evolução. É um albúm pesado, gutural, melódico, inteligente e culturalmente escrito. É Amon. E quem disse que mais do mesmo não é bom?
Sexto:

7/10 Edguy - Rocket ride
Um albúm de Edguy é, sem dúvida, uma experiência hilariante. Sem cair no ridículo mas ridicularizando , os Edguy oferecem uma jornada de power-metal e boa disposição. Excelentemente executado, encontra-se um albúm que é, possivelmente, dos melhores da banda. A balada de abertura, Sacrifice, é fenomenal. Mudanças de ritmo, atmosferas variadas, oito minutos. SIm, são oito mas parece pouco quando se ouve.
Sétimo:

7/10 Katatonia - The Great Cold Distance
É considerada uma banda de suicide-rock. Não nos leva ao suicídio, pelo contrário, o albúm é poderoso. Riffs pesados, acordes melódicos, um toque de death e doom metal. Não é uma perfeição em termos técnicos, não tem solos à velocidade da luz. No entanto, para quem gostar de Metal bem pesado mas calmo, nada de cavalgadas ou correrias, este é um albúm a ouvir, sem perder tempo.
Primeiro:

10/10 Iron Maiden - A matter of life and death
Fiz aqui uma review extensa, portanto não me alongarei muito. É o albúm que lidera, e não sairá certamente da liderança até final do ano. É monstruoso, é Maiden de volta à sua grandiosidade, 18 anos depois (altura em que foi lançado o album Seventh son of a seventh son)
Segundo:

9/10 Moonspell - Memorial
Por várias razões este enorme Memorial ocupa o segundo lugar. Primeiro porque é um albúm muito coeso, com uma produção enorme, um albúm que põe (pelo menos apra já) um termo à experiencialidade dos Moonspell. Um albúm maduro, ao grande nível de Wolfheart ou The Antidote, mais pesado. Em segundo lugar pela força, o impacto, o salto que os Moonspell deram (principalmente em terras lusas) para a primeira linha do Metal. Merecido!
Terceiro:

8/10 Motorhead - Kiss of Death
É Motorhead com o seu velho e bom hard-rock. Na onda de Inferno e Hammered surge este Kiss of Death com um cheirinho a nostalgia. Sim, é verdade, o albúm é novo mas nas entrelinhas encontram-se boas referências do passado. A lembrar, nalgumas ocasiões, Ace of Spades, o eterno hino.
Quarto:

8/10 Cradle Of Filth - Thornography
É Cradle of Filth. É, ninguém o pode negar. No entanto, desta vez, Dani, Paul e companhia puseram à nossa disposição um albúm bem mais melódico do que estamos habituados a ter de Cradle. Encontram-se os riffs rasgados, os ambientes calmos e sinistros, mas sobretudo encontramos muita melodia. Como disse Paull Allender (guitarrista) este albúm tem bem presente a maior influência da banda: Iron Maiden.
Quinto:
8/10 Amon Amarth - With Oden on Our Side
Uma pérola para os fãs de Viking Metal. Na onda de Versus the World e Fate of Horns, não se pode dizer que seja uma evolução. É um albúm pesado, gutural, melódico, inteligente e culturalmente escrito. É Amon. E quem disse que mais do mesmo não é bom?
Sexto:

7/10 Edguy - Rocket ride
Um albúm de Edguy é, sem dúvida, uma experiência hilariante. Sem cair no ridículo mas ridicularizando , os Edguy oferecem uma jornada de power-metal e boa disposição. Excelentemente executado, encontra-se um albúm que é, possivelmente, dos melhores da banda. A balada de abertura, Sacrifice, é fenomenal. Mudanças de ritmo, atmosferas variadas, oito minutos. SIm, são oito mas parece pouco quando se ouve.
Sétimo:

7/10 Katatonia - The Great Cold Distance
É considerada uma banda de suicide-rock. Não nos leva ao suicídio, pelo contrário, o albúm é poderoso. Riffs pesados, acordes melódicos, um toque de death e doom metal. Não é uma perfeição em termos técnicos, não tem solos à velocidade da luz. No entanto, para quem gostar de Metal bem pesado mas calmo, nada de cavalgadas ou correrias, este é um albúm a ouvir, sem perder tempo.
É já no sábado!

O regresso dos UHF aos Coliseus.
Um concerto que irá ter, no alinhamento, à volta de 38 canções escolhidas pelos fãs da banda. Provavelmente também será apresentado mais um original e uma cover.
O concerto será registado tanto em aúdio como em vídeo para posteriores edições em CD e DVD.
Aguardamos com ansiedade o regresso (tão esperado) dos UHF a um palco que nunca deveriam ter deixado de pisar.
Afinal, uma das mais emblemáticas bandas do rock português merece o topo!
Segunda-feira, Setembro 18, 2006
Domingo, Setembro 10, 2006
Não se honra uma memória por um texto
Na verdade existem muitas formas de se honrar a memória de uma pessoa.
No entanto, uma homenagem deve ser feita apenas quando é sentida. Se assim não for, além de soar a falsidade por todos os cantos fica muito mal, éticamente.
Não venho aqui honrar a vida e obra de um homem que, através dos Queen, me acompanhou na minha infância, um homem que me habituei, através do meu pai, a ver como um gentleman. Um vocalista a sério, um frontman de verdade.
Não. A sua alma descansará para toda a eternidade em paz. Nos corações de quem o admirou, e certamente ainda admira, ele permanece. Não vou aqui dedicar-me a isso pois seria pouco tudo o que pudesse escrever e também seria estar a dar mais do que muito já se tem escrito.
Mas no entanto há, mais específicamente, duas pessoas que merecem uma mênção muito honrosa pelo seu trabalho, não só por gosto mas também em memória do bom e velho amigo.
Brian May e Roger Taylor (não querendo menosprezar John Deacon, apenas o excluo devido à sua ausência dos 'novos Queen') têm mantido acesa alguma da chama dos Queen. Têm tentado fazer com que a banda renasça, mesmo que seja numa dimensão bem menor.
Para eles, amigos de longa data, vai a minha homenagem.

(Não é um texto que nos faz lembrar as pessoas e por isso decidi, desta vez, não escrever qualquer tipo de texto. Uns marcam-nos mais que outros...)
No entanto, uma homenagem deve ser feita apenas quando é sentida. Se assim não for, além de soar a falsidade por todos os cantos fica muito mal, éticamente.
Não venho aqui honrar a vida e obra de um homem que, através dos Queen, me acompanhou na minha infância, um homem que me habituei, através do meu pai, a ver como um gentleman. Um vocalista a sério, um frontman de verdade.
Não. A sua alma descansará para toda a eternidade em paz. Nos corações de quem o admirou, e certamente ainda admira, ele permanece. Não vou aqui dedicar-me a isso pois seria pouco tudo o que pudesse escrever e também seria estar a dar mais do que muito já se tem escrito.
Mas no entanto há, mais específicamente, duas pessoas que merecem uma mênção muito honrosa pelo seu trabalho, não só por gosto mas também em memória do bom e velho amigo.
Brian May e Roger Taylor (não querendo menosprezar John Deacon, apenas o excluo devido à sua ausência dos 'novos Queen') têm mantido acesa alguma da chama dos Queen. Têm tentado fazer com que a banda renasça, mesmo que seja numa dimensão bem menor.
Para eles, amigos de longa data, vai a minha homenagem.

(Não é um texto que nos faz lembrar as pessoas e por isso decidi, desta vez, não escrever qualquer tipo de texto. Uns marcam-nos mais que outros...)
Quarta-feira, Setembro 06, 2006
"Já te sentiste metal hoje?" - Parte IX

O camelo de Mr. Steve Harris
Depois de uma longa travessia no deserto os Maiden reencontraram-se.
Parabéns Steve, parabéns aos Iron Maiden.
Cá vos esperamos... sem camelo.
Domingo, Setembro 03, 2006
Kiss of death - Lemmy's alive

Desde que Mr. Kilmister formou os Motorhead, em 1975, que, quando pomos um CD na nossa aparelhagem, modo PLAY, sabemos exactamente o que podemos esperar: 'wild' hard-rock. Hard-rock rasgado, vocalização rouca, 70 minutos de headbanging à mais alta rotação.
No entanto, ao longo dos anos, o som 'Motorheadiano' não foi, sempre, 'mais do mesmo'. Encontramos influências clássicas, hard-rock puro, mais pesado (a roçar mesmo as afinações mais graves), na era Steve Vai um cheiro a speed-power-metal e até mesmo baladas.
No entanto a linha condutora de 'Lemmy rock-style', a lenda viva, está sempre lá. Líricas de guerra, de amor, o que quer que seja. Uma banda rock no verdadeiro sentido da palavra. Gosto pela profissão, vida vivida no extremo, rock no máximo volume: vida selvagem!
Kiss of Death vem na onda dos dois anteriores albúns, 'Inferno' e 'Hammered'. No entanto encontramos nele algumas referências que nos remetem para o mítico 'Ace of Spades'.
Temos a sensação de entrar numa máquina de alta velocidade durante 70 minutos, quebramos as barreiras do som, chegamos ao fim e voltamos ao início. São os Motorhead. Temos a sensação também, e felizmente que assim o é pois uma banda rock nunca deve soar a falsidade, de estar em estúdio com a banda graças à bela produção deste albúm. Se fecharmos os olhos podemos mesmo imaginar que estamos a ver ao vivo a Lenda Viva.
Lemmy é um animal selvagem à solta. Mais um ícone.
Será que podemos esperar de Motorhead algum fracasso?
Não encontramos muito inovação. No entanto não nos arrependemos quando compramos um albúm. Soa sempre diferente, sempre único, sempre Motorhead.
Enquanto Lemmy viver os Motorhead viverão.
Assim a música é feliz!
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