(...)
Não é correcto, eu sou mais poeta que vocês
Todos voz do rock prop hip hop escrita em inglês
Uma desculpa que foi a musica que ouviram ao crescer
Eu nunca precisei de ouvir hip hop tuga pro fazer
Isso é que dá mais prazer o meu idioma exploração
Vocês tentam outra lingua pra tentar exportação
Querem ser os Moonspell querem novos altos sons
Mas aqui o Samuel é Madredeus ou Dulce Pontes
Porque há uma identidade que vocês são todos identicos
São autenticos mendigos vendidos por cêntimos
(...)
A citação acima encontra-se numa das músicas, penso que a última, do rapper, ou o que seja, português Sam The Kid.
Pois bem, ao ver este 'rapaz' em alguns programas televisivos fiquei com alguma curiosidade e decidi prestar atenção ao que dizia. Pareceu-me uma pessoa culta, pela qual comecei a ter alguma simpatia.
No entanto, e como acima descrito, parece que a inveja soou mais alto.
Também já tive a minha revolta contra os portugueses que cantavam/escreviam em inglês.
Hoje acho que um bom conteúdo, para ser ouvido no mundo, necessita de projecção, essa é dada primeiramente por uma forma de expressão acessível a todos.
Não é por ser inglês ou português a escrita que a pátria e o seu amor por ela muda. Não é por escrever sobre história, D. Sebastião ou algo mais que se é mais ou menos patriota.
Sou um cidadão do mundo e a minha pátria é Portugal.
"Não sou apátrida", Durão Barroso.
Para os mesquinhos...
"Voa Serpente do orgulho,
Mãe da terra, nossa Mãe
Lei daqueles que clamam
P'lo Homo Natura, p'la flama,
Voa erotico Pentagramma
E destroi, e destroi quem te ama."
[Langsuyar T. Rex]
[Fall 1993]
"Masturbar-me-ia sobre a tua divindade,
Enrabar-te-ia se a tua fraca existência
Oferecesse um cu à minha incontinência;
Meu braço o coraçâo te arrancar
Para com o meu fundo horror melhor te penetrar."
[Marquis de Sade (1740-1814)]