Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis
Segunda-feira, Junho 08, 2009
Domingo, Junho 07, 2009
Tempo
E eis que surge um momento em que tudo pára.
As certezas tornam-se incertezas, a razão dissipa-se.
Tudo o que era estático agora move-se.
Um significado já não significa nada significante.
Não existe transmutação porque nada há para transmutar.
Ao redor tudo continua a girar.
Apenas nós parámos. Quem diz nós, diz eu.
Eu que sou um nós de corpo e alma.
Nós parámos, e o resto continua...
Quedo aqui. Fico, e fico...
Agora, tudo foi...
As certezas tornam-se incertezas, a razão dissipa-se.
Tudo o que era estático agora move-se.
Um significado já não significa nada significante.
Não existe transmutação porque nada há para transmutar.
Ao redor tudo continua a girar.
Apenas nós parámos. Quem diz nós, diz eu.
Eu que sou um nós de corpo e alma.
Nós parámos, e o resto continua...
Quedo aqui. Fico, e fico...
Agora, tudo foi...
Sexta-feira, Junho 05, 2009
“A música não deve ser praticada por um único tipo de benefício que dela possa resultar, mas para usos múltiplos, pois pode servir para a educação, para a catarse e, em terceiro lugar, para o repouso, o alívio da alma (...). Disso resulta que é preciso fazer uso de todas as harmonias, mas não de todas no mesmo modo (...).”
Aristóteles, Política (VIII, 7, 1341 b)
Aristóteles, Política (VIII, 7, 1341 b)
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