<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239</id><updated>2012-01-20T10:32:58.937Z</updated><title type='text'>In Verbis Scribo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-6212414997054510901</id><published>2010-05-18T17:34:00.002+01:00</published><updated>2010-10-27T12:17:20.285+01:00</updated><title type='text'>Religião e Moral: Que Relação?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="3" face="Verdana"&gt;Introdução&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; A ética é uma ciência do comportamento humano. Trata dos fins para os quais o comportamento humano é orientado e dos meios necessários para atingir um determinado fim. Preocupa-se com os motivos e as causas dos comportamentos humanos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;A religião é uma crença sobrenatural na salvação. Sobrenatural pois situa-se além dos limites do ser humano, pode agir onde este não tem qualquer capacidade de acção. Algumas religiões acreditam que a capacidade de salvação se encontra num ser superior, divino, todo-poderoso e omnipresente. Outras, simplesmente, são ateístas e rejeitam a existência de uma entidade superior.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Muitas vezes, quando falamos em ética ou moralidade, associamos estes termos à religião. Pressupomos que os juízos morais se baseiam no pensamento religioso e como tal não fazemos distinção entre juízos morais e juízos religiosos. Ou seja, juízos morais que se baseiam no pensamento religioso, e simples juízos morais que se baseiam, sobretudo, em factores culturais, são muitas vezes confundidos. No entanto, até que ponto são possíveis juízos morais com fundamento religioso? Poderão ser estes juízos verdadeiros ou apenas aceitáveis para aqueles que acreditam na religião? Em suma, qual é a relação entre a religião e a moralidade? E a existir, podemos afirmar que todos os juízos morais se baseiam na religião ou alguns ainda podem não ter qualquer tipo de relação com esta?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Neste trabalho pretendo expôr o problema da relação entre a ética e as religiões teístas. Para tal serão estudados os fundamentos religiosos para atribuir a moralidade a Deus, assim como a razão pela qual, por vezes, os juízos morais não podem ser atribuídos a Deus. Ao fazê-lo, em algumas situações, estaria a destruir-se o que acreditam os crentes ser a bondade de Deus, o que os leva a renunciar a certas teorias.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="3" face="Verdana"&gt;Algumas perspectivas religiosas e os seus problemas&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Aparentemente, a religião e a moralidade não têm qualquer tipo de relação, no entanto esta afirmação poderá não ser à partida óbvia. Vejamos que nas diferentes culturas existentes se encontram também, por vezes, diferentes tipos de pensamento religioso. Logo, dentro de uma mesma sociedade podemos encontrar indivíduos com convicções religiosas diferentes. Cada religião contém, em si, valores morais próprios, no entanto a sociedade poderá ter outro tipo de valores que se diferenciem dos religiosos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Deus é concebido como um legislador nas tradições religiosas. Os crentes acreditam que, apesar de não serem obrigados a tal, devem reger-se por estas leis criadas pelo seu Deus. No entanto, se quisermos viver como devemos viver, ou seja, de acordo com a vontade de Deus, optando por aquilo que é bom para nós e para a sociedade, devemos seguir as leis divinas. Esta teoria foi, obviamente, criada por teólogos. Os pontos chave da teoria dizem-nos que moralmente certo significa ordenado por Deus e moralmente errado significa proibido por Deus. Trata-se de uma teoria apetecível pois, como diz James Rachels no seu livro Elementos de Filosofia Moral, «soluciona de imediato o velho problema sobre a objectividade da ética». A moralidade deixa de depender da sociedade ou do indivíduo, passa a ser baseada na vontade de Deus tornando-se fácil dizer se um acto é moralmente bom ou mau: se é ordenado por Deus é bom; se for proibido por Deus é mau.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Esta teoria tem, no entanto, um forte argumento contra: apenas os crentes a aceitam. Os ateus rejeitam esta teoria. Mesmo assim poderiam os crentes afirmar que, apesar dos ateus não acreditarem nela porque não acreditam na existência de Deus, a teoria é verídica pois Deus existe. No entanto, mesmo os crentes encontram problemas no que toca à sua aceitação: uma acção será boa apenas porque Deus ordena ou Deus ordena o que considera bom? Se pensarmos que uma acção é boa porque Deus a ordena estamos a relegar a ética para um nível completamente arbitrário. Passamos a agir de acordo com uma vontade que poderia ser igualmente a oposta. Por exemplo, dizer a verdade passaría a ser bom porque Deus ordena. Se Deus dissesse que mentir era uma boa acção, dizer a verdade passaría a ser uma má acção. Aqui, a doutrina da bondade de Deus deixa de fazer sentido, o que não é aceitável para os crentes. Deus é concebido como um ser todo-poderoso e bom, logo admitir que os seus mandamentos são arbitrários não é concebível para os crentes. Citando de novo Rachels, «”X é bom” significa “X é ordenado por Deus”» o que faz com que dizermos que os mandamentos de Deus são bons não signifique mais que dizermos que «os mandamentos de Deus são ordenados por Deus». Esta frase deixaria portanto de conter qualquer veracidade moral. James Rachels cita ainda Leibniz, no seu Discurso de Metafísica, onde o filósofo diz que “ao afirmar-se que as coisas não são boas por regra alguma de bondade, mas unicamente pela vontade de Deus destrói-se (...) sem se dar conta, todo o amor de Deus e toda a sua glória. Pois porquê louvá-lo pelo que fez, se seria igualmente de louvar se tivesse feito precisamente o contrário?».&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Por outro lado, podemos admitir que Deus ordena certo tipo de comportamentos porque são correctos. Como ser todo-poderoso que é, sábio, sabe que uma acção é preferível a outra e ordena-nos que escolhamos a que considera melhor. Desta forma evitamos os problemas postos anteriormente, no entanto surge um outro que retira à religião qualquer tipo de poder sobre a moralidade. Ao admitirmos que Deus escolhe para nós o que é bom estamos a reconhecer um padrão de bem e mal independente da vontade deste, o que torna a moralidade independente da religião. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Aqui surge uma contradição para os crentes: ou se encaram os mandamentos divinos como arbitrários e se abandona a doutrina da bondade de Deus; ou se admitde que existe um padrão moral independente da religião e abandona-se a concepção teológica de bem e mal moral. A primeira opção é completamente inaceitável do ponto de vista religioso. Logo, é necessário aceitar que existe um padrão de bem e mal moral independente da vontade de Deus.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Outra teoria que surge para apoiar o pensamento cristão é a da lei natural. Nesta teoria é dito que o mundo é uma ordem racional com valores e fins inseparáveis da sua própria natureza. A ideia principal desta concepção é a de que tudo no mundo tem uma finalidade. Os pensadores cristão aceitaram esta teoria, no entanto faltava uma coisa: inserir Deus na teoria. Tudo havia sido criado por Deus e tudo acontecia porque essa era a vontade de Deus. De acordo com este ponto de vista, também os valores e as suas finalidades eram inerentes à natureza. No entanto, de acordo com a ciência moderna, o que acontece no mundo acontece acidentalmente, é a consequência de leis de causa e efeito. No que toca à moralidade, a lei natural diz-nos que a moralidade depende da razão, a qual somos capazes de entender porque Deus nos fez seres racionais. Aqui percebemos que o crente e o não crente estão em igualdade. Apesar de um acreditar na existência de Deus e o outro não, ambos são racionais e ambos podem optar, no entanto nenhum tema cesso à verdade moral. A capacidade de agir moralmente de ambos é igual, a única diferença é que o crente acredita que Deus é o autor da moralidade de que participam enquanto que o não crente não percebe isto.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Mais uma vez, se é a racionalidade que nos capacita para escolher o que é bom e o que é meu, mesmo que tudo tenha sido criado por Deus, a moralidade é independente da religião pois somos nós que decidimos, como seres racionais, que caminho devemos seguir.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="3" face="Verdana"&gt;As interpretações religiosas&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; Independentemente da moralidade depender, ou não, da religião, continuam a existir ensinamentos religiosos sobre a moral. Muitos destes ensinamentos são interpretações das escrituras, que no entanto não exprimem de forma clara o seu significado. Segundo Rachels, é difícil encontrar qualquer tipo de orientação moral específica nas Escrituras. Muitas delas são ambíguas, e muitas vezes a Igreja proíbe o acesso aos textos sagrados deixando aos crentes apenas a possibilidade de escolha entre algumas interpretações.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;No caso do aborto, por exemplo, as Escrituras nada dizem acerca disto, no entanto a Igreja condena o aborto. Algumas passagens da Bíblia são frequentemente citadas para fundamentar e apoiar a posição da Igreja, no entanto estas passagens podem ser interpretadas de forma diferente. Vejamos uma passagem citada por James Rachels separada do seu contexto, e normalmente citada pela Igreja como argumento contra o aborto, e posteriormente a passagem real contextualizada:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;«Antes de te formar no seio já te conhecia, e antes de nasceres consagrei-te.»&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;«Foi-me dirigida a palavra do Senhor nestes termos: “Antes que fosses formado no ventre de tua mãe, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio materno, Eu te consagrei, e te constitui profeta entre as nações.”»&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Na passagem nada se pode afirmar acerca do aborto. Percebe-se, pelo contrário, que o que está em discussão nada tema ver com este assunto.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Aqui se demonstra bem que muitas vezes a Bíblia é mal interpretada. São frequentemente citadas passagens que fora de contexto e aplicadas a situações diversas podem ser consideradas como argumentos a favor de uma posição que se pretende defender. Numa situação destas pode dizer-se que se estão a seguir os mandamentos divinos? Não, o mais correcto será dizermos que se procuraram na Bíblia passagens que sustentem a nossa posição, e mesmo assim não estaremos a ser correctos pois essas passagens contextualizadas poderão significar algo muito diferente.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="3" face="Verdana"&gt;Conclusão&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; Vimos diferentes perspectivas religiosas onde em todas elas existia uma relação com a moralidade. Seja porque Deus criou o mundo e nos capacitou com a racionalidade para podermos optar sobre as leis morais, ou porque Deus sabe o que é bom e o que é mau e nos ordena que façamos o bom. Contudo estas relações são sempre algo forçadas. Para o provar basta vermos que estas teorias a favor da relação entre a moralidade e religião são sempre rodeadas por fortes contradições. Por exemplo, na teoria dos mandamentos divinos podemos ver que o crente é obrigado a optar pela solução que lhe causa menos conflitos em termos religiosos. No entanto essa decisão nega a relação entre a religião e a moralidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Podemos, pois, concluir que não existe relação entre religião e moralidade. Existem mandamentos religiosos acerca da moral, no entanto estes não são necessários para o comportamento moral. Os mandamentos religiosos apenas incitam os crentes a agir de acordo com aquilo que se pensa serem os mandamentos divinos, no entanto não são mais verdadeiros que quaisquer outras opções morais que se possam verificar. A moralidade baseia-se, sobretudo, no meio social em que vivemos e nas leis estabelecidas pelas sociedades. O que é para nós aceitável poderá não o ser noutra sociedade de cultura diferente.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-justify: inter-ideograph; text-align: justify" class="MsoNoSpacing" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt"&gt;&lt;font size="2" face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-6212414997054510901?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/6212414997054510901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2010/05/religiao-e-moral-que-relacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/6212414997054510901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/6212414997054510901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2010/05/religiao-e-moral-que-relacao.html' title='Religião e Moral: Que Relação?'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-2149265833887056707</id><published>2010-03-15T22:13:00.001Z</published><updated>2010-03-15T22:13:50.847Z</updated><title type='text'>Os sentimentos na música</title><content type='html'>INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música, do grego musiké téchne (a arte das musas), é constituída por sons e pela ausência destes. No entanto, uma definição de música torna-se complicada, pois esta encontra-se em constante mudança. O mais simples, talvez, será dizer que a música organiza os sons e os silêncios no tempo. Mas já aqui, com esta definição, encontramos restrições: o que significa organizar os sons e os silêncios no tempo? Existe apenas uma forma de organizar os sons e os silêncios no tempo? À partida podemos dizer que existem várias maneiras de os organizar, sendo que todas elas são aceitáveis. &lt;br /&gt; Um dos pontos de partida para este trabalho é exactamente tentar definir, ou limitar as hipóteses de uma definição do que é a música. Será que toda a combinação de sons e silêncios pode ser classificada como música?&lt;br /&gt; Em seguida, pretendo discutir de que forma a música se relaciona com os sentimentos humanos. Pensa-se que a música influencia os sentimentos, no entanto será que estes estão presentes na música ou serão apenas despertados no homem através desta?&lt;br /&gt; O texto apresentado para fundamentar a forma como a música se relaciona com os sentimentos baseia-se na leitura dos ensaios publicados no livro Do Belo Musical de Eduard Hanslick e foram utilizados alguns termos do mesmo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música compreende do ponto de vista filosófico, essencialmente, duas definições: 1) é considerada como uma revelação de uma realidade privilegiada e divina ao homem, podendo esta revelação assumir a forma de conhecimento ou sentimento; 2) a música é considerada uma técnica ou um conjunto de técnicas expressivas que diz respeito à organização e combinação dos sons&lt;br /&gt;A primeira definição, que acaba por ser mais metafísifa ou teológica, faz da música uma ciência que tem por objecto o divino, aquilo que é superior ao homem. Os sentimentos, neste caso, reduzem-se ao poder que a música teria para nos aproximar do divino, sendo portanto não um sentimento autónomo mas um sentimento de proximidade ao divino. Neste caso não é este tipo de definição que interessa. &lt;br /&gt;A segunda definição foca-se mais na perspectiva que se pretende explorar neste trabalho que é a da relação da música com os sentimentos, ou de uma forma mais clara, de que forma podem as diferentes organizações e combinações de sons influenciar o ser humano. Aristóteles disse, no seu livro Política (VIII, 7, 1341 b), que “A música não deve ser praticada por um único tipo de benefício que dela possa resultar, mas para usos múltiplos, pois pode servir para a educação, para a catarse e, em terceiro lugar, para o repouso, o alívio da alma (...). Disso resulta que é preciso fazer uso de todas as harmonias, mas não de todas no mesmo modo (...).”, o que nos mostra que a posição que defendia era a de que a música influencia o modo como as pessoas agem e que por isso mesmo esta deve ser aplicada consoante aquilo que se pretende realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS SENTIMENTOS E O SEU PAPEL NA MÚSICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música não tem a capacidade de entreter o ser humano, o seu entendimento, a sua razão, por meio de conceitos como o faz a poesia, por exemplo, ou tão pouco o olho humano através de representações visuais, como acontece nas artes plásticas. Sendo um tipo de arte que não é visual ou palpável, a única forma que a música tem de chegar ao homem é através da audição. Através da audição a música chega ao homem e actua sobre os seus sentimentos, como o fariam as artes plásticas através do olho, ou outras artes de outras diversas formas. &lt;br /&gt;Normalmente, considera-se como papel maioritário da música o suscitar sentimentos, ou “sentimentos belos”. Em segundo lugar apontam-se os sentimentos como parte constituinte da música. No entanto podemos perfeitamente perceber que o conteúdo da música não são, nem poderiam ser, os sentimentos.&lt;br /&gt; O conteúdo da música são os sons, que por sua vez são compostos por vibrações. As vibrações constituem as notas musicais, o que nos leva a poder afirmar que sempre que existe uma vibração estamos perante uma nota musical. Desta forma, os únicos constituintes da música são sons, as notas musicais, e nunca os sentimentos. Os sentimentos pertencem ao campo afectivo do ser humano. Podemos, no entanto, considerar que os sentimentos podem ser gerados no ser humano através da música. No entanto, e como veremos mais adiante, isto também não se verifica, pelo menos na sua totalidade.&lt;br /&gt;  Mas, devemos em primeiro lugar distinguir as sensações dos sentimentos. Uma sensação é uma percepção de uma determinada qualidade sensível, isto é, de um som ou de uma cor, por exemplo. O sentimento é o tornar-se consciente de um impulso estimulante, ou de um impedimento, do nosso estado anímico. Quando percepcionamos o cheiro ou o sabor de alguma coisa, a sua forma, cor ou som, tomamos consciência destes qualidades; quando a melancolia ou a esperança, a alegria ou a saudade, alteram o nosso estado anímico habitual elevando-nos acima deste (felicidade) ou fazendo-nos pairar abaixo do mesmo (trizteza), experienciamos sentimentos.&lt;br /&gt; O belo afecta em primeiro lugar os nossos sentidos. Este tipo de percurso não é estranho a esta característica estética tão particular, pelo contrário, é partilhado com todo o fenómeno em geral. A sensação é o começo e a condição principal para podermos apreciar algo estéticamente, constitui justamente a base do sentimento, que pressupõe sempre uma relação com algo e, muitas vezes, as mais complicadas relações. A provocação de sensações não necessita da arte. Um único som poderá provocar uma sensação. A música deve despertar os nossos sentimentos e, alternadamente, encher-nos de devoção e amor, de júbilo e de melancolia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Qualquer tipo de arte causa um tipo de sentimento peculiar, no entanto os músicos não se encontram enredados no erro de pretender reivindicar igualmente todas as artes para os sentimentos. Pelo contrário, vêem nisso algo de específico da arte dos sons. A força e a tendência para actuar nos sentimentos do ouvinte seria justamente o que caracteriza a música em relação às restantes artes. Toda a verdadeira obra de arte se estabelecerá numa qualquer relação com o nosso sentir, mas nenhuma numa relação de exclusividade apenas com os nossos sentimentos. Assim, nada de decisivo se pode afirmar acerca da relação da música, no que toca ao seu princípio estético, quando esta é caracterizada mediante o seu efeito nos sentimentos. A mesma música, em diferentes nacionalidades, em diferentes temperamentos ou idades e circunstâncias, ou ainda na igualdade de todas as condições mas em indivíduos diferentes, terá efeitos muito diversificados. Basta-nos pensar num público europeu e veremos claramente que, perante uma obra de música Clássica, uma metade do público sentirá despertar as mais fortes e elevadas sensações perante a obra, enquanto que a metade oposta apenas a consideraria enfadonha, música intelectualista e com ausência de sentimentos. A correlação de obras musicais com certas disposições anímicas não constitui sempre e em toda a parte um imperativo absoluto. A própria maturação gnoseológica altera a forma como um mesmo indivíduo recebe uma determinada obra de arte. Cada época e cada civilização traz consigo um ouvir diferente e um sentir diverso.. A música permanece a mesma, sendo que a única coisa que se altera é o público e, consequentemente, o seu efeito de acordo com pontos de vista diferentes. Além disto, basta um simples título ou uma pequena indicação para que o nosso sentir se deixe facilmente enganar. O efeito da música sobre os sentimentos não tem, portanto, nem a necessidade nem a exclusividade ou a constância necessária que um fenómeno deveria apresentar para conseguir servir de fundamento a um princípio estético. É certo que a música pode suscitar em alto grau determinados sentimentos, mas da mesma forma podem também outros tipos de acontecimentos suscitar esses mesmos sentimentos. Interessa, no entanto, o modo como a música pode suscitar afectos de forma semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A investigação filosófica de uma arte leva-nos a procurar descobrir qual é o seu conteúdo. Os sentimentos constituem o conteúdo que a arte dos sons deve representar. O conteúdo de uma obra de arte poética, assim como o conteúdo das artes plásticas, pode expressar-se com palavras e reduzir-se a conceitos.&lt;br /&gt; Como conteúdo da música tem-se vindo a mencionar, de uma forma bastante unanime, toda a gama de sentimentos humanos. Neles se julgava ter encontrado o contraste de determinidade conceptual e, por conseguinte, a distinção exacta do ideal da poética e das artes plásticas. Os sons e a sua combinação artística seriam, pois, unicamente o material, o meio de expressão, com que o compositor representa os sentimentos. Estes sentimentos, na sua rica multiplicidade, seriam as ideias que se revestiriam do corpo terreno do som para, como obras de arte musical, vaguearem pela terra. O que nos agrada e exalta numa melodia encantadora, numa harmonia engenhosa, não seriam  as próprias obras em si, mas o que significam. O sussurro de ternura, o ímpeto de combatividade. De facto a música nunca pode conter em si uma acção ou um sentimento. A música possui um sem o outro. Pode sussurrar, trovejar ou precipitar-se, mas só nós é que dela podemos retirar os sentimentos. O amos não é concebível sem uma representação da personalidade amada. O que o transforma em amor não é mera tendência de moção anímica, mas o seu cerne conceptual. Esta demonstração serve para mostrar que a música consegue expressar unicamente o que acompanha um sentimento e não o próprio sentimento em si mesmo. A música não é capaz de representar um sentimento determinado pois a especificidade destes não se pode separar da sua representação. No entanto a música pode representar, de modo substancial, certo domínio de ideias. &lt;br /&gt;Deste modo, que pode a música representar dos sentimentos sem expor o seu conteúdo? Apenas o que há de dinâmico neles. Pode reproduzir o movimento de um processo físico segundo os momentos (depressa, devagar, forte, fraco, crescendo, decrescendo). Mas o movimento é apenas uma propriedade e um momento de um sentimento.&lt;br /&gt;É evidente que só as ideias, ou seja, apenas os conceitos vivificados podem ser o conteúdo da arte. Além disto, o que na música nos parece representar determinados estados anímicos é de todo simbólico, tal como as cores e os sons possuem já, por natureza, significado simbólico que actua fora e antes de toda a intenção artística. Os materiais elementares da música – tonalidades, acordes e timbres – são já em si caracteres. Temos também uma arte de interpretação demasiado activa para o significado dos elementos musicais. Na sua aplicação artística, sons e cores seguem leis inteiramente diversas. Nem todo o vermelho nos sugere alegria ou todo o branco nos sugere inocência. Desta forma também numa sinfonia nem todo o acorde nos despertará um estado de tristeza ou ânimo. Como referido anteriormente, devemos até recusar peças musicais com títulos que nos possam sugerir uma determinada interpretação. A união com a arte poética amplia os horizontes que a música poderá vir a atingir mas nunca os seus limites.&lt;br /&gt;Outra coisa que devemos esclarecer é que do que a a música instrumental não consegue jamais pode dizer-se que a música o pode; só ela é a arte pura dos sons. Mas se se preferir a música vocal ou o instrumental pelo seu valor e efeito deverá sempre admitir-se que o concerito de música não se reflecte puramente numa peça musical composta sore um texto. Numa composição vocal a eficácia dos sons nunca pode separar-se da das palavras com exactidão suficiente que nos permita dizer com certeza qual parte cabe a qual das artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De forma nenhuma podemos dizer que a música representa os fenómenos alheios no seu âmbito, mas apenas pode representar os sentimentos que por eles são despertados. A música pode imitar a aparência externa mas nunca o verdadeiro sentimento, a essência do sentimento por ela provocado. Apesar de os teóricos musicais seguirem o princípio de que a música pode representar sentimentos determinados, ficou anteriormente provado que isto não se verifica. Apenas o seu sentimento pela música pode levá-los a afirmar que esta pode representar os verdadeiros sentimentos. Mais, perturba-os a falta de uma especificação para a música levando-os a alterar a sua perspectiva anterior de que a música tinha que suscitar e representar os sentimentos para a perspectiva de que a música deverá representar sentimentos indeterminados. Devemos então concluir que a música deve conter apenas o movimento do sentimento, abstraindo-se do seu conteúdo . A música não trata da representação de sentimentos, tão pouco contém em si sentimentos os sentimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-2149265833887056707?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/2149265833887056707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2010/03/os-sentimentos-na-musica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/2149265833887056707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/2149265833887056707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2010/03/os-sentimentos-na-musica.html' title='Os sentimentos na música'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-4510553177463206790</id><published>2010-03-15T22:10:00.001Z</published><updated>2010-03-15T22:11:46.825Z</updated><title type='text'>Da Natureza Humana</title><content type='html'>Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A laranja mecânica, ou, mais correctamente, Uma laranja mecânica (do original inglês A Clockwork Orange (“A” trata-se de um artigo indefinido e, como tal, refere-se a uma laranja indefinida, que poderá ser qualquer uma)), é uma obra controversa. Desde o seu primeiro aparecimento, aquando da publicação do livro em 1962, passando pela adaptação ao cinema, por Stanley Kubrick em 1971, todo o imaginário (no entanto muito realista) criado por Anthony Burgess gerou algumas opiniões menos favoráveis e algumas críticas um tanto redutoras. Este tipo de atitude tem origem, em grande parte, na temática da obra, mas por outro lado o Nadsat (uma língua composta, uma espécie de calão, utilizada pelos jovens da história e que tem a sua origem numa mistura entre inglês e russo) também forneceu elementos suficientes para que alguns críticos relegassem a obra para um plano secundário de mero entretenimento, sem qualquer tipo de relevância no que toca à moralidade. Começando por esclarecer a vertente linguística adoptada, Anthony Burgess escreve, num artigo de 1986, que “os jornais populares [ingleses] acharam que o calão anglo-russo era uma piadinha parva que não funcionava”. O autor esclarece: “Ocorreu-me que poderia ser uma boa ideia criar uma espécie de jovem hooligan que cavalgasse a cortina de ferro e falasse uma gíria composta pelas duas línguas políticas mais poderosas do mundo – o anglo-americano e o russo. A ironia residiria no facto de o herói-narrador ser totalmente apolítico.”. Neste ponto conseguimos perceber que o autor não o fez por mero divertimento mas sim com uma intenção declaradamente irónica e provocadora. Nada viria a ser deixado ao acaso na obra. Outro ponto que poderá ter gerado alguma discórdia foi o facto de o leitor poder deparar-se com algumas dificuldades numa primeira aproximação. No entanto, e inserido num contexto específico, o nadsat torna-se rapidamente intuitivo e nunca chega a comprometer seriamente a compreensão da obra. Mesmo assim, edições posteriores do livro foram lançadas com um pequeno glossário. &lt;br /&gt;Originadora de maior controvérsia, no entanto, é certamente a temática da obra: a moralidade, com origem naquilo que o autor denomina ultraviolência. Ultraviolência é o termo utilizado pelo próprio narrador para descrever as práticas violentas da sua geração: uma violência que se serve de forma excessiva e sem qualquer tipo de remorso. Alex, o herói-narrador, é um jovem amante da vida e que gosta de se divertir com o seu grupo de amigos, sobretudo através de actos de ultraviolência. Através da narração de Alex, o leitor e o espectador passam a fazer parte do grupo do herói, ficando assim submersos no mundo da ultraviolência. Toda a obra é dominada pelo mundo da violência adolescente. Não seria a narração muito diferente de tantas outras se se ficasse por aqui. No entanto, a conduta excessivamente violenta de Alex, e uma traição por parte do seu grupo, leva-o à prisão. Lá, acaba por ser encaminhado para um processo de reabilitação coordenado pelo estado britânico e que tem por objectivo curar a “doença” que é a violência juvenil. De novo, citando Burgess “O homem define-se pela sua capacidade de escolher rumos de acção moral”, e como tal, “Se escolhe o bem, tem de ter a possibilidade de escolher em vez dele o mal”. “O mal é uma necessidade teológica”, pois sem este o bem não faria sentido, nem existiria sequer. A necessidade de enfatizar o papel do bem, e de nos fazer crer que o único caminho possível de seguir é o do bem, remete-nos para o seu oposto, o mal. Neste ponto será conveniente regressar à filosofia pré-socrática, mais propriamente ao pensamento de Heraclito. Segundo o filósofo grego, tudo na vida são opostos, e de acordo com a sua máxima, panta rhei, “tudo flui”. Ou seja, de acordo com Heraclito, o bem é o oposto do mal, o que significa que a existência do mal depende da existência do bem, e vice-versa. E da mesma forma, o bem flui a partir do mal, e o mal flui do bem. Os opostos geram-se reciprocamente e só podem existir com base um no outro. Sem a existência de dois opostos provavelmente teríamos dificuldades enormes em definir certos conceitos. ”Queria também dizer que é mais aceitável fazermos más acções do que sermos artificialmente condicionados para uma capacidade e capazes apenas de fazer o que é socialmente aceitável.”.&lt;br /&gt;É neste ponto que A laranja mecânica nos remete para uma problemática moral, onde sobretudo o livre arbítrio é questionado, mas também a religião é posta em causa. Na contracapa de uma edição do livro publicada pelo jornal Diário de Notícias, podemos ler (e sobretudo destas questões partirá este trabalho): “Quais são os desígnios de Deus? Quererá Ele o Bem ou a escolha do Bem? Um homem que escolhe o Mal, será por acaso ou de certo modo, melhor do que um homem a quem impõem o Bem?”, ou ainda, numa outra parte, podemos ler “O que é que define um homem bom? Não será o homem que escolhe o mal de alguma forma melhor do que aquele que faz o bem porque não tem escolha?”. &lt;br /&gt;Através de uma perspectiva pessoal baseada num misto entre o livro e a sua adaptação ao cinema, passando pela filosofia moral de Espinosa e por uma incursão na música e na sua relação com os sentimentos, o que se pretende com este trabalho é expor e discutir a problemática da moralidade na obra.&lt;br /&gt;Interessa no entanto fazer referência a uma pequena diferença entre o livro e a obra adaptada ao cinema. O último capítulo do livro (Terceira Parte, Capítulo VII) encontra-se omisso na adaptação cinematográfica. Este facto contribui para uma interpretação diferente da obra, a qual será posteriormente explicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temática da obra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ Bem e mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como dito anteriormente na introdução, A laranja mecânica centra-se na temática da oposição entre bem e mal; uma temática de moralidade, portanto. Estes conceitos não subsistem por si só, isto é, existe, por detrás deles, todo um conjunto de leis sociais que faz com que tenham uma definição relativa. Ou seja, se pegarmos, para raciocinar de forma mais objectiva, nos conceitos de mesa ou cadeira, percebemos rapidamente que estes são objectivos. Independentemente da língua que utilizemos para tratá-los, mesa e cadeira são conceitos que representam sempre o mesmo objecto. Já no caso de bem e mal isso não acontece. A sua definição é relativa às normas adoptadas por cada sociedade em particular. Aqui podemos também pensar numa outra forma de definir bem e mal que é a perspectiva religiosa, também ela presente na história de Alex. Durante a sua passagem pela prisão, Alex dedica-se ao estudo das escrituras. Fá-lo, sobretudo para se mostrar arrependido pelo seu comportamento anterior, fá-lo como forma de redenção. Percebemos, no entanto, que a redenção de Alex não é sincera, é apenas um acto aparente, como podemos ver em alguns trechos representados do pensamento de Alex em que este se imagina como intérprete do papel de vilão. Aqui se deixa denotar também a ironia como crítica ao pensamento religioso, sobretudo por parte dos sacerdotes e pela forma como estes o tentam difundir. Será pertinente abordar aqui, de forma sucinta, a relação existente entre a religião e a moralidade. Os mandamentos religiosos apenas incitam os crentes a agir de acordo com aquilo que se pensa serem os mandamentos divinos, no entanto não são mais verdadeiros que quaisquer outras opções morais que se possam verificar. A moralidade baseia-se, sobretudo, no meio social em que vivemos e nas leis estabelecidas pelas sociedades. O que é para nós aceitável poderá não o ser noutra sociedade de cultura diferente. Ao contrário do que se poderia pensar à partida, não será a religião a salvar Alex. &lt;br /&gt;A liberdade faz de nós responsáveis pelos nossos actos. Àquele que não é livre seria um erro atribuir-lhe as consequências das suas escolhas, pois simplesmente aquele que não é livre não poderá escolher. De acordo com Nietzsche, o padre cristão de Burgess aparece-nos como um homem fraco que tenta persuadir Alex a uma redenção que não é mais do que uma conversão a uma fraqueza onde, apesar de haver liberdade de escolha, esta mesma liberdade de escolha está condicionada pela vontade divina. O padre tenta banir toda a perversão de Alex e convertê-lo num bom cristão. No entanto, uma liberdade de escolha que bane os instintos que não estão de acordo com ela deixa de ser uma liberdade de escolha.&lt;br /&gt;De facto, se existe uma privação de liberdade que nos impede de escolher anula-se o livre arbítrio. Desta forma não podemos julgar estas escolhas pois elas não contêm qualquer fundamento moral e poderiam ser realizadas por uma máquina (por uma laranja mecânica). Alex, ao longo do filme, sofre duas metamorfoses: numa primeira fase regride (porque a privação do livre arbítrio não pode significar uma evolução) de uma pessoa que escolhe o caminho do mal para uma pessoa que é obrigada a escolher o bem; após tentar o suicídio Alex consegue livrar-se do condicionamento que lhe havia sido imposto e definitivamente evolui (e isto apenas no último capítulo da obra escrita, ausente da obra cinematográfica) de alguém que não possui capacidade de escolha para alguém que escolhe o bem. Na verdade o tratamento nada fez a Alex. O único resultado foi uma privação do seu livre arbítrio, o que o tornou numa “laranja mecânica” incapaz de realizar qualquer tipo de acção considerada violenta. Este tipo de limitação acaba mesmo por deixá-lo em perigo de vida quando é atacado por um grupo de idosos sem-abrigo, ficando impossibilitado, devido ao mau estar que se apodera dele, de poder sequer defender-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ Espinosa e o livre arbítrio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É na filosofia ética de Espinosa que podemos encontrar algum tipo de argumento para justificar, e de certa forma desculpar, Alex pelos seus comportamentos. Primeiro que tudo é necessário explicitar qual o significado de Deus para Espinosa. Deus, ou Natureza (pois ambos os conceitos se referem ao mesmo), é um ser de infinitos atributos. Ao mesmo tempo, Deus é a única substância da qual consiste o Universo, sendo que todas as substâncias menores são apenas modificações de Deus.&lt;br /&gt;A possibilidade de escolha de Alex, o seu livre arbítrio, à luz da filosofia espinosista, é apenas uma ilusão. O herói nunca poderia ter escolhido outro tipo de comportamento pois, diz-nos o filósofo, que de facto o ser humano apenas supõe que é dotado de livre arbítrio. Na realidade os seres humanos presumem serem dotados de livre arbítrio pois apenas tomam consciência da sua vontade e não da verdadeira razão pela qual desejam e agem como acabam por fazê-lo. Alex não poderia escolher agir de *__*outra forma pois não tem plena consciência da razão que o leva a agir de determinada maneira, segue a sua vontade de praticar a violência. Isto acontece devido à necessidade da Natureza de que esse acontecimento se dê. Como um determinista que era, Espinosa acreditava que tudo acontecia porque era necessário, porque estava determinado, e só desta forma o mundo poderá seguir o seu rumo. Mesmo o comportamento humano estaria determinado. Para o filósofo, a nossa liberdade representava apenas a capacidade que temos de reconhecer que o nosso comportamento está determinado e também de perceber as razões pelas quais agimos de determinadas maneiras. Nesta perspectiva, a liberdade não seria a possibilidade de optar por um ou outro tipo de comportamento, aceitando-o ou negando-o, mas apenas a capacidade de aceitar um tipo de comportamento e de perceber quais as razões para que um comportamento aconteça de determinada forma e não de outra.&lt;br /&gt; Ao termos uma maior capacidade de perceber os nossos comportamentos, poderemos formar juízos mais rigorosos acerca das nossas acções e também acerca dos nossos afectos e sentimentos. Tornamo-nos, desta forma, a causa adequada das nossas acções o que resulta numa maior actividade em detrimento da passividade. Assim tornamo-nos ao mesmo tempo mais livres e mais próximos de Deus (será importante aqui frisar que a concepção de Deus de Espinosa difere da concepção cristã). &lt;br /&gt; Apesar de tudo, relembra Espinosa, que tudo deve acontecer como previamente determinado. Apesar do homem se tornar mais consciente e mais livre este continua a não ter qualquer tipo de capacidade de escolha. A sua capacidade remete-se apenas a uma melhor compreensão do mundo que o rodeia e da forma como e porquê certas coisas acontecem de determinada maneira.&lt;br /&gt; Voltando à obra, e mais especificamente a Alex, sabemos que, de acordo com esta teoria, tudo estaria predeterminado. Os acontecimentos nunca poderiam ter sido de outra forma, apenas a consciência que o autor tem deles poderia ser outra. O que significa que, de acordo com a teoria de Espinosa, o tratamento aplicado a Alex está duplamente errado. Numa primeira análise porque não é moralmente correcto privar um ser humano da sua liberdade de escolha. A existir, esta mesma liberdade de escolha poderá levar quem pratica actos condenáveis a responder perante entidades competentes de acordo com os actos que praticou. Nunca, no entanto, a privação da liberdade de escolha poderá ser aceitável. A privação da liberdade de escolha torna-nos seres que respondem a estímulos ao invés de seres que pensam e agem de forma diferente de acordo com as diferentes situações e estados psicológicos. Por outro lado se não existe liberdade de escolha não é possível privar um ser humano da mesma. Assim, a cura aplicada ao herói não se trata de uma punição pelos seus actos mas apenas uma punição sem razão de ser pois este não é na verdade responsável por algo que não pode escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ A música na personalidade de Alex&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último e pequeno apontamento acerca da obra prende-se com o facto de Alex se mostrar um jovem muito interessado por música, em particular os autores clássicos.&lt;br /&gt;É certo que a música pode suscitar em alto grau determinados sentimentos, mas da mesma forma podem também outros tipos de acontecimentos suscitar esses mesmos sentimentos. Interessa, no entanto, o modo como a música pode suscitar afectos de forma semelhante. Não sendo, no entanto, a música a principal culpada pela conduta de Alex, ela tem um papel importante. O êxtase descrito, sobretudo no livro, por Alex no momento em que põe a rodar no estéreo de casa os discos de compositores clássicos, é em tudo comparável aos actos de violência que pratica. Enquanto ouve música, Alex descreve o que ouve e ao mesmo tempo associa-o a imagens de violência que praticou ou que desejaria praticar.&lt;br /&gt;Deste modo, que pode a música representar dos sentimentos sem expor o seu conteúdo? Apenas o que há de dinâmico neles. Pode reproduzir o movimento de um processo físico segundo os momentos (depressa, devagar, forte, fraco, crescendo, decrescendo). Mas o movimento é apenas uma propriedade e um momento de um sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ Culpa de Alex ou culpa do Estado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que Alex é uma personagem complexa. Tanto conseguimos simpatizar com ele como desejar que seja punido pelos seus actos. No entanto, quando este é traído pelos seus companheiros começamos a sentir uma empatia que com o decorrer da história se torna crescente. A obra consiste em três partes. Uma primeira onde somos confrontados com a ultraviolência e levados a julgar Alex pelos seus actos. Na segunda parte, quando o herói é preso, as regras do jogo alteram-se e agora estamos do lado de Alex. Será que, apesar de toda a sua conduta, este deverá ser submetido ao “tratamento” que, supomos nós, o privará da sua capacidade de escolha para o resto dos seus dias? Numa perspectiva acerca do comportamento de Alex, não significa que este não deva ser punido pelos seus actos. Apesar de, e de acordo com Espinosa, este se encontrar determinado para um certo tipo de actos e o facto de não poder optar entre realizá-los ou não, não faz com que o herói não deva ser punido. No entanto, o que acaba por acontecer é que Alex não é apenas punido pelos seus actos mas privado deles. A sua conduta poderia sofrer alterações, estas também previamente determinadas. No entanto, ao ser condicionado, a sua conduta nunca poderá variar pois sempre que tentar uma acção que contrarie os seus condicionamentos o seu corpo reage e impede-o de seguir o caminho que pretende. Aqui, o herói torna-se a tão referida laranja mecânica, um ser simplesmente mecânico que age de acordo com um comportamento predeterminado.&lt;br /&gt;Mas, como quase sempre na ficção, os finais são felizes, esta Laranja não foge À regra. No final do livro (omitido no cinema), Alex torna-se um ser que opta pelo bem.  O condicionamento acabou por ser removido e agora, finalmente, Alex está livre. “I was cured, alright!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-4510553177463206790?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/4510553177463206790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2010/03/da-natureza-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/4510553177463206790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/4510553177463206790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2010/03/da-natureza-humana.html' title='Da Natureza Humana'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-3049817143556968989</id><published>2009-06-07T02:16:00.004+01:00</published><updated>2009-06-07T02:29:49.945+01:00</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>E eis que surge um momento em que tudo pára.&lt;br /&gt;As certezas tornam-se incertezas, a razão dissipa-se.&lt;br /&gt;Tudo o que era estático agora move-se.&lt;br /&gt;Um significado já não significa nada significante.&lt;br /&gt;Não existe transmutação porque nada há para transmutar.&lt;br /&gt;Ao redor tudo continua a girar.&lt;br /&gt;Apenas nós parámos. Quem diz nós, diz eu.&lt;br /&gt;Eu que sou um nós de corpo e alma.&lt;br /&gt;Nós parámos, e o resto continua...&lt;br /&gt;Quedo aqui. Fico, e fico...&lt;br /&gt;Agora, tudo foi...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-3049817143556968989?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/3049817143556968989/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2009/06/tempo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/3049817143556968989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/3049817143556968989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2009/06/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-953396156964524029</id><published>2009-06-05T20:07:00.000+01:00</published><updated>2009-06-05T20:08:22.806+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“A música não deve ser praticada por um único tipo de benefício que dela possa resultar, mas para usos múltiplos, pois pode servir para a educação, para a catarse e, em terceiro lugar, para o repouso, o alívio da alma (...). Disso resulta que é preciso fazer uso de todas as harmonias, mas não de todas no mesmo modo (...).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Política (VIII, 7, 1341 b)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-953396156964524029?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/953396156964524029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2009/06/musica-nao-deve-ser-praticada-por-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/953396156964524029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/953396156964524029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2009/06/musica-nao-deve-ser-praticada-por-um.html' title=''/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-4576349478611115524</id><published>2007-01-02T15:30:00.000Z</published><updated>2007-01-04T15:51:01.493Z</updated><title type='text'>Começar lembrando o passado: Iron Maiden, Earls Court, 23 de Dezembro</title><content type='html'>Lisboa, 23 de Dezembro, 4 da manhã - O acordar para a realidade de um sonho antigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era finalmente verdade. Eu ía ver os Iron Maiden na sua terra natal. Tudo estava organizado desde final de Agosto, início de Setembro. Os bilhetes do concerto, a viagem, os itinerários na magnífica cidade de Londres, as finanças revistas e as contabilidades feitas.&lt;br /&gt;Finalmente, e felizmente, acordámos dia 23, às 4 da matina, para o que iria ser uma das mais memoráveis aventuras em nome do metal e dos Iron Maiden, pela parte que tocava à 'trupe'.&lt;br /&gt;O vôo era só às oito horas e vinte minutos, mas às cinco da manhã já rondávamos o aeroporto de Lisboa.&lt;br /&gt;Check-in feito, espera interminável.&lt;br /&gt;A viagem até Londres decorreu com toda a normalidade, habitual nas viagens de avião...&lt;br /&gt;Aterrados em Londres que estávamos foi a vez de fazer tempo até às 18 horas, hora a que as portas dos nossos sonhos se abririam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5015485656000405746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="254" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/RZqVoYX4oPI/AAAAAAAAAAk/MA_z1gbVtY0/s320/IMG_5570.JPG" width="343" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Londres, 23 de Dezembro, 18 horas, Earls Court - Os arrepios na 'espinha':&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As portas abriram-se...&lt;br /&gt;A fila, certo é que mais organizada que na nossa humilde 'terrinha' mas não deixando de ser uma fila, lá entrou aos meios empurrões.&lt;br /&gt;O Earls Court é sem dúvida um monumento! Enorme história, grandiosas bandas que já pisaram lá o palco, edifício imponente, com grande classe no seu interior. Nem pareceria lugar para um concerto de metal.&lt;br /&gt;É um espaço antigo, as bancadas revestidas a madeira, cadeiras de madeira e antigas, no entanto tudo estimado à boa maneira inglesa.&lt;br /&gt;Enorme, dois ecrãs gigantes de cada lado do também grande palco, civilização que predominava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18.30, Lauren Harris - Histerismo em forma humana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, a filha de Mr. Steve Harris (Baixista dos Iron Maiden) lá arranjou um 'tacho'.&lt;br /&gt;Inicialmente era para fazer as primeiras partes de Maiden em algumas datas onde os Trivium, banda escolhida inicialmente pelos Maiden para fazer as primeiras partes, não poderiam actuar.&lt;br /&gt;A meio da tour as coisas mudaram um pouco e a 'menina' Harris começou a fazer as primeiras partes de Trivium, ou seja, começou a actuar cerca de meia hora antes da banda americana.&lt;br /&gt;A rapariga esforça-se, até pode gostar muito de música e ter uma grande cunha, mas presença em palco e calma são coisas que lhe faltam.&lt;br /&gt;Tudo bem que está no início, mas abrir para Maiden não é uma festa de Universidade, não é um baile de finalistas e também não foi o primeiro concerto da menina Harris.&lt;br /&gt;A musiquinha é um pop-rock agradável, bons músicos, no entanto a vocalização (ou gritaria!?) deixa algo a desejar.&lt;br /&gt;Em primeiro a voz de Lauren Harris não é nada de especial, mas depois esta menina também não parece saber interpretar, ou será que o objectivo é vender?&lt;br /&gt;Mais uma Britney Spears, meio inserida no meio metálico graças ao pai que tem.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, nas poucas interacções que teve com o público destaco... nada! Lauren Harris decidiu testar os tímpanos de todos os presentes gritando incansavelmente sempre que falava, o que impediu que se percebesse também o que pretendia transmitir.&lt;br /&gt;Agradeceu, aqui humanamente e calmamente, aos Iron Maiden e ao público.&lt;br /&gt;Serviu para entreter mas se a primeira parte fosse apenas a cargo dela saberia a muito pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19.15, Trivium - Sim, em Londres os horários são cumpridos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Trivium entraram a horas, certinhos como um relógio, não estivéssemos nós em Londres.&lt;br /&gt;Esta banda, com uma linha musical algo deambulante entre o death metal e o trash metal, surpreendeu.&lt;br /&gt;Não é, para mim, uma grande surpresa mas sim uma boa surpresa. Música agradável, 'sempre a abrir', não deixando ninguém adormecido e a puxar o &lt;em&gt;headbanging&lt;/em&gt;, muito boa presença em palco. Matt Heafy, vocalista e guitarrista da banda, além de muita garra mostrou ter uma boa interacção com o público, mantendo-o sempre agarrado ora pela música, ora pela conversa.&lt;br /&gt;Agradeceu também aos Iron Maiden pela oportunidade que lhes estavam a dar, deu os parabéns ao aniversariante Dave Murray (guirarrista dos Iron Maiden), disse que queria ver mais &lt;em&gt;headbanging&lt;/em&gt;, mais &lt;em&gt;moshe&lt;/em&gt; e mais gente a cantar. Incentivou a criação de &lt;em&gt;circle pits&lt;/em&gt;, 'rasgou' mais dois temas e foram-se embora os Trivium, um bom aquecimento para Iron Maiden e o grande momento estava perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20.45, Doctor Doctor dos UFO; Mars, the Bringer of War de Gustav Holst; Different World - Iron Maiden, A Matter of life:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Iron Maiden, mais uma vez, a horas.&lt;br /&gt;Depois da muito boa Doctor Doctor dos UFO já todo o público no Earls Court estava de pé, meio extasiado. Todos sabiam o que se seguiria.&lt;br /&gt;A cortina abre-se, num fundo vermelho e iluminado por um projector amarelo Nicko grita, e entramos num Different World.&lt;br /&gt;Acústica impecável, os Iron Maiden com uma sonoridade impecável. O público completamente contagiado, nas mãos da Dama de Ferro.&lt;br /&gt;Different World acaba e segue-se, tal como em toda a restante tournée, These Colours Don't Run, precedida por uma pequena introdução onde Bruce Dickinson disse "We're Iron Maiden and these colhours don't run".&lt;br /&gt;Mais uma música passada e a certeza de que aquelas cores não fogem mesmo: os Maiden estavam em palco aos 50 anos, frescos que nem alfaces e com quase 30 anos de carreira.&lt;br /&gt;Brighter than a thousand suns, The pilgrim, The longest day, todas sublimes. A única confirmação de que não estávamos perante A matter of life and death em CD era o facto da banda estar perante nós, da sonoridade ser mais real, da energia partilhada ser bem mais intensa, pois em termos técnicos este albúm, apesar de complexo, foi interpretado sem qualquer falha. E a maior surpresa surgiu de onde se esperava a maior falha: Bruce Dickinson.&lt;br /&gt;48 anos e muitas tournées em cima, o apresentador de rádio, piloto de aviões, praticante de esgrima, vocalista e letrista surpreendeu muito pela positiva. A sua voz em albúm era fascinante, as interpretaçõe sperfeitas, mas ao vivo este senhor mostrou que está aí para as curvas e para outros tantos 49 anos de muito mais artimanhas.&lt;br /&gt;Ele canta, ele salta, ele comunica com o público, ele tem o público na mão, ele discursa seriamente ou em tom de brincadeira.&lt;br /&gt;É fantástico... simplesmente! Notas altas, notas baixas, variações de ritmo e de tom perfeitas, sem uma única quebra ou desafinação.&lt;br /&gt;Chega Out of the Shadows e como era habitual o primeiro discurso mais sério com o público. Alguém decide atirar uma boneca e Bruce pergunta se alguém se recorda da música da série onde a boneca entrava.&lt;br /&gt;O público não responde e Bruce começa a puxar, em jeito de brincadeira.&lt;br /&gt;Voltamos à música e ao alinhamento de A matter of life and death.&lt;br /&gt;The reincarnation of benjamin breeg, for the greater good of god... até ao legado continuamos bem sem saber se estamos perante uma questão de vida ou de morte, sabemos apenas que estamos perante os Iron Maiden e que aquelas quase duas horas são preciosas e valem bem o dinheiro.&lt;br /&gt;Chegado ao fim o alinhamento do novo albúm outro discurso: "Senhoras e senhoras, pela última vez na história mundial, A matter of life and death na sua íntegra".&lt;br /&gt;Fear of the Dark, e a loucura invadiu a sala.&lt;br /&gt;Como que de repente o público presente no Earls Court mostrou-se vivo e eufórico, isto depois de um pequeno adormecimento logo após The longest day/Out of the Shadows (que se deveu, possivelmente, ao facto do novo albúm ser interpretado na íntegra; uns reclamaram outros se deliciaram!).&lt;br /&gt;Depois do novo material regressavam os clássicos bem conhecidos de qualquer fã ou simples apreciador de Iron Maiden.&lt;br /&gt;Seguiu-se o hino: Iron Maiden. Pela primeira vez aparece Eddie. Por trás do estrado da bateria surge um tanque, abre-se a escotilha e aparece a mascote.&lt;br /&gt;Os Maiden vão embora mas hão-de regressar para o encore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressados Bruce incentiva os presentes a cantar os parabéns a Dave Murray.&lt;br /&gt;Um momento de boa disposição onde Dave se mostrou contente e também muito bem humorado.&lt;br /&gt;"Que horas são?"&lt;br /&gt;2 minutes to midnight abre o encore. Outro clássico pelo qual os fãs anseavam há algum tempo.&lt;br /&gt;The evil that men do e Hallowed be thy name e a única forma de descrever estes momentos é loucura total pela parte do público e perfeição pela parte dos Iron Maiden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegámos ao final com a certeza de que estão bem vivos.&lt;br /&gt;Mostraram enorme energia em palco e que não é só o vinho do porto que se quer bem envelhecido.&lt;br /&gt;É impossível transmitir o que se sente num concerto, é possível contar a sua história, que muitas vezes durante as tours sao contadas.&lt;br /&gt;Aqui está a minha... que sentida foi, certamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá os esperamos, pelo menos, em 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matter of... band!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-4576349478611115524?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/4576349478611115524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2007/01/comear-lembrando-o-passado-iron-maiden.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/4576349478611115524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/4576349478611115524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2007/01/comear-lembrando-o-passado-iron-maiden.html' title='Começar lembrando o passado: Iron Maiden, Earls Court, 23 de Dezembro'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/RZqVoYX4oPI/AAAAAAAAAAk/MA_z1gbVtY0/s72-c/IMG_5570.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-116190904802888903</id><published>2006-10-27T01:30:00.000+01:00</published><updated>2006-10-27T01:30:48.030+01:00</updated><title type='text'>Convém esclarecer algumas coisas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Estado Novo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António de Oliveira Salazar tornou-se Presidente do Conselho em 1932, tendo no ano seguinte apresentado uma nova Constituição, que pôs fim à Ditadura Militar, e instaurando o regime a que a propaganda oficial chamou Estado Novo. Apesar de possuir algumas características semelhantes ao fascismo italiano de Benito Mussolini, o Estado Novo nunca se assumiu como sendo fascista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis algumas das características e orientações fundamentais do Estado Novo português:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi criado um partido político oficial, a União Nacional, que transmitia o "espírito da Nação", enquanto que a oposição era duramente reprimida. Quando Marcello Caetano substituiu Salazar alterou o nome União Nacional para Acção Nacional Popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toda a vida económica e social do país foi organizada em corporações. O corporativismo estabelecia um maior controlo do Estado sobre as actividades económicas e dificultava a existência dos Sindicatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O culto a Salazar nunca assumiu as proporções existentes na Itália ou na Alemanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Igreja e o regime caminhavam lado a lado. Com uma ideologia marcadamente conservadora, o Estado Novo orientava-se segundo os princípios consagrados pela tradição: Deus, Pátria, Família, Autoridade, Hierarquia, Moralidade, Paz Social e Austeridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi desenvolvido um projecto ao nível da cultura que pretendeu dar uma certa leveza ao regime e simultaneamente glorificá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A censura aos media procurou sempre não deixar avançar qualquer tipo de rebelião contra o regime, velando sempre pela moral e os bons costumes que Salazar defendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma polícia política, que teve várias designações (PVDE, PIDE, DGS), que perseguia todo e qualquer opositor do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma política colonialista, que afirmava que Portugal como "um Estado pluricontinental e multirracial". Todavia, a partir de 1961, já com muitas pressões internacionais para o país conceder a independência às suas colónias, teve início uma das páginas mais negras da nossa História: a Guerra Colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma política nacionalista a vários níveis, marcada pela máxima "Estamos orgulhosamente sós".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Criação de milícias, uma para defesa do regime e combate ao comunismo, a Legião Portuguesa; outra destinada a inculcar nos jovens os valores do regime, a Mocidade Portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-116190904802888903?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/116190904802888903/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/10/convm-esclarecer-algumas-coisas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/116190904802888903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/116190904802888903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/10/convm-esclarecer-algumas-coisas.html' title='Convém esclarecer algumas coisas'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-116187676405244699</id><published>2006-10-26T13:51:00.000+01:00</published><updated>2006-10-27T01:30:09.420+01:00</updated><title type='text'>Os grandes portugueses; fazer pensar Portugal!</title><content type='html'>Tudo começou com a Pangéia, na era Mesozóica, durante os períodos Jurássico e Triássico. A palavra origina-se do facto de todos os continentes estarem juntos (Pan) formando um único bloco de terra (Geia).&lt;br /&gt;Segundo a teoria da Deriva Continental a Pangéia separou-se nos variados continentes, tal como os conhecemos hoje. A ideia da Deriva Continental surgiu pela primeira vez no final do século XVI, com o trabalho do holandês Abraham Ortelius que era um criador de mapas. No seu trabalho de 1596, Thesaurus Geographicus, Ortelius sugeriu que os continentes estivessem unidos no passado. A sua sugestão teve origem apenas na similaridade geométrica das costas atuais da Europa e África com as costas da América do Norte e do Sul; mesmo para os mapas relativamente imperfeitos da época, ficava evidente que havia um bom encaixe entre os continentes. A ideia, evidentemente, não passou de uma curiosidade que não produziu consequências.&lt;br /&gt;Outro geógrafo, Antonio Snider-Pellegrini, utilizou o mesmo método de Ortelius para desenhar o seu mapa com os continentes encaixados, em 1858. Como nenhuma prova adicional foi apresentada, além da consideração geométrica, a ideia foi novamente esquecida.&lt;br /&gt;A similaridade entre os fósseis encontrados em diferentes continentes, bem como entre formações geológicas, levou alguns geólogos do hemisfério Sul a acreditar que todos os continentes já estiveram unidos, na forma de um supercontinente que recebeu o nome de Pangéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa é a parte ocidental do supercontinente euroasiático. Embora geograficamente seja considerada uma península da Eurásia, os povos da Europa têm características culturais e uma história específica, o que justifica que o território europeu seja geralmente considerado como um continente separado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal (de nome oficial República Portuguesa) fica situado no sudoeste da Europa, na zona Ocidental da Península Ibérica e é o país mais ocidental da Europa, delimitado a Norte e a Leste pelo reino de Espanha e a Sul e Oeste pelo Oceano Atlântico. O território de Portugal compreende ainda os arquipélagos autónomos dos Açores e da Madeira, situados no hemisfério norte do Oceano Atlântico. Durante os séculos XV e XVI, Portugal era a maior potência económica, social e cultural do mundo, com um império que estendia-se em várias colónias pelo mundo. É hoje um país desenvolvido, economicamente próspero, social e politicamente estável e humanamente desenvolvido. Membro da União Europeia desde 1986, é um dos países fundadores da Zona Euro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aqui, com o nosso país, que esta reflexão começa (anteriormente mencionou-se uma mera nota introdutória com objectivo de situar no tempo e no espaço o assunto que se pretende debater).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, este novo programa da RTP, cujo formato foi comprado à BBC, tem por objectivo pôr nas mãos do povo português a eleição do maior português, ou estrangeiro que se tenha fixado em Portugal e que tenha contribuído de alguma forma para ajudar o país.&lt;br /&gt;A proposta, à primeira vista, pode parecer tentadora e ingénua, mas no fundo, bem analisados os factos, não o é. É certo que se trata de um programa de entretenimento e que tanto os resultados como as conclusões que se possam tirar no final das votações vão servir apenas como curiosidade, sendo que todos somos pessoas diferentes e, como tal, os nossos valores e ideias também o são.&lt;br /&gt;No entanto, retirando-lhe o factor de entretenimento, este programa remete-nos para o nosso passado, para a nossa grandiosa história. Leva-nos a reflectir, a pensar sobre o que fomos, o que somos e o que pretendemos ser, ou fazer deste país. &lt;br /&gt;Deixo então aqui uma primeira opinião explícita: em termos de entretenimento é um programa interessante, ao qual devemos dar uma credibilidade subjectiva, não o assumindo com maior seriedade do que merece; em termos culturais é como uma pérola que veio despertar (se não veja-se por toda a parte os debates que surgiram em torno da questão, sendo para isso necessário recorrer a factos históricos, à cultura) um debate cultural extremamente rico e que, de certa a forma, nos pode (ou deveria) ajudar a melhorar, no mínimo os níveis culturais sobre nós próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se fala de história mas não só na história e na política podemos encontrar grandes portugueses. Encontramos na ciência, no desporto, na cultura, etc.&lt;br /&gt;Então porquê mencionar, na maioria, a história?&lt;br /&gt;Porque somos um dos paises que maior influência teve no início da história Mundial, tal como falamos dela hoje. Fomos dos maiores impulsionadores das chamada época das Descobertas, tivemos o mundo na nossa mão, fomos uma das maiores potências mundiais.&lt;br /&gt;A nossa história é um grande motivo de orgulho, como tal é normal que seja tão referida. &lt;br /&gt;É também verdade que nem tudo é perfeito e sempre surgem fases menos boas. No entanto há situações bem piores (por exemplo, e para citar apenas uma, não somos um país de extrema pobreza, não vivemos numa miséria maioritária). &lt;br /&gt;Assim é normal que seja a história a mais referenciada, como dizia, não residindo apenas nela, e em 'heróis falecidos', a nossa grandeza. O velho hábito 'portuga' de dizer que tudo o que é nosso é mau, que se é mau é nosso, que em Portugal nada se faz bem, não é mais que um mito.&lt;br /&gt;A verdade é que tivemos e temos nos dias de hoje grandes personalidades, e que são marcantes, um pouco por todo o mundo. O mal está, talvez, na má gestão do país de há uns largos anos para cá. No entanto, enfatizar o mal fingindo que só ele existe não é o caminho certo. Todos somos portugueses, todos temos culpa, todos podemos ajudar, ou a democracia é apenas no papel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando agora à análise de algumas sugestões da televisão pública podemos encontrar grandes homens, é verdade. (Lembro-me agora de outra questão que surge por parte de quem gosta de gerar polémicas. Fala-se que as mulheres são pouco votadas. É normal, a história foi, até há bem pouco tmepo, maioritariamente, ou totalmente, dominada pela masculinidade. Não é uma questão de desprezo, é uma questão de mentalidades que ainda vai levar anos a ser alterada. No entanto quem não se lembra de uma grande Padeira de Aljubarrota, de Sophia de Mello Breyner, de Hanna Damásio e tantas outras? No entanto, e sejamos sinceros, a sua participação é minoritária, não por isso sem importância.)&lt;br /&gt;Uma personalidade polémica e muito debatida é António de Oliveira Salazar.&lt;br /&gt;Porque não pode ele ser um grande português? Como referi antes, as opiniões são subjectivas. No entanto este senhor não teve apenas o seu lado negativo (que é certo é o mais reconhecido e muitas vezes ajuda a denegrir uma imagem que também muito de bom teve).&lt;br /&gt;Senão atente-se no seguinte (retirado da Wikipédia):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeiro - A caminho do poder&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi seminarista em Viseu. Depois de ter sido excelente na actividade que conduzia[Carece de fontes], mudou-se para Coimbra para estudar Direito (1910). Em 1914 tornou-se bacharel em Direito e em 1916 assistente de Ciências Económicas. Assumiu a regência da cadeira de Economia Política e Finanças em (1917) a convite do professor José Alberto dos Reis, praticando a actividade com uma qualidade nunca antes vista[Carece de fontes] e antes de se doutorar (1918).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este período em Coimbra, materializa o seu pendor para a política no Centro Académico da Democracia Cristã onde faz «amigos» como (Mário de Figueiredo Barbosa, José Nosolini Barbosa, os irmãos Dinis da Fonseca Barbosa, Manuel Gonçalves Cerejeira e o seu irmão Júlio Barbosa, filho de Bissaia Barreto Barbosa); alguns haveriam de colaborar nos seus governos. Combate o anticlericalismo da 1ª República através de artigos de opinião que escreve para jornais católicos. Acompanha Cerejeira em palestras e debates. Enquanto estuda Maurras, Le Play e as encíclicas do Papa Leão XIII e vai consolidando o seu pensamento, vai-o explicitando em artigos que plagia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundo - A pasta das Finanças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a crise económica e a agitação política da 1ª República (que se prolongou inclusive após o 28 de Maio), a Ditadura Militar chamou Salazar em Junho de 1926 para a pasta das finanças; passados treze dias renuncia ao cargo e torna a Coimbra por não lhe haverem satisfeitas as condições que achava indispensáveis ao seu exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1928, após a eleição de Carmona e na sequência do fracasso do seu antecessor em conseguir um avultado empréstimo externo com vista ao equilíbrio das contas públicas reassumiu a pasta. Exigiu controlo sobre as despesas e receitas de todos ministérios. Satisfeita a exigência, impôs forte austeridade e rigoroso controlo de contas, conseguindo um superavit nas finanças públicas logo no exercício económico de 1928-29.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei muito bem o que quero e para onde vou. - afirmara, denunciando o seu propósito na tomada de posse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na imprensa, especialmente a que lhe era favorável, Salazar seria muitas vezes retratado como salvador da pátria. O prestígio ganho, a propaganda, a habilidade política na manipulação das correntes da direita republicana, dos monárquicos e dos católicos consolidavam o seu poder. A Ditadura dificilmente o podia dispensar e o Presidente da República consultava-o em cada remodelação ministerial. Enquanto a oposição democrática se desvanecia em sucessivas revoltas sem êxito, procurava-se dar rumo à Revolução Nacional imposta pela ditadura. Salazar, recusando o regresso ao parlamentarismo da 1ª República, dá a solução: cria a União Nacional em 1931, movimento nacional (na prática o partido único) aglutinador de todos quantos quisessem servir a pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que foi uma ditadura. É verdade que uma ditadura, para quem a vive, não será agradável.&lt;br /&gt;É também, e muitas vezes esta parte é esquecida porque apenas os factos que nos interessam são mencionados, visto que por vezes não existem argumentos para combater os contrários, verdade que Portugal atravessava uma fase de crise e foi eleito pelo povo, democraticamente, um líder de pulso firme.&lt;br /&gt;Necessitavamos de um hoje. Será que não iríamos cair em opressão de novo? Não se sabe, é possível. No entanto quem tem medo de viver não sai de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos depois também os grandes reis, como foi D. Afonso Henriques, fundador do nosso império, D. João II, que nos libertou do domínio espanhol, temos dois dos maiores poetas, Fernando Pessoa e Luís Vaz de Camões, temos Vasco da Gama, José Saramago, prémio nobel da literatura, António Damásio, conceituadíssimo neurologista que conduz investigações nos Estados Unidos, e muitos mais, milhares... &lt;br /&gt;Temos também grandes personalidades a nível desportivo e outros tipos de entretenimento.&lt;br /&gt;No entanto, na minha modesta opinião, considerar um desportista como um grande português é algo estranho. Ter jeito para dar uns pontapés na bola e ganhar milhões não é, para mim, razão para se ser um grande português.&lt;br /&gt;No entanto, são opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia citar uma data de documentos e factos históricos, mas prefiro deixar isso ao critério de cada um.&lt;br /&gt;Deixo um link para pesquisa: &lt;a href="http://www.google.pt/"&gt;Google&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, e em jeito de conclusão, eleger o maior ou melhor português é muito complicado, quase certamente impossível. Ao votarmos num rei não podemos esquecer toda a imensidão de gente por trás dele que permitiu que o seu reinado fosse glorioso.&lt;br /&gt;Existem muitas razões, cada um terá as suas, para eleger um bom português.&lt;br /&gt;Na minha opinião todos podemos ser bons portuguêses. Basta para isso gostar de ser português, ser-se Patriota (amor, dedicação e orgulho pela pátria).&lt;br /&gt;Todos estes, mais ou menos cultos, bons ou maus, são bons portugueses!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo em seguida algumas opiniões recolhidas no fórum da RTP:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2006-10-16 02:36:46   OBVIAMENTE AFONSO HENRIQUES, O PRIMEIRO, O MAIOR&lt;br /&gt;mas há dúvidas quanto ao maior português? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sinceramente, todos os outros podem ser bons, sagazes ou talentosos, mas d. afonso henriques é incomparável, inigualável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele fez tudo por este país: acreditou num reino separado de castela, lutou por essa ideia, fundou PORTUGAL, foi o primeiro português, guerreou contra a propria mãe para defender este país, conquistou 80% do nosso território, estabeleceu os acordos com o papa para reconhecer a legitimidade do reino de portugal, teve o maior reinado de sempre, ah com idade avançada ainda foi salvar o filho ao castelo de ourique... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;genial! nunca, jamais, algum português igualou estes feitos. a ele tudo devemos. OBRIGADO POR PORTUGAL  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mafalda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2006-10-13 15:42:01   liberdade de expressão...&lt;br /&gt;olá todos, pelo o que pôde constatar acho que os portugueses não deviam relatar tanto sobre o facto de Salazar estar nas listas. Não defendo que fosse um grande Portugues, mas fez parte da nossa história, embora que essa parte da história não seja um sucesso e nem um exemplo para a nossa nação. Mas o povo têm o direito á escolha, seja lá quem fôr. Portanto, cada um escolhe aquele(a) que teve grande significado, mas devo confessar que Salazar não irá chegar aos topos, pois não é um Homem que nós tenhamos orgulho enfim mas vivemos noutra era e essa temos o direito á liberdade de expressão, coisa que no tempo de Salazar jamais poderiamos ter... obrigado e boa escolha ...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Sofia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2006-10-13 15:32:23   Essa Pessoa&lt;br /&gt;Fernando Pessoa.Um dos génios do século XX.O único poeta com 3 personalidades(heterónimos), cada uma a mais irreverente.Alberto Caeiro pelo seu sensacionismo;Alvaro de Campos e a sua paixão pelas máquinas e progressos;Ricardo Reis o apaixonado. &lt;br /&gt;Este poeta que "fingia a dor que deveras sentia", esteve, de facto, perto de criar uma outro epopeia, a par com os Lusíadas. A sua obra "Mensagem", retrata na perfeição a história de Portugal."o Brasão", o inicio do Condado Portucalense;"O Mar", retratando os descobrimentos com magnificos poemas exaltando todo o sofrimento durante as navegações; e por fim,e quanto a mim a melhor parte de toda a Mensagem, "O Nevoeiro", em que Fernando Pessoa mostra como Portugal se comportou desde a morte de D.Sebastião. &lt;br /&gt;Sem dúvida alguma que este poeta é, no Modernismo, um Mito, "mito o nada, que é tudo", foi o que foi Fernando Pessoa,passe-se a redundancia, com os seus heterónimos, isto é, foi tudo e foi apenas Fernando Pessoa. &lt;br /&gt;Todo o seu simbolismo, todo o seu melancolismo, todo o seu fingimento deviam fazer parte da boblioteca de cada um.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos Imortais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2006-10-13 15:28:26   Salazar e Soares&lt;br /&gt;Independentemente de cada opinião, Salazar foi um grande português, ou pelo menos, um dos vultos mais marcantes em Portugal. &lt;br /&gt;Eu pessoalmente odeio o Mário Soares pelo que fez na descolinização mas reconheco o direito dele aparecer numa lista destas, pois fez outras coisas que merecem ser enaltecidas (só me lembro da adesão à CEE). &lt;br /&gt;Actualmente é consensual que o que Salazar fez depois da IIGM não foi benéfico para Portugal mas as coisas "más" que fez não podem censurar as coisas "boas" (controle das finanças, fim da bandalheira da 1ª repulbica, decapitação da resistência monarquica, desenvolvimento das colónias, manutenção do império português, etc). &lt;br /&gt;Acho lamentavel também que se julgue TODAS as acções do Salazar pelos valores morais de hoje e não se aplique a mesma atitude em relação a outras figuras! O Afonso Henriques vendeu a Galiza e agrediu a própria mãe, o D. João II e o D. Manuel lixaram os judeus, o D. João IV submeteu à força povos à nossa vontade, o Marquês de Pombal lixou os Tavóra, etc etc... &lt;br /&gt;Tenham bom senso e lembrem-se que é suposto divertir-nos e aprendermos com isto. &lt;br /&gt;A minha escolha seria sempre: &lt;br /&gt;1 - D. Afonso Henriques &lt;br /&gt;3 - D. João IV (assinou um tratado que nos dava parte do mundo... mais que isto é dificil); &lt;br /&gt;2 - D. Dinis (oficializou a língua portuguesa e assegurou desta forma a nossa independencia cultural para sempre); &lt;br /&gt;3 - Vasco da Gama &lt;br /&gt;4 - Afonso Alburqueque (violento mas essencial na altura certa); &lt;br /&gt;5 - Infante D. Henrique &lt;br /&gt;6 - Nuno Alvares Pereira (o homem na altura certa) &lt;br /&gt;7 - Camões &lt;br /&gt;8 - Marquês Sá da Bandeira (aboliu a escravatura e lutou toda a vida); &lt;br /&gt;9 - Mouzinho de Alburquerque (praticamente sozinho manteve Moçambique português e a paga foi morrer na miséria) &lt;br /&gt;10 - Amália Rodrigues &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Bem hajam, portugueses!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-116187676405244699?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/116187676405244699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/10/os-grandes-portugueses-fazer-pensar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/116187676405244699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/116187676405244699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/10/os-grandes-portugueses-fazer-pensar.html' title='Os grandes portugueses; fazer pensar Portugal!'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-115905905958830101</id><published>2006-09-24T01:39:00.000+01:00</published><updated>2006-09-24T01:50:59.603+01:00</updated><title type='text'>UHF: Umas Horas Fantásticas!</title><content type='html'>Quando...&lt;br /&gt;Quando soube que os UHF iam estar no Coliseu dos Recreios sempre afirmei a pés juntos que iria estar na primeira fila. Estive!&lt;br /&gt;Quando entrei no Coliseu corri para a frente, esperei, vi-o encher, senti alguma amargura por não vê-lo totalemnte cheio mas, como diria mais tarde António Manuel Ribeiro 'nós somos uma família'. Poucos, mas bons! A família UHF, sempre leal!&lt;br /&gt;Quando...&lt;br /&gt;Quando se aproximava a hora o nervoso miudinho começava. Era a primeira vez (não por falta de vontade em vê-los mas sim por falta de oportunidade, anteriormente, e porque na altura em que os UHF estavam no topo era eu uma criança ou nem nascido ainda).&lt;br /&gt;Quando o dia amanhece... Quando António Manuel Ribeiro nos declamou a primeira de várias poesias. Há uma força, dentro de ti, dentro de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de clássicos e mais clássicos, músicas da ópera rock, "La pop end rock", ou do novo albúm, "Há rock no cais", com também um inédito, duas horas e um pouco mais se passaram, parecendo que a cada música estavamos no começo, parecendo que António Manuel Ribeiro é agora um jovem no seu auge, que os UHF sempre foram os três jovens e o veterano.&lt;br /&gt;Vários encores que nos faziam sentir que o não desejado final estava perto.&lt;br /&gt;Uma bandeira portuguesa em fundo. A banda a agradecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOi grande, foi imenso, estão de parabéns e emocionou-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado António, obrigado UHF.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-115905905958830101?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/115905905958830101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/09/uhf-umas-horas-fantsticas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/115905905958830101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/115905905958830101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/09/uhf-umas-horas-fantsticas.html' title='UHF: Umas Horas Fantásticas!'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-115729411535793094</id><published>2006-09-03T15:23:00.000+01:00</published><updated>2006-09-03T20:23:00.250+01:00</updated><title type='text'>Kiss of death - Lemmy's alive</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/11/606/1600/kod.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/11/606/320/kod.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que Mr. Kilmister formou os Motorhead, em 1975, que, quando pomos um CD na nossa aparelhagem, modo PLAY, sabemos exactamente o que podemos esperar: 'wild' hard-rock. Hard-rock rasgado, vocalização rouca, 70 minutos de headbanging à mais alta rotação.&lt;br /&gt;No entanto, ao longo dos anos, o som 'Motorheadiano' não foi, sempre, 'mais do mesmo'. Encontramos influências clássicas, hard-rock puro, mais pesado (a roçar mesmo as afinações mais graves), na era Steve Vai um cheiro a speed-power-metal e até mesmo baladas. &lt;br /&gt;No entanto a linha condutora de 'Lemmy rock-style', a lenda viva, está sempre lá. Líricas de guerra, de amor, o que quer que seja. Uma banda rock no verdadeiro sentido da palavra. Gosto pela profissão, vida vivida no extremo, rock no máximo volume: vida selvagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kiss of Death vem na onda dos dois anteriores albúns, 'Inferno' e 'Hammered'. No entanto encontramos nele algumas referências que nos remetem para o mítico 'Ace of Spades'. &lt;br /&gt;Temos a sensação de entrar numa máquina de alta velocidade durante 70 minutos, quebramos as barreiras do som, chegamos ao fim e voltamos ao início. São os Motorhead. Temos a sensação também, e felizmente que assim o é pois uma banda rock nunca deve soar a falsidade, de estar em estúdio com a banda graças à bela produção deste albúm. Se fecharmos os olhos podemos mesmo imaginar que estamos a ver ao vivo a Lenda Viva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lemmy é um animal selvagem à solta. Mais um ícone. &lt;br /&gt;Será que podemos esperar de Motorhead algum fracasso?&lt;br /&gt;Não encontramos muito inovação. No entanto não nos arrependemos quando compramos um albúm. Soa sempre diferente, sempre único, sempre Motorhead.&lt;br /&gt;Enquanto Lemmy viver os Motorhead viverão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a música é feliz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-115729411535793094?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/115729411535793094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/09/kiss-of-death-lemmys-alive.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/115729411535793094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/115729411535793094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/09/kiss-of-death-lemmys-alive.html' title='Kiss of death - Lemmy&apos;s alive'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-115706450947021614</id><published>2006-08-31T23:04:00.000+01:00</published><updated>2006-09-02T13:39:09.753+01:00</updated><title type='text'>A matter of life, death, much more Iron Maiden and a tour</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/11/606/1600/AMOLAD%20ERA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/11/606/320/AMOLAD%20ERA.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Matter of Life and Death.&lt;br /&gt;Já antes tinha falado aqui deste albúm, na altura com saída agendada para 28 de Agosto do presente ano.&lt;br /&gt;Desta vez o albúm está já cá fora. E que albúm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pelo início da história.&lt;br /&gt;Iron Maiden, banda originária de Londres, fundada no início dos anos oitenta por Steve Harris, baixista da banda. Na altura, os Maiden, integravam um movimento apelidado de &lt;em&gt;New Wave of British Heavy Metal&lt;/em&gt; (NWOBHM) que incluía muitas bandas da onda metálica das quais se esperava um renascimento do espírito Metal, com benéficas inovações.&lt;br /&gt;Pois bem, os Maiden foram, sem dúvida, A Banda. Tornaram-se então senhores e reis do Heavy Metal. São reconhecidos por todo o mundo, conhecendo ou não a sua música o nome não escapa a muitos ouvidos. São uma banda com uma imagem sólida, respeitada, de grande qualidade e paixão pelo seu trabalho. Quem disto dúvidas tiver ou não vive neste mundo ou não o quer viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há volta de 25 anos se passaram desde que 'Arry teve a feliz e luminosa ideia de juntar mais quatro tipos com a mesma paixão (presentemente são seis). 25 anos de albúns, de tournées, de sucesso, de insucesso, de muita paixão, dedicação e um nunca baixar os braços. 25 anos de respeito pela maior banda de Heavy Metal à face da Terra. (Apesar de alguns se auto-apelidarem 'kings of metal'.)&lt;br /&gt;Mudanças de formação (quase que obrigatórias na história de qualquer banda), novas ideias, algumas mudanças em relação ao sentido musical sem no entanto se afastarem muito da linha condutora ao fim de todos estes anos: O metal.&lt;br /&gt;É verdade que desde 2000, quando se reuniram Janick Gers, Steve Harris, Nicko McBrain, Dave Murray, Bruce Dickinson e Adrian Smith, (Adrian e Bruce tinham abandonado a banda durante alguns anos para enveredarem por carreiras a solo) que os Maiden ganharam nova força, enveredando também por uma carreira mais na onda do Hard-Rock, chegando mesmo a tocar o rock progressivo com 'A matter of life and death', sem no entanto abandonarem as linhas musicais que definiram desde o inicío a banda, as linhas musicais que nos permitem ouvir um album e independentemente do ano ou da sua sonoridade mais característica dizer com certeza e um sorriso no rosto: "Isto é Maiden!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A matter of life and death' não será um albúm na onda de 'Somewhere in time' ou 'Iron Maiden', que são albúns mais directos tanto em termos líricos como musicais, mas um albúm complexo, coeso, um grande albúm de Maiden que em certas alturas nos faz pensar que estamos a reviver a Piece of Mind-era, Powerslave-era, Somewhere in time-era... Enfim, faz-nos sentir que os Maiden estão bem vivos, que a sua sonoridade pode mudar, pode esconder-se mas que não pode fugir!&lt;br /&gt; (These colours don´t run!)&lt;br /&gt;Em 'Uma questão de vida e morte' encontramos dez temas.&lt;br /&gt;Começamos num mundo diferente, entramos num campo de guerra, contínuamos a combater ao lado de Bruce e companhia, conhecemos um peregrino que insiste em fazer com que a água passe a vinho, voltamos de novo a guerra desembarcando na Normandia, assistimos ao nascimento de um novo ser, reencarnamos com um tipo amaldiçoado, falamos com Deus, conhecemos o senhor da luz e terminamos num legado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será difícil emitir uma opinião concreta sobre um albúm que nem uma semana tem de vida. Cada um, ao longo dos tempos o interpretará da sua forma. No entanto, nesta era musical em que vivemos, não há duvida de que os Iron Maiden apostaram forte e não se renderam (aliás como nunca o fizeram e não irão certamente fazer) às tendências musicais recentes. Maiden é Maiden, eles fazem o que querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/11/606/1600/AMOLAD%20A%20LUPA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/11/606/320/AMOLAD%20A%20LUPA.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;À LUPA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIFFERENT WORLD: Uma abertura bem ao estilo Maiden. Uma entrada poderosa, 'a abrir', um riff orientador ao longo de toda a música, variações melódicas, refrão que entra no ouvido, de cantarolar por dias a fio, letra ao bom estilo Adrian Smith, profunda o suficiente para nos fazer pensar mas não para derreter os miolos. Um solo fantástico que, em minha opinião, é dos melhores do albúm: melódico, simples. Ao bom estilo de Invaders ou Aces High. Um misto de Wicker Man e Wildest Dreams com um final bem mais estrondoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THESE COLOURS DON'T RUN: Um verdadeiro hino, uma homenagem aos soldados que defendem o nosso mundo. Um começo bem calmo que nos ambienta ao campo de batalha. Depois dá-se a passagem para o riff principal, forte, galopado mas não ao velho estilo, um galope moderado (uma das referências escondidas), um ritmo obscuro que nos posiciona numa trincheira. Avançamos aos poucos, combatemos o inimigo, somos atingidos por solos agressivos, um Bruce Dickinson que contínua a mostrar que velho é o Mick Jagger e quem não tem voz é o Robbie Williams. Por fim a vitória. Um repetido 'oh oh oh' que nos faz imaginar uma marcha, um trote. Honrando a pátria, estas cores não fogem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRIGHTER THAN A THOUSAND SUNS: Encontramos nesta terceira faixa um dos pontos chave do albúm. Uma entrada melódica e calma, tal qual explicação do que se vai passar nos próximos minutos. Depois uma passagem para um riff pesado, talvez do mais pesado que encontramos em Maiden (a par do riff da "The reicarnation of Benjamin Breeg). Um ritmo lento mas poderoso. As várias mudanças ao longo de toda a música fazem-nos sentir que esta é mesmo "mais brilhante que mil sóis" de uma forma obscura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE PILGRIM: Mr. Janick Gers já nos tem mostrado o grande talento que é tanto dentro como fora de palco. Como compositor tem-se revelado enorme também. É talvez o elemento que maior diversidade trouxe ao som da banda. Em THE PILGRIM encontramos uma surpresa. Um ritmo 'punchy', uma estrutura mid-tempo. Uma sonoridade a puxar o hard-rock. ALgumas secções rítmicas que nos transportam para a Powerslave-era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE LONGEST DAY: Outro dos pontos altos do albúm. o Dia D, o desembarque na Normandia. Tudo isto envolto num grande ambiente musical. Ambiente também ele obscuro (como será talvez a maioria do albúm...) que acompanha na perfeição a 'poesia' de Bruce Dickinson. Uma música directa mas que pode sempre ser espremida e deitará muito sumo, certamente. O coro liberta-nos, os versos ao longo da música criam-nos um aperto, cortam-nos a respiração. Como é possível sentirmo-nos num campo de batalha, na pele de soldados, apenas com uma música? Basta ouvir para comprovar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUT OF THE SHADOWS: Outra grande surpresa. Esta não nos remete para a guerra mas sim para a felicidade que é o nascimento de um novo ser, espelhando também o mau momento que se vive em toda a parte. Ao bom estilo de Maiden de 'uma no cravo outra na ferradura'. No entanto a música em sí é a surpresa. Uma balada no verdadeiro sentido da palavra. Pode relembrar-nos 'Children of the damnes' ou mesmo 'Remember Tomorrow', no entanto é apenas similar. É uma balada durante todo o tempo que a compõe. Mudanças de ritmo, guitarras acústicas, outro belíssimo solo (muito diferente do que estamos habituados a receber da banda), ritmo calmo durante 5.63 minutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE REINCARNATION OF BENJAMIN BREEG: O single. Uma sonoridade também extremamente pesada que nos leva a pensar se os 'Three amigos' não andaram a brincar com as afinações dos seus instrumentos... Adiante. Uma maldição assombra o nosso amigo Benjamin (que, ao que parece, nos vai ser difícil descobrir quem é, havendo já rumores). A linha musical mantém-se obscura. Regressamos às sonoridades egípcias na que é, para mim, a melhor prestação de Dave Murray no albúm. Destaque para a calmíssima introdução, mais uma vez, e para o 'killer-riff' de abertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOR THE GREATER GOOD OF GOD: Ora bem, mais um épico de Steve Harris. Um 'Arry que já não é o mesmo de 'Rime of the Ancient Mariner' ou 'Hallowed be thy name' mas que, apesar de num estílo mais progressivo, contínua a mostrar porque é que os Maiden apareceram, viveram e vivem. Uma grande música com um conteúdo lírico enorme. Em termos músicais temos uma entrada de baixo sinistra, um ritmo, seguidamente, que nos lembra uma sonoridade bíblica, de igreja. Um Dickinson que canta a 'bandeiras despregadas'. Uma música que muitos fanáticos religiosos deveriam ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LORD OF LIGHT: Sem dúvida a mais agressiva de 'A matter of life and death'. Outro 'killer-riff' numa música que é marcada pelo rápido rapidinho, com algumas quebras rítmicas e melódicas que nos possibilitam um descanço. Esta é a música mais Maidenizada de todo o albúm, numa versão hard-rock da banda. Uma amiga do headbanging.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE LEGACY: Entramos no legado medieval, outra surpresa. Sonoridades medievais que lembram Blackmore's Night, ritmos rasgados, galopes, tudo isto nos envolve numa teia de mentira. É outra obra de arte de Janick Gers. Temos variações enormes de ritmo. Há uns anos nunca seria de esperar um 'track' destes num albúm de Maiden. No entanto o lugar é totalmente merecido. O solo de Janick Gers é fabuloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/11/606/1600/MaidenAMOLADbooklet.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/11/606/320/MaidenAMOLADbooklet.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Concluíndo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bruce Dickinson canta a bandeiras despregadas. O homem já não é um jovem adolescente mas também não é um velho. Grande letrista. O frontman que qualquer banda desejaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nicko McBrain tem, talvez, uma das prestações mais sólidas e de maior qualidade desde que se juntou há banda. O ritmo de bateria é ao longo de todo o albúm muito compacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Steve Harris, o patrãozinho. Finalmente, depois de 18 anos o baixo regressa em força a um albúm da banda. E que regresso. O grande compositor que é também volta a reaparecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- The tree amigos estão melhor que nunca. Desta vez ouvimos claramente três guitarras. Ouvimos ritmos a que anda estávamos habituados, ouvimos velhas marcas sonoras já nossas conhecidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Maiden estão aí e estão em força! Quanto mais velhos melhores estão, à vinho do Porto. A produçãoa  cargo de Kevin Shirley também é merecedora de destaque. A sonoridade da banda está muito compacta em albúm. Captar isso em estúdio não é fácil.&lt;br /&gt;É um albúm que todos os fãs e não apreciadores da banda deveriam ouvir. Iron Maiden na sua versão século XXI. 'This is what I call fuckin music!'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-115706450947021614?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/115706450947021614/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/08/matter-of-life-death-much-more-iron.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/115706450947021614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/115706450947021614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/08/matter-of-life-death-much-more-iron.html' title='A matter of life, death, much more Iron Maiden and a tour'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-115688939981043081</id><published>2006-08-29T22:56:00.000+01:00</published><updated>2006-08-29T23:09:59.823+01:00</updated><title type='text'>Foi há vinte anos</title><content type='html'>Dia 29 de agosto.&lt;br /&gt;Há vinte anos atrás (1986).&lt;br /&gt;Albúm mais experimental da carreira até então. Sonoridade algo comercial. Teclas. Sintetizadores. Não por isso pequena obra de arte.&lt;br /&gt;Estará sempre entre os melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/11/606/1600/Somewhere%20in%20time%20-%20Front.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/11/606/320/Somewhere%20in%20time%20-%20Front.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, Somewhere!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-115688939981043081?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/115688939981043081/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/08/foi-h-vinte-anos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/115688939981043081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/115688939981043081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/08/foi-h-vinte-anos.html' title='Foi há vinte anos'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-113840457633820862</id><published>2006-01-27T23:29:00.000Z</published><updated>2006-01-27T23:29:36.350Z</updated><title type='text'>Quota de música portuguesa aprovada: esperança renasce!</title><content type='html'>Não fosse o assunto estar já terminado, e a lei aprovada, e diria que a questão da quota obrigatoria de música portuguesa na rádio tornar-se-ía tabú, atendendo ao tempo que o assunto tem vindo a arrastar-se.&lt;br /&gt; No entanto, este começou a ser visto cada vez mais como uma realidade quando no dia 16 de Dezembro de 2005, num artigo do Diário de Notícias podia ler-se que  “as rádios nacionais” estavam “dispostas a aceitar quotas de música” e que “segundo declarações do presidente da Associação Portuguesa de  Radiodifusão (APR), José Faustino, (...) o ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva” iria “receber uma proposta de alteração à Lei da Rádio”.  Estas leis incluiam, neste caso incluem, “a aceitação das quotas de música portuguesa que a tutela já tinha defendido anteriormente, e que correspondem a um quarto da programação”.&lt;br /&gt; Segundo uma notícia publicada no jornal online “Cotonete”, a lei foi aprovada no dia 10 de Janeiro de 2006 pela Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura e  prevê que as rádios nacionais passem entre “25 a 40 por cento de música portuguesa na sua programação”. &lt;br /&gt;A quota de música portuguesa será definida todos os anos pelo Governo e deverá ser aplicada entre as 7h e as 20h. No que se refere ao tipo de música a ser transmitido, a lei obriga que 35 por cento do total corresponda a novidades, ou seja, músicas com menos de 12 meses, enquanto 60 por cento será reservado para a «música composta ou interpretada em língua portuguesa por cidadãos dos Estados-membros da União Europeia», ou ainda músicas que ”representem uma contribuição para a cultura portuguesa”. O incumprimento da lei, cuja fiscalização ficará a cargo da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, é punível com multas que oscilam entre os três mil e os 50 mil euros, dependendo da cobertura das rádios. Ainda segundo o “Cotonete”,  relativamente às “excepções previstas na lei, a revista Meios &amp; Publicidade revela que os 35 por cento de “novidades” não são impostos «a rádios que difundam exclusivamente música com mais de um ano», como é o caso do Rádio Clube Português. Também as rádios temáticas, que transmitam géneros musicais que não sejam suficientemente produzido em Portugal não serão obrigadas a seguir à risca as normas da nova legislação. No entanto, caberá à Entidade Reguladora para a Comunicação Social definir quais os critérios que irão qualificar as rádios como temáticas”.&lt;br /&gt;A lei foi aprovada no dia 17 deste mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo: esta medida é extremamente favorável aos músicos portugueses. Há sensivelmente 25 anos que não se assistia, no nosso país, a movimentos que tivessem por objectivo divulgar a música portuguesa, sendo ela de artistas conhecidos ou daqueles mais novinhos que tentam vingar na música. As rádios encontram-se demasiado presas às playlists, nas quais só se encontram as músicas mais recentes de determinado artista, as que fazem correr dinheiro. Não se dá a importância ao album como um todo, sendo assim difícil para os ouvintes tomarem conhecimento de novos trabalhos e, possivelmente, levar à compra do disco (muitos deles com bastante qualidade), sendo que um dos papeis da rádio é o de divulgar música. Assim, abre-se de novo uma janelinha no fundo do túnel para a música portuguesa voltar a ter sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estaremos perante outro “boom” iminente do bom rock português? Há 25 anos foi assim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-113840457633820862?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/113840457633820862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/01/quota-de-msica-portuguesa-aprovada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/113840457633820862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/113840457633820862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2006/01/quota-de-msica-portuguesa-aprovada.html' title='Quota de música portuguesa aprovada: esperança renasce!'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-113128748764721376</id><published>2005-11-06T13:57:00.001Z</published><updated>2005-11-06T15:19:30.693Z</updated><title type='text'>Porque foste, Vai?</title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/100/2793/1024/steve%20film.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/hello/100/2793/400/steve%20film.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 horas: uma entrada de uma hora com uma bela sardinhada que deixou água na boca, três horas seguintes de luzes e, sobretudo, muita acção e som!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no dia 4 de Novembro que Lisboa foi, novamente, presenteada com a presença de um dos melhores, e mais importantes, guitarristas da actualidade (e que certamente já é eterno): senhoras e senhores... STEVE VAI!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à Aula Magna de Lisboa por volta das 19/19.30. Primeiramente fiquei espantado com a quantidade de gente que se encontrava já à porta da Magna, superando, muito largamente, as minhas expectativas sobre o impacto que este senhor da musica tem no nosso país (em relação à sua carreira a solo). &lt;br /&gt;Às 20 as portas exteriores da Magna de Lisboa lá abriram lentamente, não sabíamos nós que mais meia hora nos esperava, já dentro do recinto e em frente às portas que levavam à sala de espectáculos propriamente dita.&lt;br /&gt;20.30, lá entramos. Uns minutinhos e lá chegou a mítica vontade da &lt;em&gt;jolinha&lt;/em&gt; antes do início do espectáculo, mas isso fica cá para mim...&lt;br /&gt;21! Eric Sardinhas! Perdão, Sardinas...&lt;br /&gt;O americano fez jus à famosa expressão "kick some serious ass". Cheio de energia, com uma presença em palco fantástica, Sardinas mostrou-nos toda a sua arte musical, muito baseada em slides, melodias cristalinas ou uns slides rasgados, desde os blues a uma sonoridade algo progressiva, com um final estonteante que começou com uma saida de palco, uma volta atraves da plateia, regresso ao palco, slides com uma garrafa de cerveja e um final puramente Hendrixiano com o palco em chamas e a guitarra a arder. Fantástico!&lt;br /&gt;Sai Eric, entram os técnicos, aproveita-se para recuperar energia enquanto se preparava a entrada de um verdadeiro Gentleman.&lt;br /&gt;Uma voz surgiu a anunciar Steve Vai, as luzes apagaram por completo, ouvi-se um som de baixo e eis que aparece Steve Vai, guitarra de dois braços nas mãos, um lenço na cabeça e um vestuário que fazia lembrar um samurai. &lt;br /&gt;E lá estava o guerreiro com a sua arma!&lt;br /&gt;Depois de dois temas (se não me engano), surgiu o primeiro agradecimento e o diálogo com o público. E aqui começava a notar-se a arte de comunicar, que não está presente apenas através da guitarra mas também na voz de Vai. Apresenta a banda, faz umas piadas com Prince e canta, em falseto, o refrão de "Little red corvette", e voltamos à música. &lt;br /&gt;O tempo ía passando, Steve desfilava, dançava, movia-se ao som da sua guitarra com uma sensualidade enorme, um estilo muito rock'n'roll e uma ventoínha (?) que insistiu ao longo da noite em levantar-lhe o cabelo (tudo conjugado para o fazer brilhar, na noite que era dele). &lt;br /&gt;Mas, ao contrário do que se esperava, talvez, a noite não foi de Steve, mas de todos os presentes na sala. A interacção muito bem disposta constante com o público, os solos que proporcionou a todos os músicos da sua banda, o dueto com o baterista, o retorno de Sardinas para uma jam, como lhe chamou, o encore, For the love of god, o sentimento de que estava prestes a acabar, o final, e Steve, claramente emocionado a agradecer ao público português, com uma mão sobre o coração. Uma noite inesquecível que deixa água na boca... Steve, Vai mas volta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-113128748764721376?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/113128748764721376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/11/porque-foste-vai_113128748764721376.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/113128748764721376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/113128748764721376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/11/porque-foste-vai_113128748764721376.html' title='Porque foste, Vai?'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-112111529791840960</id><published>2005-07-11T21:53:00.000+01:00</published><updated>2005-07-11T21:54:57.926+01:00</updated><title type='text'>O supergrupo Led Zeppelin</title><content type='html'>Os Led Zeppelin venceram uma sondagem para eleger os melhores músicos de sempre, formando um autêntico supergrupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro elementos da banda, Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham, ficaram em primeiro lugar em cada uma das categorias individuais da sondagem, relativas ao melhor vocalista, guitarrista, baixista e baterista de sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 3500 pessoas participaram na sondagem da rádio Planet Rock, elegendo Plant como o maior vocalista, à frente de Freddie Mercury, dos Queen, e Paul Rodgers, dos Free, que se encontra em digressão com os Queen. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Este resultado é fantástico. Os ouvintes podiam ter votado em qualquer artista de rock clássico quando lhes foi pedido para criarem um supergrupo», explica o radialista Trevor Dann, da Planet Rock, em relação à vitória dos Led Zeppelin. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Cantor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Robert Plant (Led Zeppelin)&lt;br /&gt;2. Freddie Mercury (Queen)&lt;br /&gt;3. Paul Rodgers (Free, Bad Company)&lt;br /&gt;4. David Coverdale (Deep Purple, Whitesnake)&lt;br /&gt;5. Ian Gillan (Deep Purple)&lt;br /&gt;6. Bon Scott (AC/DC)&lt;br /&gt;7. Ronnie James Dio (Rainbow)&lt;br /&gt;8. Stevie Nicks (Fleetwood Mac)&lt;br /&gt;9. Roger Daltrey (The Who)&lt;br /&gt;10. Bono (U2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Guitarrista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Jimmy Page (Led Zeppelin)&lt;br /&gt;2. Slash (Guns N' Roses)&lt;br /&gt;3. Ritchie Blackmore (Deep Purple)&lt;br /&gt;4. Jimi Hendrix&lt;br /&gt;5. Angus Young (AC/DC)&lt;br /&gt;6. Gary Moore&lt;br /&gt;7. Brian May (Queen)&lt;br /&gt;8. Joe Satriani&lt;br /&gt;9. Steve Vai&lt;br /&gt;10. David Gilmour (Pink Floyd)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Baixista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. John Paul Jones (Led Zeppelin)&lt;br /&gt;2. John Entwistle (The Who)&lt;br /&gt;3. Chris Squire (Yes)&lt;br /&gt;4. Phil Lynott (Thin Lizzy)&lt;br /&gt;5. Geddy Lee (Rush)&lt;br /&gt;6. Jack Bruce (Cream)&lt;br /&gt;7. Steve Harris (Iron Maiden)&lt;br /&gt;8. Lemmy (Motorhead)&lt;br /&gt;9. Geezer Butler (Black Sabbath)&lt;br /&gt;10. Roger Waters (Pink Floyd)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Baterista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. John Bonham (Led Zeppelin)&lt;br /&gt;2. Neil Peart (Rush)&lt;br /&gt;3. Keith Moon (The Who)&lt;br /&gt;4. Cozy Powell (Black Sabbath, Rainbow)&lt;br /&gt;5. Phil Collins (Genesis)&lt;br /&gt;6. Ginger Baker (Cream)&lt;br /&gt;7. Ian Paice (Deep Purple)&lt;br /&gt;8. Roger Taylor (Queen)&lt;br /&gt;9. Dave Grohl (Nirvana/Foo Fighters)&lt;br /&gt;10. Eric Carr (Kiss)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: &lt;a href="http://www.cotonete.iol.pt"&gt;www.cotonete.iol.pt&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-112111529791840960?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/112111529791840960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/07/o-supergrupo-led-zeppelin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/112111529791840960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/112111529791840960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/07/o-supergrupo-led-zeppelin.html' title='O supergrupo Led Zeppelin'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-112084806775845486</id><published>2005-07-08T19:38:00.000+01:00</published><updated>2005-07-08T19:43:33.390+01:00</updated><title type='text'>"O uso da Net ou a possibilidade de sermos o outro que sonhamos"</title><content type='html'>Algo interessante que achei que deveria partilhar. &lt;br /&gt;Para evitar as tentações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt;30 Maio 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há jovens que se escondem atrás de um computador para comunicar com outros, faltam às aulas e preferem ficar online do que usufruir de uma noite de sono. Marta Bastos, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), que tem vindo a analisar a relação dos estudantes universitários com a Internet, considera que este comportamento apresenta sintomas patológicos que permitem classificar este tipo de pessoas, do ponto de vista psicológico, como amedrontadas. Mas nem todos são assim: existem alunos que usam a Net como mero meio de pesquisa e lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet acaba por ser um instrumento na construção de uma nova identidade. Segundo a pesquisa desenvolvida por Marta Bastos, enquanto os indivíduos seguros do ponto de vista emocional usam a rede como um meio de trabalho ou de lazer, os outros encontram aí um refúgio e um meio de construção de um outro eu. Os indivíduos inseguros, refere a investigadora, têm uma imagem negativa de si próprios. Daí a enorme expectativa que colocam no anonimato que as novas tecnologias proporcionam. Estas dão a oportunidade de «experimentar on-line diferentes personalidades».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade é criada pelo seu próprio perfil de comportamento na vida real. Em geral, são «tímidos, vivendo com medo de ser rejeitados, preocupados com a possibilidade de os outros não gostarem deles, que os vejam como pouco atraentes e aborrecidos». De facto, aponta Marta Bastos, este género de utilizador tem mais dificuldades em criar relações românticas devido ao medo de se expor. Na Web há sempre alguém numa sala de chat disposto a entabular conversa e, acima de tudo, o risco de rejeição é praticamente inexistente.&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: &lt;a href="http://www.psicologia.com.pt/"&gt;Psicologia.com.pt&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-112084806775845486?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/112084806775845486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/07/o-uso-da-net-ou-possibilidade-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/112084806775845486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/112084806775845486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/07/o-uso-da-net-ou-possibilidade-de.html' title='&quot;O uso da Net ou a possibilidade de sermos o outro que sonhamos&quot;'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-111400044211682591</id><published>2005-04-20T13:33:00.000+01:00</published><updated>2005-04-24T00:44:22.566+01:00</updated><title type='text'>Ratzinger: o fascismo religioso</title><content type='html'>"O prelado, encarregado oficialmente de guardar a pureza da doutrina, descreve o rock como «expressão de paixões elementares que, nos grandes concertos musicais, assumiu carácter de culto, ou melhor de contra-culto que se opõe ao culto cristão».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusa o rock de querer falsamente «libertar o homem por um fenómeno de massa, perturbando os espíritos pelo ritmo, o barulho e os efeitos luminosos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à música pop, «ela já não é mais apoiada pelo povo». «Trata-se na minha opinião, de um fenómeno de massa, de uma música produzida com métodos e a uma escala industrial e que se pode qualificar desde já de culto da banalidade», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prelado acusa ainda a música de ópera de ter «corroído o sagrado» no século passado e cita a esse propósito o papa Pio X que, no início do século, «tentou afastar a música de ópera da liturgia»."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas dois comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º - Felizmente que a condição de Papa não dá o direito de modificar/criar leis;&lt;br /&gt;2º - A religião, com este novo Papa, volta a tornar-se um centro de fanatismo que tem como objectivo obrigar todos os crentes a acreditar simplesmente nas explicações religiosas negando tudo o resto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-111400044211682591?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/111400044211682591/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/04/ratzinger-o-fascismo-religioso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/111400044211682591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/111400044211682591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/04/ratzinger-o-fascismo-religioso.html' title='Ratzinger: o fascismo religioso'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-111340911973187634</id><published>2005-04-13T17:00:00.000+01:00</published><updated>2005-04-13T17:49:42.636+01:00</updated><title type='text'>Há rock no cais: uma crítica</title><content type='html'>Pois é, finalmente já saiu.&lt;br /&gt;Depois da primeira data anúnciada (14 de Março), e devido "às negociações com duas distribuidoras que se disponibilizaram a licenciar 'Há Rock No Cais'", o rock finalmente chegou, a 11 de Abril, ao "cais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de La Pop End Rock a meta dos UHF encontrava-se elevada. Criar um sucessor digno da ópera rock não seria fácil, mas os UHF fizeram-no ao seu melhor estilo. Um albúm que marca certamente o regresso às origens da banda de Almada, liderada por António Manuel Ribeiro. O rock nú e cru, ao velho estilo de "À flor da pele", está de volta numa altura em que o rock português comemora 25 anos, depois dos êxitos "Chico Fininho" e "Cavalos de corrida". &lt;br /&gt;Canções "formato música de 3 minutos" que são como um "soco", como disse AMR na ante-estreia do albúm, com uma lírica ao estilo de AMR: marcante, forte e com muito sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa altura em que os UHF não têm (ou tinham), certamente, a mesma popularidade de início de carreira, caindo por vezes em esquecimento, ou desconhecimento nos casos de gerações recentes, junto das multidões, "Há rock no cais" é uma lufada de ar fresco, que poderá catapultar de novo a banda para os tops nacionais, e dar ao rock português o "empurrão" de que estava a precisar mas que as bandas mais recentes não eram capazes de dar sem uma pequena ajuda.&lt;br /&gt;Esperamos assim que o nosso bom rock tenha ainda muitas palavras a dizer, e que este albúm seja o início de uma nova fase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-111340911973187634?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/111340911973187634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/04/h-rock-no-cais-uma-crtica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/111340911973187634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/111340911973187634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/04/h-rock-no-cais-uma-crtica.html' title='Há rock no cais: uma crítica'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-111340802340936500</id><published>2005-04-13T16:56:00.000+01:00</published><updated>2005-04-13T17:00:23.410+01:00</updated><title type='text'>Mais Blogues</title><content type='html'>Dois blogues que descobri através do blogue Canal Maldito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rockemportugal.blogspot.com/"&gt;Rock em Portugal&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://metalincandescente.blogspot.com/"&gt;Metal Incandescente&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é virado para a história do rock português. Com capas de albúns e algumas histórias interessantes, indispensável aos fãs do rock que por cá se faz.&lt;br /&gt;O segundo, e tal como o nome indica, é um blogue sobre Metal. Notícias, informações, crónicas, tudo relacionado com metal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-111340802340936500?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/111340802340936500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/04/mais-blogues.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/111340802340936500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/111340802340936500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/04/mais-blogues.html' title='Mais Blogues'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-110857808824038601</id><published>2005-02-16T18:16:00.000Z</published><updated>2005-02-16T23:04:57.160Z</updated><title type='text'>Uma Hora Fantástica (no estúdio)</title><content type='html'>(AVISO: O não conhecimento da carreira da banda UHF poderá levar à não compreensão do texto que se segue.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/100/2793/1024/47_big.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/100/2793/400/47_big.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou em 1978, sem &lt;strong&gt;hesitar&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Seguiu-se &lt;strong&gt;o primeiro concerto&lt;/strong&gt;. Exclamaram "aqui vamos nós, &lt;strong&gt;sem disfarce&lt;/strong&gt;!".&lt;br /&gt;No ano seguinte &lt;strong&gt;a morte saiu à rua&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Jorge morreu&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Seguiram-se, mais tarde, 3 dias. No Porto e em Cascais (2), rock em corrida sempre a rolar. Joey, I'll remember you!&lt;br /&gt;Soltaram os cavalos numa louca correria. &lt;br /&gt;Ouviram-se aplausos. &lt;br /&gt;Picavam-se os cavalos e continuava a corrida.&lt;br /&gt;Em abril de 1981, &lt;strong&gt;os putos vieram divertir-se&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;De segunda até sexta, é malhar, é malhar&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;Na &lt;strong&gt;rua do carmo&lt;/strong&gt; encontraram &lt;strong&gt;Geraldine&lt;/strong&gt;. "&lt;strong&gt;Toca-me&lt;/strong&gt;", pediu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ébrios&lt;/strong&gt;. Rolou a roleta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sonhos na estrada de Sintra&lt;/strong&gt;, mas eu já vi &lt;strong&gt;este filme&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Bastava &lt;strong&gt;uma palavra tua&lt;/strong&gt;, que &lt;strong&gt;tanto me atrais&lt;/strong&gt;, mas &lt;strong&gt;ao fim de tanto tempo&lt;/strong&gt; pediu "&lt;strong&gt;foge comigo maria&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando&lt;/strong&gt; deram pelo andar, estavam &lt;strong&gt;na fronteira&lt;/strong&gt;. Decididos a voltar, perderam-se em &lt;strong&gt;noites lisboetas&lt;/strong&gt;. "&lt;strong&gt;Dança comigo&lt;/strong&gt;" pedia a &lt;strong&gt;fã número um&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;Estou de passagem&lt;/strong&gt;" disse ele. "O mais que posso é beber &lt;strong&gt;um copo contigo&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;Rolaram palavras. Tudo acabou &lt;strong&gt;na tua cama&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Escolheram a estrada certa, tudo aquilo valia a pena, por um som rebelde e marginal. Dava-lhes verdadeiro gozo. Exclamou: "Sou do rock, sou do blues!".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A lágrima caiu&lt;/strong&gt;, chorou &lt;strong&gt;a noite inteira&lt;/strong&gt;. Feriu até à dor.&lt;br /&gt;Foi &lt;strong&gt;modelo fotográfico&lt;/strong&gt;. Fez tudo &lt;strong&gt;por uma guitarra eléctrica&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Ouviu &lt;strong&gt;o conselho da fada&lt;/strong&gt;. Foi &lt;strong&gt;do céu ao inferno&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;No fim, &lt;strong&gt;La pop end rock&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;End Rock?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não... Ainda há muito rock no cais.&lt;br /&gt;Afinal, ainda me matas com o teu olhar. &lt;br /&gt;E eu daria tudo por UHF (uma hora fantástica).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-110857808824038601?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/110857808824038601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/02/uma-hora-fantstica-no-estdio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110857808824038601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110857808824038601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/02/uma-hora-fantstica-no-estdio.html' title='Uma Hora Fantástica (no estúdio)'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-110789198911892107</id><published>2005-02-08T19:46:00.000Z</published><updated>2005-02-08T20:02:16.696Z</updated><title type='text'>Quase 6 anos depois: esquecido ou relembrado?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/100/2793/1024/Everest_cresta_nord_est.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/100/2793/400/Everest_cresta_nord_est.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Garcia, alpinista portugês de 37 (ou 38) anos, tem no seu currículo já 5 "oito mil", para além de muitas outras montanhas espalhadas pelos vários continentes.&lt;br /&gt;"Oito mil" é o nome que se dá às 14 montanhas com mais de 8000 metros de altitude, as únicas existentes à face da Terra. Situam-se na cordilheira dos Himalaias e do Karakorum. O Monte Evereste é o "líder" de altitude obtendo uma marca de 8850 metros medidos em desnível.&lt;br /&gt;Sendo a montanha mais alta, e a que mais se eleva acima dos 8000 metros (acima dos 8000 metros encontra-se a zona da morte, assim denominada pois acima desta altitude é praticamente impossível a existência de vida sem recorrer a garrafas de oxigénio), é também das mais difíceis de alcançar o cume.&lt;br /&gt;João Garcia alcançou, após outras tentativas falhadas, em 18 de Maio de 1999, o cume de um dos picos mais importantes do alpinismo mundial: Evereste.&lt;br /&gt;Juntamente com o amigo e companheiro de expedição, Pascal Debrouwer (que morreria na descida do cume), organizou toda a expedição que os levaria ao mais prestigiado cume do alpinismo.&lt;br /&gt;Após a sua ascenção foram muitas as entrevistas, muito se escreveu sobre tal feito/tragédia.&lt;br /&gt;Ao fim de seis anos, certamente, muito poucos se lembram. Na altura, possivelmente, o mesmo passou ao lado de outros tantos.&lt;br /&gt;Seguidamente deixo dois artigos interessantes, retirados do jornal "Público":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                         -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DE PÉ NO TECTO DO MUNDO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Luís Francisco  PÚBLICO&lt;br /&gt;Quinta-feira, 20 de Maio de 1999&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há montanhas tecnicamente mais exigentes, outras mais bonitas e tantas mais acessíveis. Mas nenhuma mais alta. São muito poucas as pessoas que conseguiram a proeza de estar de pé no tecto do mundo. Desde terça-feira, uma delas é o português João Garcia. &lt;br /&gt;Imagine-se uma gigantesca pirâmide triangular de rocha e gelo, com três arestas e outras tantas faces escarpadas. Na sua base, gigantescos glaciares cavalgam os vales com toneladas de gelo em constante convulsão. Lá no alto, a 8848m, sopram os ventos de altitude que costumam amparar os aviões a jacto nas rotas comerciais. Eis o monte Evereste, ponto culminante da cadeia dos Himalaias e do planeta, um íman para todos os montanhistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terça-feira, João Garcia, de 31 anos, tornou-se o primeiro português a alcançar o cume da montanha suprema. Fê-lo sem recorrer a garrafas de oxigénio, o que torna a tarefa ainda mais ciclópica: naquelas altitudes, o ar rarefeito só oferece um terço do oxigénio disponível ao nível do mar, pelo que qualquer esforço se torna esgotante. Só mesmo uma excelente condição atlética e uma vontade férrea, aliadas a uma aclimatação bem programada, permitem entrar e sair da chamada “zona da morte” sem danos físicos irreversíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas notícias oriundas da montanha davam conta que Garcia e o seu parceiro de escalada, o belga Pascal Debrouwer, estavam a descer em boas condições. Uma fase sempre difícil, porque o cansaço pesa e é preciso resistir à sensação do dever cumprido, em altitudes onde o cérebro humano funciona apenas a um terço da sua capacidade normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rota de Mallory&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar os riscos da altitude e das condições meteorológicas (os da própria escalada são inevitáveis), as expedições aos Himalaias e à cordilheira subsidiária do Caracórum — onde se situam todos os 14 picos com mais de 8000m do mundo — adoptaram procedimentos muito ritualizados. No fundo, utilizaram um estilo próprio, chamado himalaiano, por contraste com o mais leve e rápido estilo alpino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia é montar sucessivamente uma série de acampamentos nas encostas da montanha, descendo sempre para um acampamento-base, situado a uma altitude “confortável” — no caso do Evereste, 5200m. Mas o assalto ao cume tem de ser feito ao ritmo alpino, ou seja, com a menor carga possível e em tempo limitado. Depois de montar a infra-estrutura de suporte, os alpinistas descansam um pouco e depois lançam-se “a correr” montanha acima e montanha abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Evereste foram já traçadas várias rotas de escalada. A mais usada é a que permitiu a primeira ascensão bem sucedida: a de Hillary e Tensing em 1953. É a mais curta, já que “sai” do desfiladeiro sul, a 7896m, entre o Evereste e o seu irmão gémeo, o Lhotse (8501m), e progride pela crista sudeste sem grandes dificuldades técnicas até ao cume. A crista oeste, mais longa e difícil, e as faces norte (3000m de desnível), sul (2000m de desnível e extremamente técnica) e leste (quase inexplorada, apenas com uma dificílima via aberta em 1983) são outras tantas opções de escalada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expedição de João Garcia — tal como as de dois anos anteriores, em que o português não conseguiu atingir o seu objectivo — escolheu uma outra rota, a que passa pelo desfiladeiro norte e segue a linha que encontra a crista nordeste a 8400m. Daí para o cume, há ainda que vencer duas grandes dificuldades de escalada, os primeiro e segundo degraus, como são conhecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também por este caminho que o malogrado George Mallory e o seu companheiro Andrew Irvine se lançaram em 1924. Ninguém sabe se conseguiram chegar ao cume e nunca mais se soube deles. Este ano, o corpo congelado de Mallory foi descoberto a 8290m de altitude, ainda vestido com as roupas que hoje ninguém usaria para ir à praia num dia de Inverno. Dele ficou o mito e uma grande frase. Quando lhe perguntaram porque queria escalar o Evereste, respondeu apenas: “Porque está ali.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                         -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SUBIDA  AO  EVERESTE:  " UMA  COISA  TÃO  INUMANA "&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Teresa Firmino  PÚBLICO&lt;br /&gt;Sabado, 29 de Maio de 1999&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu ao cume do mundo e foi quase como se tivesse entrado noutra realidade — numa dimensão em que o oxigénio, de tão rarefeito, mal chega ao cérebro. João Garcia, o primeiro alpinista português no topo do Evereste, fala como se tivesse estado fora da Terra. Conta como tudo se tornou tão confuso e lento que não pôde tirar prazer desse momento alucinante. E como, por pouco, não tirava sequer uma fotografia. &lt;br /&gt;Aos 31 anos, João Garcia garantiu um lugar de destaque na história nacional: pela primeira vez, a 18 de Maio de 1999, um português atingiu o ponto mais alto da Terra, o mítico Evereste, a 8848 metros de altitude. Sem o auxílio de oxigénio. Foi a terceira vez que o tentou, mas desta vez chegou lá ao alto ao fim da tarde. Ficou ali quase três horas. No regresso, quase morria. O gelo queimou-lhe as mãos, os pés e o nariz. Agora está muito cansado e mais magro. O companheiro de escalada, o belga Pascal Debrouwer, de quem era sócio na empresa de “trekking” Montagnes du Monde, nunca mais regressará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em Katmandu, a capital do Nepal, João Garcia, numa conversa por telefone com o PÚBLICO, falou ontem das sensações de uma viagem aos limites da Terra e da tristeza que o invadiu pela perda de um amigo. Hoje, regressa à Europa para tratar, num hospital espanhol especializado, as queimaduras provocadas pelo gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÚBLICO — Como se sente fisicamente? Como estão os seus dedos e nariz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOÃO GARCIA — Também gostava de saber como estão. Amanhã [hoje], regresso à Europa e vou para um hospital universitário, especializadíssimo em “geluras”. Tenho lesões graves. Não quero ser pessimista, mas receio que me possam ser amputadas as pontas de alguns dedos. No nariz não é grave, nos pés também não. Basicamente, foi na mão. Mas cá dentro, a coisa não está boa. Agora não consigo apreciar... O preço foi tão alto, tão alto... A morte do Pascal [Debrouwer]...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se diz é que Pascal Debrouwer caiu da encosta e que andam à procura do corpo. Confirma isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa montanha como o Evereste, pode-se procurar um corpo, mas nunca se consegue trazê-lo. O corpo acaba de tal maneira mutilado, congelado, que fica literalmente colado. As temperaturas são tão baixas que, se puxarmos por um braço, podemos ficar com ele na mão. Acho pouco provável que encontrem o corpo dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu na descida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrasámo-nos na descida. Tivemos de passar uma noite de bivaque [acampamento provisório] — ou seja, não conseguimos chegar ao acampamento mais alto, o campo 3. Um de nós foi mais para a frente, o outro ficou para trás. E a falta de oxigénio no cérebro não perdoa. Já não funcionamos a 100 por cento. Ao vir para baixo, já vínhamos muito confusos, chamemos-lhe assim. Ele enveredou por um caminho diferente e, pelo que dizem, caiu directamente da Face Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a certa altura, desceram separados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vínhamos juntos e a dada altura ele já não me acompanhava. Havia momentos em que eu parava e ele apanhava-me. Mas houve uma altura em que deixou de me acompanhar e obrigou-me a “bivacar”. No dia seguinte, não sabia dele. Não sabia se estava para cima, se estava para baixo. E, como a gente diz, fiz-me à vida, porque já é uma questão de sobrevivência. Quando cheguei ao campo 3 é que soube, via rádio, pelos colegas acampados, que estavam a tentar enviar gente fresca, a pagar a “sherpas” para irem lá acima buscá-lo, levar-lhe oxigénio... qualquer coisa, para trazê-lo para baixo. O resgate foi para a frente. Mas, por azar, ele enganou-se no caminho e veio por um trilho extremamente perigoso. E aos olhos de dois “sherpas”, resvalou e caiu. Eram “sherpas” de uma expedição italiana, que foram para lá aliciados por dinheiro da nossa expedição. Ainda tentei fazer qualquer coisa, mas já não tinha forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ainda não conseguir dar valor à escalada do Evereste, o que sentiu quando chegou ao ponto mais alto da Terra sem oxigénio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente, não sei. Andarmos sem oxigénio a 8800 metros é uma coisa alucinada, tão inumana. Raciocinamos a 50 por cento. E ali há tantas preocupações: de querer voltar para baixo, de tempo, de tirar uma fotografia. E há muito cansaço. Temos um rendimento de oito a dez respirações e um passo, oito a dez respirações e outro passo. É tudo tão lento que não apreciamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vale o esforço, é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é aquilo que faço... Claro que vale o esforço, porque quando voltamos cá abaixo — nós, os que voltamos —, aí raciocinamos a 100 por cento e podemos apreciá-lo. Mas quando estamos lá em cima, não... porque estamos num meio que não foi feito para nós. É uma coisa completamente alucinante, ao ponto de, àquela altitude — e qualquer médico explica isso —, perdermos neurónios por falta de oxigenação. Ainda não estou bem para poder explicar isto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo é que ficaram lá em cima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda demorou umas três horas. Antigamente, existia lá um tripé. As fotos famosas têm sempre aquele tripé, levado para medir o Evereste, com uma série de reflectores laser. Porque cá em baixo na Terra... [hesita e ri-se] pois, na Terra... nos campos base no lado chinês e no lado nepalês, uns aparelhos reflectiam lasers. E esse tripé desapareceu. De maneira que há ali uma série de relevos que parecem outros cumes, e foi preciso quase subir a todos para ver qual deles é o mais alto. Claro que há uma forma mais fácil de detectar isso: é ver qual é o cume mais sujo, com mais detritos abandonados, com mais garrafas de oxigénio vazias. Esse foi o que me pareceu óbvio. Mas demorámos cerca de três horas lá em cima. Estávamos muito cansados. Sentámo-nos e ficámos ali pasmados a respirar. Ofegantes, ofegantes, ofegantes... E este é um dos grandes perigos... ficarmos ali naquela pasmaceira, inertes, sem reacção. Assim uma pessoa pode morrer. Escalar uma montanha com mais de 8000 metros sem oxigénio, como o Evereste, tem estes perigos. É preciso uma grande força de vontade para querer voltar à Terra, para voltar à vida. Não é por acaso que, dos 800 e tal que escalaram o Evereste, só 60 é que escalaram sem oxigénio. E destes 60, metade morreram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas finalmente, ao fim de três horas, encontraram o cume mais sujo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, com uma série de garrafas de oxigénio vazias. Tirámos a fotografia do cume e viemos para baixo. Já viemos atrasados, e fomos apanhados pela noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá de cima, olhou para a Terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase essa a sensação... porque a nossa visão fica adulterada. Olhamos é para o horizonte. Lá em cima, gostaria de ter reconhecido os glaciares que levam à base da montanha, mas não consegui lembrar-me de todas as coisas que gostaria de ter feito. Aliás, por pouco não tirávamos a fotografia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                         -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, e com a cooperação da amiga e jornalista Berta Rodrigues, João G. escreveu "A mais alta solidão", onde relata toda a sua história.&lt;br /&gt;No prefácio, de Miguel Sousa Tavares, encontramos uma frase curiosa: "Na próxima Primavera, quando o João Garcia estiver outra vez agarrado às paredes e à neve de outro "oito mil", o Annapurna ou o K2, quando lá do alto contemplar um planeta inteiro a seus pés e adivinhar a multidão de seres humanos que o habitam, deixará lá em cima mais um bocado de si mesmo, antes de voltar para baixo, onde os deuses já não se tocam de perto e nenhuma solidão, entre todas as solidões do mundo, procura a sua razão tão alto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem acredita vale sempre a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-110789198911892107?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/110789198911892107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/02/quase-6-anos-depois-esquecido-ou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110789198911892107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110789198911892107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/02/quase-6-anos-depois-esquecido-ou.html' title='Quase 6 anos depois: esquecido ou relembrado?'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-110762249170229793</id><published>2005-02-05T16:54:00.000Z</published><updated>2005-02-05T16:57:31.716Z</updated><title type='text'>Uma aventura para lá dos horizontes: Vinson Massif, Antárctida </title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/100/2793/1024/vinson3.1.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/100/2793/400/vinson3.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-110762249170229793?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/110762249170229793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/02/uma-aventura-para-l-dos-horizontes_05.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110762249170229793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110762249170229793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/02/uma-aventura-para-l-dos-horizontes_05.html' title='Uma aventura para lá dos horizontes: Vinson Massif, Antárctida '/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-110745598860516402</id><published>2005-02-03T18:22:00.000Z</published><updated>2005-02-03T18:39:48.606Z</updated><title type='text'>Afinal um simples frango pode ser um Dinossauro!</title><content type='html'>É verdade! &lt;br /&gt;Uma revelação de estudos bem recentes informa-nos que os Dinossauros podem não estar totalmente extintos. Pode ser estranho mas parece credível.&lt;br /&gt;Não estando presentes as suas características mais evidentes, como é óbvio, estes seres podem ter evoluido para a forma de ave. Ou seja, as simples aves como as conhecemos hoje podem muito bem derivar dos Dinossauros.&lt;br /&gt;Isto tudo remonta a um estudo das características dos seres primitivos, que mostram que alguns já possuiam um tipo de penas e asas, mesmo que pouco desenvolvidas. &lt;br /&gt;Assim, ao comermos um frango, podemos estar a comer uma forma evoluída de um Pterodactyl. Engraçado...&lt;br /&gt;O termo "dinossauro" tem um significado aproximado de "lagarto terrível", significado este que não se adequará, totalmente, aos Dinossauros, visto estes serem geralmente herbívoros, dóceis, e conviverem em conformidade entre eles.&lt;br /&gt;No entanto também existiram os carnívoros, para destoar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluíndo: possivelmente (e muito certamente, talvez), estes gigantescos seres nunca deixaram de habitar a face do nosso planeta sem deixar vestígios da sua passagem. Está provado por fósseis e pegadas descobertas na actualidade. Para além disto, temos ainda as teorias evolucionistas de Charles Darwin, das quais se destaca a selecção natural. Assim, tudo leva a crer que os Dinossauros simplesmente foram evoluindo de forma a facilitar a sua adaptação ao longo dos tempos, e, consequentemente, às várias mudanças de ambiente. Afinal eram animais e também se reproduziam, logo não é muito credível que tenham deixado de existir devido à queda de um meteorito (para mim isto é apenas uma forma de conformismo, visto não haver uma explicação concreta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os frangos são Dinossauros, portanto tratem-nos bem. Principal cuidado quando os comerem... não vão eles comer-vos a vós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-110745598860516402?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/110745598860516402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/02/afinal-um-simples-frango-pode-ser-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110745598860516402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110745598860516402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/02/afinal-um-simples-frango-pode-ser-um.html' title='Afinal um simples frango pode ser um Dinossauro!'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-110599765500258387</id><published>2005-01-17T21:30:00.000Z</published><updated>2005-01-17T21:34:15.003Z</updated><title type='text'>O "fenómeno" do By out</title><content type='html'>Citando o grande António Manuel Ribeiro, vocalista/guitarrista/letrista, dos UHF, segue-se a descrição do que é o By out:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pede-me o senhor Chefe da redacção que faça uma análise ao ano 2004 e eu vou tentar, não sem antes explicar aos caridosos leitores que há uns meses atrás aqui me referi ao fenómeno By out. Depois percebi que não tinha explicado o mesmo. Faço-o agora, juntando as peças do puzzle que a aranha da minha escrita vai tecendo.&lt;br /&gt;By out é um expediente que, desde há uns anos, algumas editoras desenvolveram para promover a venda de um disco: o disco é novo, não pegou nas primeiras vendas, urge colocá-lo em todos os sítios e mostrar com essa exposição que esse é um disco desejado, fenomenal, sucesso de vendas, aposta total e por aí fora. É um truque como outro qualquer: às vezes funciona, outras vezes não. Se funciona o rasto apaga-se; se não funciona, uns meses depois o armazém enche-se de monos e as contas crescem.&lt;br /&gt;E quando não funciona mas o disco sobe no Top e os discos de metal são ganhos? Será que alguém vai devolver depois a prata que é lata, o ouro que é logro, a platina que desafina?&lt;br /&gt;Claro que não. Nunca aconteceu, porque ninguém está interessado e ninguém fiscaliza. Acreditem: há por aí muito boa gente que guarda prémios discográficos com vendas fictícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Blogue-se à força – Nove - Não é para esquecer: é para lembrar, 15.01.05, http://canalmaldito.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-110599765500258387?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/110599765500258387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/01/o-fenmeno-do-by-out.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110599765500258387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110599765500258387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2005/01/o-fenmeno-do-by-out.html' title='O &quot;fenómeno&quot; do By out'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-110115476515095774</id><published>2004-11-22T19:31:00.000Z</published><updated>2004-11-22T20:19:25.150Z</updated><title type='text'>Veracidade Cinematográfica: Sim ou Não?</title><content type='html'>(Este post foge um pouco à linha anterior, mas um blog é comandado por opiniões pessoais. Gostaria também, se se sentirem capazes de aceitar o desafio, de pedir aos leitores (que ainda são poucos) que começassem também a participar. Podem escrever sobre o que quiserem, eu prometo publicar. É só enviar por mail para &lt;a href="mailto:fabio_barros@netcabo.pt"&gt;fabio_barros@netcabo.pt&lt;/a&gt;. Obrigado mais uma vez, e espero que este espaço continue a crescer, não só em leitores como em participantes também.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar este post era para ser feito ontem. Ainda bem que não o foi, porque assim sendo tenho a minha opinião reforçada.&lt;br /&gt;Assisti entre a noite de ontem, depois de uma &lt;em&gt;inesquecível&lt;/em&gt; noite de futebol na luz, e a tarde de hoje a dois filmes sobre montanhismo.&lt;br /&gt;Para os poucos que razoavelmente me conhecem, o montanhismo, além da música (e não só...), é uma paixão para mim. Apenas como apreciador, é certo, visto que não pratico, mas também Miss Elizabeth Hawley é a maior jornalista e uma das maiores conhecedoras de montanhismo e nunca escalou uma montanha.&lt;br /&gt;Assim sendo, e como para um músico é uma paixão ir a um concerto, para mim foi aliciante assistir a dois filmes, um deles "novo" para mim. O outro ("Limite Vertical") já conhecia, mas na altura foi para mim um simples filme. Desta vez para mim foi um pouco diferente. Tal como quando ouvimos um solo fantástico, sem perceber a sua base. Ouve-se a melodia, apreende-se, gosta-se ou não. Quando começamos a perceber algo de música, ou descobrimos que esse tal solo até nem é assim tão fantástico técnicamente, apenas usando uma escala pentatónica, ou que então é fora do vulgar, só ao nível dos melhores. Muito bem, desta vez descobri, além de anteriores opiniões que já tinha formuladas sobre o filme, que é mesmo um verdadeiro "balde de água", só servindo mesmo para entretenimento. Recomendo a quem pretenda ver boas paisagens e dar umas boas gargalhadas.&lt;br /&gt;"Mantém as coisas simples e cativa o público", pois é!&lt;br /&gt;Um filme quando é realizado tem como objectivo, muitas vezes, divertir o público. Poucas são as vezes em que se realiza um filme com outro objectivo, seja ele crítico, ou informativo por exemplo.&lt;br /&gt;No entanto, e não falo de documentários, mas sim de meras películas cinematográficas, falta um pouco de rigor em relação a assuntos abordados.&lt;br /&gt;Como é possível, isto sabendo que acima de 8.000 metros de altitude o ar é tão rarefeito a ponto de não permitir a sobrevivência por longos períodos de tempo, 2 seres humanos, ainda para mais sem utilização de garrafas de oxigénio, manterem uma discussão isto sem sequer se vêr uma respiração acelerada?&lt;br /&gt;Tudo bem, dirão que é um filme, e tudo não passa de uma fantasia. Então porquê realizá-lo numa montanha de 8.650 metros de altitude (K2), por sinal a mais perigosa de todas as 14 montanhas com mais de 8.000 metros situadas nos Himalaias?&lt;br /&gt;Não se percebe!&lt;br /&gt;Há tanto assunto a abordar sobre o montanhismo que não se entende o porquê de gozar, sim isto é nitidamente um gozo, com este desporto. Seria o mesmo que pôr (e eu também já assisti a isto em filme) um jogo de futebol a decorrer à margem das leis da gravidade.&lt;br /&gt;Ora, assim eu pergunto para que servem os desenhos animados...&lt;br /&gt;Não seria suposto os filmes abordarem assuntos mais sérios? Ou pelos menos não tão ridículos.&lt;br /&gt;É claro que aqui não me refiro a filmes das origens de &lt;em&gt;The Lord of the Rings  &lt;/em&gt;ou mesmo &lt;em&gt;Star Wars&lt;/em&gt; que são baseados em histórias fictícias, e por mais que os ache ridículos (no caso de &lt;em&gt;Harry Potter)&lt;/em&gt; não os considero falhados.&lt;br /&gt;No entanto quando se aborda um assunto mais real, aí, e penso que não serei só eu, não gosto de dar por mal gasto o meu dinheiro.&lt;br /&gt;Isto não se passa só acerca deste &lt;em&gt;Limite Vertical&lt;/em&gt;  apenas este, que estive a vêr hoje de tarde, me despertou sentido crítico (que não me falta vontade de críticar, mas nem sempre se pode, ou nem sempre se possuem os argumentos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje é tudo. Talvez volte a críticar algo, ou tentando mudar um pouco o género, colocar algo mais online antes do final da semana. Entretanto sintam-se livres de enviar textos, legíveis claro (até pode ser o relato do vosso dia-a-dia, desde que suscite interesse).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábio Barros&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-110115476515095774?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/110115476515095774/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2004/11/veracidade-cinematogrfica-sim-ou-no.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110115476515095774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/110115476515095774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2004/11/veracidade-cinematogrfica-sim-ou-no.html' title='Veracidade Cinematográfica: Sim ou Não?'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8724239.post-109983510179471558</id><published>2004-11-07T13:44:00.000Z</published><updated>2004-11-07T15:33:42.530Z</updated><title type='text'>O profissionalismo da música em Portugal</title><content type='html'>Mais uma vez cá me encontro. Outra vez para falar sobre um assunto que me intriga particularmente, acerca da música em Portugal.&lt;br /&gt;Não me considero um crítico, até porque acho que não tenho a competência devida para tal. Gosto apenas de expressar a minha forma de pensar através de uma arte: a escrita.&lt;br /&gt;Hoje falo do não-profissionalismo da música neste nosso Portugal.&lt;br /&gt;É verdade, muitas bandas surgem, nos dias de hoje, por todo o mundo. Por cá acontece o mesmo.&lt;br /&gt;A diferença é que por cá, muitas das bandas que se formam e que pretendem vingar neste mundo, não são profissionais o suficiente...&lt;br /&gt;Veja-se o exemplo: uma banda Americana, por exemplo os Evanescence (goste-se ou não) gravam um albúm em metade do tempo que uma banda portuguesa, com uma produção fantástica, conseguindo mesmo actuar ao vivo soando equivalentemente ao albúm. Aqui, gostando ou não da banda, e não considerando a voz de Amy Lee (mas isto já são devaneios), joga-se com o profissionalismo. A banda é competente, vê a música, paralelamente ao prazer, como uma profissão em que tem que dar o seu melhor.&lt;br /&gt;Por cá (falo por experiências que partilhei com amigos), &lt;strong&gt;algumas &lt;/strong&gt;bandas, e falo apenas das que surgem, olham a música como uma diversão.&lt;br /&gt;Por exemplo, e citando uma experiência do amigo e mestre Marcelo Costa (que para além de músico e professor é também produtor musical), ao produzir uma banda refere o quão convencida é a banda (banda com 6 meses, sem experiência nenhuma, em qualquer área), julgando-se um grupo de bastante qualidade ao qual não se pode fazer um elogio, e passo a citar: "Estávamos em minha casa a gravar. O baixista deles não tinha experiência nenhuma, tocava há poucos meses. Fui gravar as partes de baixo e saiu tudo bem, ele respeitou os meus conselhos e conseguimos gravar bem, num bom tempo. Demorei mais a gravar o resto da banda. E os outros membros tocavam há mais tempo que o baixista. Foi então, que numa pausa para descanso, caí em erros de os elogiar. A partir daí eles faziam o que queriam, não respeitavam os meus conselhos, julgando-se grandes profissionais.".&lt;br /&gt;Este mesmo Marcelo Costa disse, um mês antes, mais coisa menos coisa, que estava a gravar uma banda, formada há seis meses, os quais pretendiam soar como se tivessem 10 anos de experiência.&lt;br /&gt;Enfim... É a minha opinião (em baixo), baseada em factos alheios.&lt;br /&gt;(Sendo a música uma paixão para muitos, que o afirmam convictamente, deveria dar-se o máximo por iniciativa própria, não sendo preciso um produtor exigir &lt;em&gt;isto&lt;/em&gt; ao músico.)&lt;br /&gt;Isto deve-se muito à humildade destes músicos, na minha opinião.&lt;br /&gt;Portanto, e note-se que apenas é a minha opinião como tal não julgo ninguém, deixo um conselho a novas bandas que venham a surgir.&lt;br /&gt;Profissionalizem a música, começando por serem profissionais e humildes vocês mesmos. Assim talvez consigamos atingir patamares mais elevados e competir com bandas estrangeiras. Profissinalismo em Portugal, já!&lt;br /&gt;Veja-se as bandas nacionais que têm sucesso no estrangeiro (Moonspell por exemplo). Porquê? Porque, talvez por estarem fora do próprio país, tenham mais respeito, sejam mais humildes.&lt;br /&gt;Não considero aqui todo o mundo musical deste nosso Portugal.&lt;br /&gt;Há muito bons profissionais que dignificam a música, goste-se ou não do trabalho.&lt;br /&gt;Um obrigado a esses da minha parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábio Barros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8724239-109983510179471558?l=random-precision.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://random-precision.blogspot.com/feeds/109983510179471558/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2004/11/o-profissionalismo-da-msica-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/109983510179471558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8724239/posts/default/109983510179471558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://random-precision.blogspot.com/2004/11/o-profissionalismo-da-msica-em.html' title='O profissionalismo da música em Portugal'/><author><name>Soulsick</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06777644908144945903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3sFrjcanVfo/TECORl55kRI/AAAAAAAAACk/pa-8MeB3Erw/S220/My_dear_Fabio_by_DarkQueen27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
